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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teoria da complexidade: uma nova visâo de mundo para a estratégia¹]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[ABSTRACT This work presents the Visions of the World - Mechanistic, Economic and Complex - that are competing in the context of the present Change of Epoch, showing the implications of each of these Visions of the World and emphasizing the more and more pressing need of the Complex World Vision for the Strategy of organizations, derived from the lessons of Chaos Theory and the fractal characteristics.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ART&Iacute;CULO ORIGINAL </b></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Teoria da complexidade: uma nova visâo de mundo para a estrat&eacute;gia<sup>1</sup></font></b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">José Júlio Martins Torres</font></b></p>      <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>(UFC/CE) <a href="mailto:jjmtorres@gmail.com">jjmtorres@gmail.com</a></i><a href="mailto:jjmtorres@gmail.com"></a></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabaiho apresenta as Visoes de Mundo - Mecanicista, Economica e Complexa - que estao competindo no contexto da atual Mudanza de Época, mostrando quais as implicares de cada uma destas Visoes de Mundo e dando enfase para a necessidade, cada vez mais premente, da Visao Complexa de Mundo para a Estratégia das organizares, a partir das linóes da Teoria do Caos e das características dos Fractais.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras chave:</b> caos, fractal, teoria da complexidade</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This work presents the Visions of the World - Mechanistic, Economic and Complex - that are competing in the context of the present Change of Epoch, showing the implications of each of these Visions of the World and emphasizing the more and more pressing need of the Complex World Vision for the Strategy of organizations, derived from the lessons of Chaos Theory and the fractal characteristics.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> chaos, fractal, theory of complexity</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p align=justify><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br clear=all> </font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. Introducao</b></font></p>        <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Visao de mundo é uma janela conceitual, a través da qual nós percebemos e interpretamos o mundo, tanto para compreende-lo como para transformá-lo. Esta janela funciona como uma espécie de lente cultural, na construgao da qual os ingredientes incluem valores, crengas, principios, premissas, conceitos e enfoques que modelam nossa percepgao da realidade e, portanto, nossas decisoes, agoes e interagoes e todos os aspectos de nossa experiencia humana no universo. É a ferramenta cultural mais poderosa da qual dispoem um individuo, grupo social, uma comunidade e uma sociedade, para (re)significar seu passado, compreender seu presente e fazer previsoes para construir seu futuro. Quando compreendemos que a realidade é o que o nosso método de observado nos permite perceber, passamos a reconhecer que nossa visao de mundo formata nossos modelos mentais, através dos quais observamos, sistematizamos, interpretamos e aportamos significado as nossas próprias experiencias no mundo.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitas idéias conflitantes</font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">novas excelentes deixam de ser implementadas por serem com modelos mentais profundamente arraigados que limitam a</font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">maneira de as pessoas pensarem e agirem e interagirem. Isto caracteriza a grande crise em que vivemos hoje, uma crise de percepçâo. Esta crise deriva do fato de que nós, e em especial nossos líderes, conduzimos a execuçao de nossas açoes e interaçoes, orientados pelos conceitos de uma visao de mundo obsoleta, de uma percepçao de realidade inadequada para lidarmos com nosso mundo, que é cada vez mais complexo. Deixamos, nao só de reconhecer como diferentes problemas estao inter-relacionados, mas também nos recusamos a reconhecer como as nossas soluçoes afetam as outras pessoas e até mesmo as geraçoes futuras (DE SOUZA SILVA, 2001).</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. Visâo mecanicista de mundo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde o século XVII, a metáfora mecanicista tem sido dominante para o   entendimento da natureza, da sociedade e das organizaçôes. O marco   conceitual desta visâo de mundo - o racionalismo científico - concebeu uma realidade objetiva e governada por leis físicas e   matemáticas exatas. As leis de Newton legitimaram o mecanicismo e validaram suas implicaçôes: linearidade, monocausalidade, determinismo, reducionismo e imediatismo.