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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To assess the use of lactate as a marker of tissue hypoperfusion and as a prognostic index in critically ill patients. Methods: Prospective, longitudinal, observational study of 75 patients admitted to the pediatric ICU of Hospital de Clínicas of Universidade Federal do Paraná, between November 1998 and May 1999. According to the lactate level on admission, patients were divided into group A (lactate > 18 mg/dl) and group B (lactate < 18 mg/dl). In terms of outcome, patients were classified into survivors and nonsurvivors. In group A, the clinical evaluation and the collection of arterial blood samples were performed on admission, at 6, 12, 24, 48 hours, and every 24 hours after that. In group B, they were carried out in the same way, but interrupted 48 hours after admission. Results: Groups A and B consisted of 50 and 25 patients, respectively. Group A presented more clinical signs of hypoperfusion (24/50). There was a statistically significant difference regarding the mean lactate levels on admission between those patients who died within 24 hours of admission (95 mg/dl) and those who died 24 hours after admission (28 mg/dl). The lactate level at 24 hours of admission revealed better sensitivity (55.6%) and speci&#64257;city (97.2%) as a predictor of death. Conclusions: Most patients with lactate levels > 18 mg/dl showed clinical signs of hypoperfusion on admission. The normalization or reduction of lactate levels at and after 24 hours of admission was signi&#64257;cantly related with higher chances of survival.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>ARTICULOS DEL CONO SUR - BRASIL  </strong></font></P>     <div align="justify"><strong><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lactato s&eacute;rico como marcador progn&oacute;stico em crian&ccedil;as gravemente doentes<Sup>1 </Sup>   </font> </strong></div>     <P align="justify"><strong><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Blood lactate concentration as prognostic marker in critically ill children </font></strong></P>     <p align="justify"><strong><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adriana Koliski<Sup>1</Sup>, Izrail Cat<Sup>2</Sup>, Dinarte J. Giraldi<Sup>2</Sup>, M&ocirc;nica L. Cat<Sup>3 </Sup></font></strong></p>     <p align="justify"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Mestre. Pediatra, Unidade de Terapia Intensiva Pedi&aacute;trica, Hospital de Cl&iacute;nicas, Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR), Curitiba, PR.     <br>   2. Doutor. Professor, Departamento de Pediatria, UFPR, Curitiba, PR.     <br> 3. Professora assistente, Departamento de Pediatria, UFPR. Coordenadora da Unidade de Inform&aacute;tica e Estat&iacute;stica, Departamento de Pediatria, UFPR, Curitiba, PR.     <br> </font><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo submetido em 01.07.04, aceito em 16.03.05.     <br>   Como citar este artigo: Koliski A, Cat I, Giraldi DJ, Cat ML. Lactato s&eacute;rico como marcador progn&oacute;stico em crian&ccedil;as gravemente doentes. J Pediatr (Rio J). 2005;81:287-92. </font></p>     <P align="justify"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>(1) Art&iacute;culo original de Brasil. Publicado en el Journal de Pediatr&iacute;a (Rio J.): 2005; 81 (4): 287-92 y que fue seleccionado para su reproducci&oacute;n en la XI Reuni&oacute;n de Editores de Revistas Pedi&aacute;tricas del Cono Sur, Argentina 2006. </strong></font></P> <hr> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Resumo</strong></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Objetivo:</strong> Veri&#64257;car a utilidade do lactato como marcador de hipoperfus&atilde;o tecidual e como &iacute;ndice progn&oacute;stico em crian&ccedil;as criticamente doentes. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>M&eacute;todos:</strong> Estudo prospectivo, longitudinal, tipo observacional de 75 pacientes admitidos na UTI pedi&aacute;trica do Hospital de Cl&iacute;nicas (UFPR) entre novembro de 1998 e maio de 1999. De acordo com o n&iacute;vel de lactato na admiss&atilde;o, os pacientes foram divididos em grupo A (lactato &gt; 18 mg/dl) e grupo B (lactato &lt; 18 mg/dl). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o, em sobrevivente e &oacute;bito. No grupo A, a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e a coleta de amostras de sangue arterial foram realizadas na admiss&atilde;o, 6, 12, 24, 48 horas e, posteriormente, a cada 24 horas. No grupo B, foram realizadas nos mesmos hor&aacute;rios e interrompidas com 48 horas ap&oacute;s admiss&atilde;o. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Resultados:</strong> No grupo A, foram inclu&iacute;dos 50 pacientes, e no Grupo B, 25. O grupo A apresentou maior freq&uuml;&ecirc;ncia de sinais cl&iacute;nicos de hipoperfus&atilde;o (24/50). Houve diferen&ccedil;a estatisticamente signi&#64257;cativa da m&eacute;dia de lactato na admiss&atilde;o entre os pacientes que foram a &oacute;bito nas primeiras 24 horas de interna&ccedil;&atilde;o (95 mg/dl) quando comparados &agrave;queles que evolu&iacute;ram a &oacute;bito ap&oacute;s 24 horas de admiss&atilde;o (28 mg/dl). O n&iacute;vel de lactato na avalia&ccedil;&atilde;o de 24 horas de UTI foi o que apresentou melhor sensibilidade (55,6%) e especi&#64257;cidade (97,2%) como par&acirc;metro preditor de &oacute;bito. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Conclus&otilde;es:</strong> A maioria dos pacientes com lactato &gt; 18 mg/dl evidenciou sinais cl&iacute;nicos de hipoperfus&atilde;o na admiss&atilde;o. A normaliza&ccedil;&atilde;o ou diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de lactato a partir de 24 horas de interna&ccedil;&atilde;o esteve signi&#64257;cativamente relacionada com a maior probabilidade de sobrevida. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Keywords</strong></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J Pediatr (Rio J). 2005;81(4):287-92: Lactato, acidose l&aacute;ctica, hiperlactatemia, &iacute;ndices progn&oacute;sticos, mortalidade em UTI. </font></P> <hr>     <div align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Abstract</strong>  </font> </div>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Objective:</strong> To assess the use of lactate as a marker of tissue hypoperfusion and as a prognostic index in critically ill patients. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Methods:</strong> Prospective, longitudinal, observational study of 75 patients admitted to the pediatric ICU of Hospital de Cl&iacute;nicas of Universidade Federal do Paran&aacute;, between November 1998 and May 1999. According to the lactate level on admission, patients were divided into group A (lactate &gt; 18 mg/dl) and group B (lactate &lt; 18 mg/dl). In terms of outcome, patients were classified into survivors and nonsurvivors. In group A, the clinical evaluation and the collection of arterial blood samples were performed on admission, at 6, 12, 24, 48 hours, and every 24 hours after that. In group B, they were carried out in the same way, but interrupted 48 hours after admission. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Results:</strong> Groups A and B consisted of 50 and 25 patients, respectively. Group A presented more clinical signs of hypoperfusion (24/50). There was a statistically significant difference regarding the mean lactate levels on admission between those patients who died within 24 hours of admission (95 mg/dl) and those who died 24 hours after admission (28 mg/dl). The lactate level at 24 hours of admission revealed better sensitivity (55.6%) and speci&#64257;city (97.2%) as a predictor of death. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Conclusions:</strong> Most patients with lactate levels &gt; 18 mg/dl showed clinical signs of hypoperfusion on admission. The normalization or reduction of lactate levels at and after 24 hours of admission was signi&#64257;cantly related with higher chances of survival. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Keywords</strong></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J Pediatr (Rio J). 