</font></p>      <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rieiii/v2n2/a08f1.jpg"></font>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A visào mecanicista de mundo afetou profundamente todas as áreas de conhecimento, principalmente após o surgimento da filosofia positivista e do avango tecnológico que a revoluto industrial proporcionou. O   relógio, com sua precisáo e predigáo mecánicas, passou a ser o símbolo do   Universo. O mundo e as organizares   passaram a ser vistos como máquinas. Tratase de um mundo onde náo há lugar   para sentimentos, onde a razáo mecánica, exata, reducionista, exclui a emogáo   humana. Náo existe espago para valores e principios éticos. As pessoas sáo &quot;recursos humanos&quot; - coisas   -, automatos biológicos, sem espago para pensar, portanto, sem capacidade nem autonomia para criar. Náo podem cumprir sua missáo de co-criadores deste Universo em expansáo.</font></p>        <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta visáo de mundo (Figura 1), o foco das organizagòes   está na estrutura e nas tarefas. Simplesmente a organizagáo é dividida em unidades   distintas e é organizada em   conformidade com conjuntos de tarefas específicas executadas em cada unidade.   Para que os resultados sejam obtidos, os &quot;líderes&quot; sáo revestidos de   poder de comando e controle e passam a ser o cérebro da organizagáo. As demais   pessoas devem fazer o que lhes for mandado. Com o comando e   o controle exercidos no topo, o processo decisório   funciona de cima para baixo em todos os &quot;níveis&quot; da organizagáo.   Sair-se bem neste mundo mecanicista significa ter a eficiencia da máquina. O investimento em pessoas é feito apenas   naquelas que se sobressaem porque tem autodominio. Os acontecimentos sáo vistos   simplesmente numa relagáo estrita de causa e efeito, seguindo um pensamento linear. Os dados sáo analisados e sáo feitas projegòes proporcionais para resultados futuros. Busca-se   sempre uma resposta certa ou a melhor resposta para os   problemas e tudo deve ser determinado objetivamente. Todas estas coisas   acontecem por que as organizagòes sáo   compostas de partes - componentes cada vez menores. Se algo náo está   funcionando bem, localiza-se a parte com problema e esta é substituída ou eliminada.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como   conseqüencia da visáo mecanicista de mundo, aconteceu uma fragmentagáo   generalizada que acarretou uma crise sem precedentes na história. A   objetividade, da ciencia e da tecnologia, gerou uma indiferenga generalizada em relagáo a critérios éticos e morais. O divórcio entre ciencia, arte, filosofia e tradigáo parece ser o maior responsável pelo distanciamento generalizado da ética. Segundo Pierre Weil (2000), fato semelhante aconteceu com a trilogia dos valores que nortearam a Revolugáo Francesa, inseparáveis na sua intengáo original: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Liberdade ficou com o mundo capitalista, que sacrificou a igualdade   de oportunidades; a Igualdade ficou com o mundo socialista, que sacrificou, em nome desse valor, a Liberdade; e a Fraternidade foi esquecida pelos dois, devido   ao dominio da ciencia e da tecnologia, que a relegaram para o dominio da espiritualidade. Quem fala em   fraternidade e amor, nos dias de   hoje, é, muitas vezes, visto como idealista, sonhador, vivendo   nas nuvens, sentimental, atrasado e náo sei mais o que... (WEIL,   2000, p. 134).<br clear=all> </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.1. Implicacòes da visao mecanicista de mundo para a estratégia</b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conceito   de estratégia está fortemente associado ao conceito de eficiencia   mecánica, implicando a busca da forma mais eficiente para atingir os   objetivos institucionais, fazendo com que as estratégias estejam mais associadas aos meios que aos fins.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pràtica do desenvolvimento de estratégias varia sob a influencia de diferentes enfoques teóricos, partindo da premissa   comum da estabilidade do contexto, o que implica uma planificado prèvia,   detalhada, rígida, linear e nao negociável de todos os passos a serem realizados de forma disciplinada.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As configurares   para o desenvolvimento de estratégias existem   somente no nível hierárquico mais alto,   implicando um desenvolvimento de estratégias centradas na visao   mecanicista das autoridades máximas, que sao os únicos estrategistas da organizado (DE SOUZA SILVA, 2001).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. Visao económica de mundo</b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No final dos anos 70 do século XX, com a revolugao económica apoiada na   Tecnologia da Informagao, comegou a se delinear uma nova versao para a visao   mecanicista de mundo. A metáfora da máquina foi substituida pela do mercado,   fazendo surgir a visao económica de mundo.   