2005;81(4):287-92: Blood lactate, lactic acidosis, hyperlactatemia, prognostic index, PICU mortality. </font></P> <hr>     <div align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong><font size="3">Introdu&ccedil;&atilde;o </font></strong></font><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></div> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <P align="justify"><font size="2"> Os achados cl&iacute;nicos e os resultados dos exames laboratoriais no momento de admiss&atilde;o do paciente na unidade de terapia intensiva (UTI) re&#64258;etem os eventos &#64257;siopatol&oacute;gicos mais recentes. Os acontecimentos das horas seguintes &agrave; admiss&atilde;o geralmente s&atilde;o a seq&uuml;&ecirc;ncia evolutiva daqueles eventos. Baseado nisso, as altera&ccedil;&otilde;es destes par&acirc;metros no momento da admiss&atilde;o, bem como na evolu&ccedil;&atilde;o dos pacientes nas UTI, t&ecirc;m sido utilizadas para estabelecer a probabilidade do risco de &oacute;bito, tanto em adultos como em crian&ccedil;as, e o n&iacute;vel de lactato do sangue &eacute; um dos mais empregados para essa &#64257;nalidade<Sup>1</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2">Os n&iacute;veis de lactato do sangue t&ecirc;m sido utilizados em v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es, entre elas como marcador de hipoperfus&atilde;o tecidual em pacientes com choque, indicador de ressuscita&ccedil;&atilde;o adequada ap&oacute;s o choque, &iacute;ndice progn&oacute;stico p&oacute;sressuscita&ccedil;&atilde;o, fator progn&oacute;stico em situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;as graves<Sup>2</Sup> e como diagn&oacute;stico etiol&oacute;gico<Sup>3,4</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2"> A maioria dos casos de hiperlactatemia em pacientes graves &eacute; decorrente da inadequada oxigena&ccedil;&atilde;o tecidual. Esta, por sua vez, pode ser originada de transtornos respirat&oacute;rios com insuficiente oxigena&ccedil;&atilde;o do sangue ou devido a altera&ccedil;&otilde;es circulat&oacute;rias que determinam hipoperfus &atilde;o tecidual. Como nem sempre pacientes com hipoperfus &atilde;o tecidual apresentam exterioriza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, a hiperlactatemia pode ser o &uacute;nico marcador dessa altera&ccedil;&atilde;o<Sup>5,6</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2"> A acidose l&aacute;ctica &eacute; de&#64257;nida como a acidose metab&oacute;lica na qual o lactato do sangue arterial &eacute; igual ou maior que 45 mg/dl (5 mmol/l) e o pH arterial menor que 7,35<Sup>7</Sup>. Pacientes criticamente doentes podem ter n&iacute;veis de lactato considerados normais at&eacute; 18 mg/dl6, embora os valores de refer&ecirc;ncia para sangue arterial sejam de at&eacute; 10 mg/dl. Os valores entre 18 e 45 mg/dl s&atilde;o descritos como pertencentes &agrave; denominada &ldquo;zona cinzenta&rdquo;, cuja valoriza&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o est&aacute; estabelecida. Em paciente criticamente doente, cujos n&iacute;veis de lactato do sangue arterial se situam entre 18 e 45 mg/dl, o principal objetivo &eacute; determinar se h&aacute; ou n&atilde;o hipoperfus&atilde;o, porque a sua n&atilde;o detec&ccedil;&atilde;o poder&aacute; acarretar conseq&uuml;&ecirc;ncias potencialmente delet&eacute;rias<Sup>6</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2">O presente trabalho tem por objetivos verificar a utilidade da hiperlactatemia como marcador de hipoperfus&atilde;o tecidual (metabolismo anaer&oacute;bico) e como &iacute;ndice progn&oacute;stico em pacientes criticamente doentes. </font></P> </font>     <div align="justify"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Casu&iacute;stica e m&eacute;todos </strong></font></div> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"> Este trabalho foi realizado na unidade de terapia intensiva pedi&aacute;trica (UTIP), Departamento de Pediatria do Hospital de Cl&iacute;nicas (HC) da Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR), entre novembro de 1998 e maio de 1999. O estudo foi prospectivo, longitudinal, tipo observacional. O projeto foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa em Seres Humanos do Hospital de Cl&iacute;nicas da UFPR. </P>     <P align="justify"> Nesse per&iacute;odo, foram admitidas 182 crian&ccedil;as na UTIP. Foram inclu&iacute;dos no estudo 75 pacientes, independente da doen&ccedil;a b&aacute;sica. N&atilde;o foram inclu&iacute;das crian&ccedil;as com menos de 28 dias, nem pacientes cuja interna&ccedil;&atilde;o ocorria em hor&aacute;rios em que n&atilde;o era poss&iacute;vel realizar a coleta de dados cl&iacute;nicos e laboratoriais sempre pelo mesmo observador. </P>     <P align="justify"> Os crit&eacute;rios de interna&ccedil;&atilde;o na UTIP, procedimentos para diagn&oacute;stico e tratamentos institu&iacute;dos foram os mesmos dos protocolos j&aacute; estabelecidos pela UTIP. A avalia&ccedil;&atilde;o nutricional dos pacientes foi realizada conforme padr&otilde;es de refer &ecirc;ncia do <em>National Center of Health Statistics</em> - <em>NCHS</em>. Foram adotados os sinais cl&iacute;nicos indicadores de hipoperfus &atilde;o da American Academy of Pediatrics, 1998<Sup>8</Sup>. </P>     <P align="justify"> Em todos os hor&aacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, foram tamb&eacute;m coletadas amostras de sangue arterial e processadas no Analisador de pH, gases e eletr&oacute;litos (modelo ABL 635 da Radiometer). </P>     <P align="justify"> Embora os valores de refer&ecirc;ncia para sangue arterial sejam de at&eacute; 10 mg/dl, para este estudo foram de&#64257;nidos como normais, para paciente criticamente doente, n&iacute;veis de lactato de at&eacute; 18 mg/dl; hiperlactatemia, entre 18 e 45 mg/dl sem acidose metab&oacute;lica e acidose l&aacute;ctica, com n&iacute;veis acima de 45 mg/dl e pH <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> abaixo de 7,35<Sup>6</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com o n&iacute;vel de lactato apresentado na admiss&atilde;o, os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo A, pacientes admitidos na UTIP com n&iacute;vel de lactato igual ou superior a 18 mg/dl, e Grupo B, pacientes admitidos com n&iacute;veis inferiores a 18 mg/dl. </font></P> </font></font>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No grupo A, as avalia&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nica e laboratorial foram efetuadas nos seguintes hor&aacute;rios: admiss&atilde;o, 6, 12, 24, 36, 48 horas e, posteriormente, a cada 24 horas. A avalia&ccedil;&atilde;o era interrompida se ocorresse normaliza&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de lactato, alta da UTIP ou &oacute;bito. Nos pacientes do Grupo B, as avalia&ccedil;&otilde;es foram realizadas nos mesmos hor&aacute;rios, sendo interrompidas com 48 horas ou antes, em caso de alta ou &oacute;bito do paciente. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Referente aos diagn&oacute;sticos, os pacientes foram subdivididos em: p&oacute;s-operat&oacute;rio de cirurgia card&iacute;aca, infec&ccedil;&atilde;o (subdividida em sepse, meningite, broncopneumonia, gastroenterocolite e outras infec&ccedil;&otilde;es), diabete melito, outros p&oacute;s-operat&oacute;rio e miscel&acirc;nea. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o, os pacientes foram divididos em: sobrevivente e &oacute;bito. </font></P>      <div align="justify"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Estat&iacute;stica</strong> </font> </div>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tamanho da amostra foi estimado considerando um erro de tipo I m&aacute;ximo de 5% (alfa) e erro do tipo II de 20%, com um poder de teste estimado de 80% na depend&ecirc;ncia da an&aacute;lise realizada. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As vari&aacute;veis cont&iacute;nuas de distribui&ccedil;&atilde;o normal est&atilde;o expressas atrav&eacute;s das m&eacute;dias &plusmn;2 DP e foram comparadas atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do teste param&eacute;trico t de Student, enquanto aquelas de distribui&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica est&atilde;o expressas em mediana e respectivo intervalo de varia&ccedil;&atilde;o (m&iacute;nimo - m&aacute;ximo) e foram comparadas atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do teste n&atilde;o-param&eacute;trico de Mann-Whitney para amostras independentes. Para an&aacute;lise das diferen&ccedil;as de