Além do capital tangível, temos agora um capital intangível - a informagao. As   organizagoes continuam funcionando como máquinas e se relacionando como   provedores do mercado global. As pessoas sao tratadas como &quot;capital   humano&quot; - ainda uma coisa -, ou como &quot;capital intelectual&quot; - uma mercadoria.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br clear=all> <img src="/img/revistas/rieiii/v2n2/a08f2.jpg"     alt="Descripci&oacute;n: C:\Users\Israel\Desktop\tres.png"></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 2 - Vis&auml;o econ&oacute;mica de mundo</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste novo contexto, os processos de trabalho se dao de maneira nao muito diferente que na da visao mecanicista (Figura 2). O foco das organizagoes está no mercado, no cliente (interno e externo, principal-mente no externo) e no lucro. A estrutura e as tarefas sao herdadas da visao mecanicista. Para que os resultados sejam obtidos, os líderes sao revestidos de poder de comando e controle e passam a controlar também a qualidade. O comando, o controle e o processo decisorio continuam funcionando de cima para baixo em todos os &quot;níveis&quot; da organizagao. Sair-se bem neste mundo economico significa ter eficácia e competitividade - exacerbagáo da competigáo. O gerente transmite receitas e fórmulas associadas a casos que deram certo. O funcionário é apenas um receptor de conhecimento já existente. A capacidade institucional está associada à imitagáo, à cultura do &quot;benchmark&quot;. O contexto, e a única fonte de referencia para tudo, é o mercado informacional, ainda mecanicista e reducionista, que já tem todas as solugòes. Náo é preciso criar. Basta comprar e/ ou imitar. Os meios continuam sendo mais importantes que os fins e a vida que náo agregar valor ao mercado náo tem importáncia. O investimento em pessoas continua sento feito apenas naquelas que se sobressaem porque tem autodominio. Os acontecimentos continuam sendo vistos como causa e efeito, seguindo um pensamento linear, imediato e voltado para o lucro. Os dados sáo analisados e sáo feitas projegòes proporcionais para resultados financeiros futuros. Busca-se sempre a resposta que der mais lucro. Todas estas coisas acontecem por que as organizagòes sáo compostas de partes (centros de custo e centros de resultado) - componentes cada vez menores. Se algo ou alguém náo está agregando valor, é substituido ou eliminado.</font></p>        <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.1. Implicacoes da visáo economica de mundo para a estratégia</b></font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O conceito de estratégia</b> está fortemente associado ao conceito de competitividade, implicando a busca da forma mais competitiva para atingir os objetivos institucionais, fazendo com que as estratégias estejam associadas ao retorno economico máximo.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A pràtica do desenvolvimento de estratégias </b>varia sob a influencia de diferentes enfoques teóricos, a partir da premissa comum da sabedoria superior do mercado, o que implica a eliminacáo de competidores e a apropriacáo egoista do máximo beneficio para a organizacáo.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>As configurares para o desenvolvimento de estratégias </b>existem no nivel hierárquico mais alto, implicando um desenvolvimento de estratégias centradas na visào economica das autoridades máximas, que sáo os únicos estrategistas da organizacáo (DE SOUZA SILVA, 2001).</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4. Visáo complexa de mundo</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No século XX, ocorreram várias mudangas importantes nos conceitos científicos que explicam a visáo da natureza e o próprio estudo da ciencia. A primeira destas mudangas comegou em 1905 com a publicagáo de tres artigos de Albert Einstein: o primeiro, explicando as causas do Movimento Browniano e provando matematicamente a existencia do átomo a partir do movimento caótico de gráos de pólen sobre um liquido; o segundo, explicando o Efeito Fotoelétrico e provando que a luz náo é somente onda, mas é, ao mesmo tempo, composta de partículas - fótons; o terceiro, langando a Teoria Especial da Relatividade, sobre os conceitos de espago e tempo. O trabalho de Einstein abalou os alicerces da fisica newtoniana. Náo a desqualificou, mas a complementou e mostrou que náo existe somente uma perspectiva para explicar a realidade. Einstein mostrou que o Universo náo é composto somente de matéria, mas também de energia. E mais, que energia e matéria sáo a mesma coisa: E = mc<sup>2</sup>. Somos matéria e energia, nos manifestamos como partícula e como onda.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segunda grande mudanga veio com a Fisica Quàntica. Ao estudar as partículas subatómicas, os físicos quánticos descobriram que no interior dos átomos existe muito mais espago vazio do que matéria. Eles descobriram, também, que a matéria náo existe em pontos físicos determinados, o que há sáo possibilidades de existencia. O &quot;principio da incerteza&quot;, formulado por Werner Heisenberg, veio mostrar que a realidade é incerta, imprecisa, impreditivel. A matéria náo tem consistencia em si. O que dá consistencia à matéria sáo as conexòes entre seus componentes, sáo os relacionamentos. A Fisica Quàntica mostra, também, que o observador faz parte da realidade observada. A realidade emerge do relacionamento entre o sujeito observador, a observagáo e o objeto ou fato observado. O Universo náo é composto somente de matéria e energia, e sim, de matéria, energia e, principalmente, de relacionamentos. É um processo.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A terceira grande mudanga foi a descoberta e decodificagáo do DNA por James Watson e Francis Crick (FERREIRA, 2003), que veio mostrar que o que impulsiona o universo, por meio de todas as transformagòes e da manifestagáo de todas as formas de vida, é a informagáo. O Universo náo é somente matéria, energia e relacionamentos. Matéria, energia e relacionamentos nada mais sáo, respectivamente, do que meios de armazenamento, de transporte e de multiplicagáo de dados para a geragáo de informagáo e conhecimento. E mais, da informagáo se gera matéria, energia, relacionamentos, informagáo, conhecimento e sabedoria.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As tres primeiras mudangas - Trabalhos de Albert Einstein, Fisica Quàntica e Descoberta e Decifragáo do DNA - culminaram com a quarta grande mudanga do século XX: em meados dos anos 60, surgiram estudos sobre Teoria do Caos, Fractais, Teoria das Catástrofes e Lógica Fuzzy, dentre outras, que em conjunto levam o nome de Teoria da Complexidade. Surgiu, entáo, principalmente no mundo academico, e já com grande aceitagáo e aplicagáo no mundo empresarial e em todas as demais áreas, a visáo complexa de mundo.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Frederic Munné (1995), a Teoria da Complexidade mostra que a realidade é náo-linear, caótica, fractal, catastrófica e fuzzy (difusa) e deve ser vista de forma náo somente quantitativa, mas, principalmente, qualitativa.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A realidade é inacabada, é um eterno e caótico fluir. Devemos reconhecer a incompletude e a incerteza da realidade, bem como as múltiplas conexòes entre<br clear=all> os componentes dessa realidade. Examinar isoladamente um componente nao faz sentido - é o reducionismo das partes. Devem ser examinados, também, os relacionamentos deste componente com os demais e com o global constituido por todos eles. Examinar somente o global sem examinar os seus componentes e os relacionamentos, também nao faz sentido - é o reducionismo do todo.</font></p>      <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Teoria da Complexidade vem mostrar a interdependencia essencial de todos os fenómenos - é o que Fritjof Capra (1996) chama de Visao Ecológica Profunda. Segundo ele, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza. O ser humano é um finíssimo fio dessa rede universal que ele chama de Teia da Vida. E a mais óbvia característica de qualquer rede é a sua nao-linearidade. É óbvio, também, que o conceito de diálogo está intimamente ligado com o padrao de rede.</font></p>      <p align=justify><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A vis&atilde;o de complexidade e de ecologia    profunda nos remete &agrave; id&eacute;ia de   sustentabilidade para reverter o   quadro de vulnerabilidade a que   todos estamos submetidos,   inclusive o Planeta, na   sua totalidade complexa.   Sustentabilidade, n&atilde;o   no sentido pequeno de   adapta&ccedil;&atilde;o, sobreviv&ecirc;ncia   e de lucro imediato, como,  &agrave;s vezes, &eacute; utilizado no  &acirc;mbito organizacional, mas no   sentido de preocupa&ccedil;&atilde;o com as   perspectivas para as gera&ccedil;&otilde;es   futuras. Preocupa&ccedil;&otilde;es   estas, tanto em termos   de qualidade de vida para todos os seres vivos, como em termos ambientais para   todo o Planeta e tamb&eacute;m com rela&ccedil;&atilde;o ao processo sucess&oacute;rio nas organiza&ccedil;&otilde;es. As   pessoas d&atilde;o pouqu&iacute;ssima aten&ccedil;&atilde;o ao processo sucess&oacute;rio. Quando chegam ao poder   se tornam &ldquo;infal&iacute;veis&rdquo; e &ldquo;eternas&rdquo;. A n&atilde;o preocupa&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento dos seus colaboradores e com o processo sucess&oacute;rio &eacute; um passo para a bancarrota.</font></p>      <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rieiii/v2n2/a08f3.jpg" alt="Descripción: C:\Users\Israel\Desktop\cuatro.png">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na visáo complexa de mundo, a realidade é, essencialmente, definida   pelos relacionamentos e pelos   processos (Figura 3). Cada um de nós está relacionado, afeta e é afetado pelas   agóes e pelas idéias de todos os demais. A qualidade dos relaciona-mentos e a dos processos, ao longo das nossas vidas, sáo mais importantes do que as estruturas. O foco deve se dirigir mais forte-mente para os relaciona­mentos e processos. Se quisermos que a criativida-de e a co-evolugáo   estejam<br clear=all>   presentes na organizagao temos que sair de uma estrutura de comando-e-controle e passar para uma lideranga compartilhada mediada pelo   diálogo. As pessoas se comprometem mais e ficam mais motivadas quando estao envolvidas   na tomada das decisoes que as afetam. Para que haja um salto de qualidade e de produtividade deve ser   desenvolvido um processo de   significado compartilhado e de consenso   por meio do diálogo entre todos os participantes. A eficiencia mecánica e a competitividade</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- como a exacerbagao da competigao - è limitante e destruidora. A cooperagao e o senso de comunidade   funcionam muito melhor para o aumento de produgao, de produtividade e de qualidade. Nós vivemos em um mundo que è coletivo. O dominio coletivo faz com que as   equipes fiquem mais entrosadas, vejam   de forma melhor as conexoes no trabalho   e desenvolvam a capacidade de   alavancar a diversidade inerente a qualquer equipe.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A monocausalidade è excegao e nao a regra. O que   ocorre com mais freqüencia sao os efeitos de múltiplas interagoes. O observador faz parte, afeta e è afetado pela realidade observada, logo, nao existe uma única resposta certa. Existem muitas respostas certas e, às vezes, paradoxais - contraditórias e complementares ao mesmo tempo. A realidade è um todo complexo em continuo movimento em que todos os componentes estao interconectados num diálogo sem fim.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Teoria da Complexidade engloba várias teorias recentes - Teoria do Caos, Fractais, Teoria das Catástrofes, Lógica/Conjuntos Fuzzy (difusos) e outras</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- procedentes das ciencias exatas que se dirigem, explicita e   implicitamente, para uma visao cada vez mais aproximada da realidade, sem simplificagao, sem reducionismo.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paradoxalmente, estas teorias aproximam-se das ciencias naturais e das   ciencias humanas. Estao sendo usadas para entender as estruturas e os processos organizacionais complexos que transcendem as teorias clássicas sobre organizagoes.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os processos de mudanga sao explicados e melhor entendidos à luz dessas teorias. A   Teoria da Complexidade constitui um meio útil para   entender os processos de inovagao e auto-renovagao.   É um novo modo de investigagao das mudangas. É tambèm um instrumento útil para entender as mudangas sociais no mundo, pois   desafia as suposigoes convencionais de estabilidade natural, equilibrio, processos lineares e preditibilidade.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudangas científicas que aconteceram no sèculo XX afetaram, como ondas, nao somente o desenvolvimento da ciencia e da tecnologia. Estao se transformando em   paradigma dominante na política, na economia, na educagao e, tambèm, nas   organizagoes. O paradigma da complexidade já vem se instalando ao longo dos   últimos trinta e cinco anos, embora   muitas pessoas ainda nao tenham consciencia da existencia das teorias que   convergem para a mudanga de època e de paradigma que estamos presenciando.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ámbito das organizagoes   temos, tambèm, que sair do paradigma reducionista que trata as pessoas como recursos ou como capital, isolando os talentos humanos em níveis hierárquicos.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todas as áreas, e em particular, nas áreas educacional e   organizacional, temos que deixar que as propriedades emergentes e potenciais do todo, das partes e dos relacionamentos entre as partes e entre estas e o todo possam se manifestar. Somente assim estaremos fluindo em harmonía com o fluir do Universo.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4.1.&nbsp; Licòes da teoria do caos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">À   luz da Teoria do   Caos, os próprios processos e as   mudangas sao atratores que geram uma nova ordem. Um processo puxa   outro. Cada mudanga leva a uma nova mudanga. Como os humanos tem uma capacidade   ilimitada para criar novas conexoes e significados, os processos e sistemas   que tem as pessoas como componentes sao fortemente caóticos. E mais, segundo a Teoria do Caos, a formulagao e a implementagao da   estratègia nao sao separadas no   tempo; podem e devem acontecer concomitantemente. Em vez de Planejamento Estratègico, devemos desenvolver um Pensamento Estratègico, ou melhor ainda, um viver estratègico.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Teoria do Caos realga a necessidade de a   organizagao criar (em vez de processar) informagoes para a auto-renovagao;   de gerir a capacidade de mudar, em   vez de gerenciar as mudangas; da necessidade da incerteza para a evolugao   organizacional. Os processos estratègicos sao freqüentemente projetados para reduzir a incerteza e diminuir a   complexidade nas organizagoes. A Teoria do Caos sugere que os processos estratègicos devem ser usados para criar incerteza, pois o foco   è na criagao de informagao, e nao o processamento dela. As   organizagoes precisam concentrar­se no poder e na absorgao das mudangas, em vez   de na estabilidade que sugere resistencia às mudangas. Segundo Ilya Prigogine (1997), &quot;Sistemas nao podem evoluir (gerar novos padroes) em estados de equilibrio ou próximos do equilibrio&quot;.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4.2.&nbsp; Características dos fractais aplicadas às organizares:</b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>a) Extensao infinita dos limites:</b> A extensao de um limite fractal depende da unidade padrao de medida, tende ao infinito quando a unidade padrao de medida tende a zero. Quanto mais se reduzir a unidade padrao de   medida, mais se aumentará   a extensao da   coisa medida. A ligao   que podemos tirar disso para as organizagòes è que devemos reduzir a unidade padrao de medida. E medimos a qualidade de uma empresa e de uma pessoa è pelo conhecimento e pela   sabedoria que elas tem e sao capazes de   gerar. Uma empresa pode aumentar seus   limites: 1) dando maior atengao aos   pequenos detalhes e desenvolvendo dados mais específicos de seus   padròes (redugao da medida do padrao cognitivo); 2)   reformulando um padrao já existente, pelo desenvolvimento de novas interpretagoes de eventos passados.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>b) Permeabilidade   dos limites: </b>Os limites dos fractais nao sao   rigidos, sao permeáveis. Esta permeabilidade permite o intercambio de dados   para geragao de informagao e conhecimento, intercámbio de energia e de matèria no meio ambiente, bem como aumento e   melhoria dos relacionamentos desde a menor escala - a do individuo dentro da   organizagao -, atè as escalas   maiores. As tecnologias de hoje nao percorrem caminhos paralelos e distintos. Elas se cruzam a toda hora   (interconexoes). A empresa tem que incluir, nos seus processos, o contexto, com todos os atores, internos e externos.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>c) Auto-similaridade:</b> Semelhanga nas formas e características.   Ao se dividir, iterativamente, o todo em partes, estas, por menores que sejam,   apresentam formas e características semelhantes às do todo que compòem.   A parte reflete a estrutura do todo. Diz-se, entao, que a   parte está no todo e que o todo está   na parte. A auto-similaridade proporciona um sentido de ordem a estruturas   aparentemente desordenadas. A visao   fractal da organizagao è a iterativa reflexao de toda a organizagao em   cada uma de suas partes. A dinámica de funcionamento de uma organizagao deve   ser vista como ela toda se refletindo iterativamente ou recursivamente em cada uma de suas Unidades componentes. Nao è uma visao hierárquica, para cima e para baixo e sim uma visao em zoom - uma visao fractal.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rieiii/v2n2/a08f4.jpg">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na visäo complexa de mundo,   as questöes da ética já nao sao meros   conceitos filósofos e religiosos, mas   passam a integrar os valores pertinentes a todos os seres humanos e profissöes, constituindo-se   em elementos essenciais em nossas relagöes com os demais membros da empresa, com os   fornecedores e com as pessoas que tem interesses na empresa.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na visäo fractal de uma empresa, uma célula   inicial (célula-mae) representa a morfologia da interconexäo do Propósito, dos Principios, dos   Participantes, do Conceito Organizational e dos Processos (pràtica),   tendo a Ética como um componente transdimen-sional, permitindo o Acopla-mento Estrutural (coerencia interna   e correspondencia com a estrutura do ambiente) (MATURANA e VARELA, 1987). A maneira como   esses componentes interconectados interagem, sem que mude a organizado, forma a Estrutura (Constituido) - determinante operacional. As relagóes entre os componentes que definem essa unidade composta formam a Organizado - determinante de definifào (Figura 4).</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Propósito deve ser ético,   estar intimamente interconectado aos Principios e ser definido e buscado de   forma compartilhada pelos Participantes, levando em conta o Conceito Organizacional, tendo a Estrutura (Constituido) como suporte e executando os Processos (práticas) criados e implementados. Os principios devem ser éticos,   estar intimamente interconectados ao Propósito, ao Conceito Organizacional e serem definidos e seguidos de forma compartilhada pelos Participantes, tendo a Estrutura (Constituido) como suporte e executando   os Processos (práticas) criados e implementados.   Os Participantes devem ser éticos, se conhecerem a si mesmos, terem um bom   inter-relacionamento com os demais participantes,   conhecerem e buscarem o Propósito,   seguindo os Principios, levando em conta o Conceito Organizacional, tendo a Estrutura (Constituido) como suporte e executando os Processos (práticas) criados e implementados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que a organizado mantenha a auto-sustentabi-lidade, se perpetue, é preciso que a   dinamica de funcionamento gere novas células com as mesmas   características da célula-mae numa dinamica fractal, em que cada célula gerada   representa um novo ambito de Propósito, Principios, Participantes, Conceito   Organizacional, Processos (práticas) e Ética, formando Estruturas (Constituigóes) fractais - com o mesmo   padrao da célula-mae. As interconexóes entre todos os componentes de cada   Estrutura e entre cada componente e a Organizado como um todo sao de curto e de longo alcance. Manifestam-se ao mesmo tempo como conexóes tipo partícula e tipo onda. A empresa constitui-se numa Rede Fractal Autocatalítica (Figura 5). E sempre há a possibilidade   do surgimento de uma nova célula, a partir de qualquer das células já existentes.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rieiii/v2n2/a08f5.jpg">   </font>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   idèia è que cada Unidade da   Organizagao passe a funcionar como um   time (empowerment - &quot;empoderamento&quot;) com o mesmo padrao de características de Ética, Propósito, Principios, Participantes,   Conceito Organizacional, Estrutura (Constituigao) e Processos (práticas) da organizagao como um todo; que cada Equipe de   cada Unidade passe a funcionar como   um time com o mesmo padrao da Unidade e da Organizagao e que cada Colaborador de cada Equipe   passe a funcionar como um time com o mesmo padrao da Equipe, da Unidade e da   Organizagao. As interconexoes entre todos os componentes - Colaboradores, Equipes e Unidades - e entre cada componente e a Organizagao como um todo sao de curto e de longo alcance. Sao conexòes tipo partícula (bolhas, na Figura 5) e tipo onda (circulos concéntricos, na Figura 5).</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma Organizagao è complexa em   todos os &quot;niveis&quot;. Cada colaborador tem o seu valor, porque cada um   sabe onde è que as coisas estao   acontecendo. É lá que ele está sentindo as coisas acontcerem. Onde quer que   esteja alguèm da empresa, lá está a   empresa. Uma Organizagao Fractal è onipresente.   Numa Organizagao Fractal, cada colaborador se manifesta na sua dimensao particula   e na sua dimensao onda. As coisas acontecem localmente, mas se propagam como   ondas a partir de cada ponto e para todos os ámbitos da organizagao.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4.3.   Implicacòes da visao complexa de mundo para a estratégia</b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O conceito de estratégia</b> está fortemente associado ao   conceito de sustentabilidade, implicando a busca do mais   alto grau de sintonia entre a contribuigao de uma organizagao e as realidades, necessidades e   aspiragoes dos atores do seu entorno relevante, pois a realidade è uma construgao social; a inovagao emerge da interagao social.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A pràtica do   desenvolvimento de estratégias institucionais</b> varia   sob a influencia de diferentes enfoques teóricos, a partir da lógica complexa   que modela as relagoes internas e externas que inter-relacionam uma organizagao   com os atores do seu entorno relevante. O processo envolve muitos atores, internos e externos, todos comprometidos com o contexto da aplicagao e implicagoes da estratègia.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>As configurares para o   desenvolvimento de estratégias</b> existem na forma de   rede de fractais, implicando um desenvolvimento de estratègias   focadas no contexto de sua aplicagao e implicagoes, envolvendo a participagao de atores internos e externos.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5. Conclusao</b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O verdadeiro estrategista è aquele   que sabe e reconhece a sua insignificáncia e vai beber da sabedoria dos outros e aumenta a inteligencia coletiva da organizagao.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existem   organizagóes em que a lideranga é confundida com gerencia, o conhecimento é confundido   com informagao, a   informagao é confundida   com dado e dificilmente acontece a geragao coletiva de   conhecimento. O quociente intelectual coletivo da organizagao é limitado pela incompetencia e ignorancia dos gestores da organizagao.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A organizagao deve ser vista   e administrada como um todo complexo. A lideranga e a gestao devem ser compartilhadas e transparentes. O líder também é liderado. O gestor também é gerido.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estrategista deve conhecer a si mesmo - reconhecer seus próprios valores,   crengas, necessidades, perspectivas,   experiencias e capacidades - e reconhecer que a variável mais importante para a produtividade é a   qualidade dos relacionamentos   interpessoais. Deve confiar e merecer confianga. Segundo Uri Merry (1995), &quot;A   confianga é a mais eficiente ferramenta   economica - voce nao precisa negociar quando voce tem confianga. Voce nao precisa trocar ou barganhar&quot;. Margaret Wheatley (1999, p. 52-53) afirma que:</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O   poder, nas organizagóes, é a capacidade gerada pelos relacionamentos. Como poder é energia, este precisa fluir pelas   organizagóes; nao pode ficar confinado   a fungóes ou   niveis. O que confere ao poder a sua carga, positiva ou negativa, é a qualidade dos relacionamentos. Pessoas que se   relacionam com base na coergao ou na desconsideragao pelas outras pessoas criam   energia negativa. Os que sao receptivos aos outros e os veem em toda a sua   plenitude criam energia positiva. Logo, o bom relacionamento nas organizagóes é a fonte mais abundante de poder de que dispomos.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O problema de uma empresa é um problema das perspectivas existenciais dos individuos na empresa. O papel do   estrategista nao é apenas garantir lucro, mas também contribuir para assegurar   a sustentabilidade da empresa para as geragóes futuras. O estrategista deve ter   a habilidade para criar, e para fazer com que as pessoas criem, um significado   para o ato de trabalhar juntos num empreendimento comum. Um empreendimento só   dará certo se conseguir gerar significados para as pessoas. A busca de significado é o maior atrator da própria condigao humana.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estrategista deve ser um   estrategista conceitual - o que o estrategista é conclamado a fazer num mundo   cada vez mais complexo é moldar sua organizagao por meio de conceitos, em vez de faze-lo mediante elaboradas regras e estruturas.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O enfoque estratégico deve ser visto como um todo complexo, composto pelas dimensóes de Futuro, de Entorno, de Participagao, de Estratégia e de Gestao, sem deixar de levar em conta a importancia da Pesquisa, da Facilitagao e da Institucionalizagao (SILVA, 2001).</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Notas</font></b></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1 TORRES, Jos&eacute; J&uacute;lio Martins. Teoria da complexidade: uma nova vis&acirc;o de mundo para a estrat&eacute;gia. I Encontro Brasileiro de Estudos da Complexidade - I EBEC. Curitiba - 11 a 13 de julho/2005.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Referencias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">Capra, F. (1996). A   Teia da vida: uma nova compreensao científica dos sistemas vivos. Sao Paulo: Cultrix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444200&pid=S1997-4043200900020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">De Souza Silva, J. (2001). La question institucional:   de la vulnerabilidad a la sostenibilidad institucional en el contexto del   cambio de época. Serie Innovación para la   sostenibilidad institucional. San José, Costa Rica: Proyecto ISNAR &quot;Nuevo   Paradigma&quot;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444202&pid=S1997-4043200900020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">Ferreura, R. (2003). Watson &amp;   Crick: a historia da descoberta do DNA. Sao Paulo: Odysseus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444204&pid=S1997-4043200900020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">Maturana, H. y Valera, F. (1987). A   árvore do conhecimento. Campinas: Psy.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444206&pid=S1997-4043200900020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">Merry, U. (1995). Coping with   uncertainty: insights from the new sciences of chaos, self- organization and   complexity. Westport: Praeger Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444208&pid=S1997-4043200900020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">Munné, F. (1995). Las   teorías de la complexidad y sus implicaciones en las ciencias del   comportamiento. Revista   Interamericana de Psicologia/Interamerican Journal of Psychology.vol. 29, n. 1,   p. 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444210&pid=S1997-4043200900020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">Prigogine, I. (1997). The End of   certainty: time, chaos, and the new laws of nature. New York: Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444212&pid=S1997-4043200900020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">Weil, P. (2000). A mudanga de sentido e o sentido da mudanga. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444214&pid=S1997-4043200900020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify">Wheatley,   M. (1999). Lideranga   e a nova ciencia. Sao Paulo: Cultrix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=444216&pid=S1997-4043200900020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
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