propor&ccedil;&otilde;es de vari&aacute;veis categ&oacute;ricas, foram utilizados os testes de quiquadrado de Pearson, corre&ccedil;&atilde;o de Yates para as tabelas 2 x 2 e teste exato de Fisher. Para a an&aacute;lise de poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis cont&iacute;nuas e a probabilidade de um evento, foi utilizado um modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica. Para todos os testes, foi considerado como n&iacute;vel m&iacute;nimo de signific&acirc;ncia um valor de p &lt; 0,05. Para veri&#64257;car a habilidade de uma vari&aacute;vel na discrimina&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o dos casos, ou seja, sobrevida ou &oacute;bito, foi utilizada a curva ROC (Receiver Operating Characteristic) com intervalo de con&#64257;an &ccedil;a de 95%<Sup>9</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a maioria dos pacientes, nas primeiras 48 horas de evolu&ccedil;&atilde;o j&aacute; havia acontecido a normaliza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de lactato, ou havia ocorrido alta ou &oacute;bito. Por esse motivo, a an&aacute;lise estat&iacute;stica somente foi realizada at&eacute; aquele hor&aacute;rio. </font></P>     <div align="justify"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Resultados</strong>  </font> </div>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de lactato apresentado na admiss &atilde;o, 50 pacientes foram inclu&iacute;dos no Grupo A e 25 pacientes no Grupo B. Em tr&ecirc;s pacientes, os n&iacute;veis de lactato eram normais na interna&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m se elevaram acima de 18 mg/dl antes de ter sido completada a sexta hora de evolu&ccedil;&atilde;o, e, por este motivo, foram inclu&iacute;dos no Grupo A. Dos 47 pacientes que apresentaram lactato &gt; 18 mg/dl no momento da admiss&atilde;o, em 31 os n&iacute;veis estavam entre 18 e 45 mg/dl e em 16 eram superiores a 45 mg/dl. Destes, 14 casos apresentaram acidose metab&oacute;lica concomitante. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As caracter&iacute;sticas dos grupos estudados est&atilde;o apresentadas na <a href="#t1">Tabela 1</a>. </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/rbp/v46n1/tabla_1_12.gif" width="564" height="287"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#t2">Tabela 2</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos 75 pacientes          em rela&ccedil;&atilde;o aos diagn&oacute;sticos e os n&iacute;veis de lactato do    sangue na admiss&atilde;o na UTIP. </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t2"></a></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/rbp/v46n1/tabla_2_12.gif" width="353" height="217"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na admiss&atilde;o na UTI, os pacientes do grupo A apresentaram maior freq&uuml;&ecirc;ncia de sinais cl&iacute;nicos de hipoperfus&atilde;o (Grupo A: 24/50; Grupo B: 3/25; p = 0,0001). Os sinais de hipoperfus&atilde;o presentes no exame f&iacute;sico por ocasi&atilde;o da admiss&atilde;o dos pacientes est&atilde;o na <a href="#t3">Tabela 3</a>. </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/rbp/v46n1/tabla_3_12.gif" width="352" height="198"></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na avalia&ccedil;&atilde;o de 6 horas, tamb&eacute;m foram encontrados, com mais freq&uuml;&ecirc;ncia no grupo A, sinais de hipoperfus&atilde;o (Grupo A - 12/47; Grupo B - 1/25; p = 0,02) e hipofonese de bulhas (Grupo A - 29/47; Grupo B - 8/25; p = 0,02). Nas avalia&ccedil;&otilde;es de 12, 24, 36 e 48 horas, n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as estatisticamente signi&#64257;cativas nos sinais cl&iacute;nicos entre os dois grupos. </font></P>      <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o aos exames laboratoriais na admiss&atilde;o, a mediana do n&iacute;vel de lactato do sangue dos pacientes do Grupo A foi de 35,5 mg/dl (M&iacute;n-M&aacute;x: 6-191 mg/dl) e do Grupo B, de 10 mg/dl (M&iacute;n-M&aacute;x: 4-17 mg/dl). Al&eacute;m do lactato, somente foi encontrada diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre as medianas de glicemia (Grupo A - 181,5 mg/dl, M&iacute;n-M&aacute;x: 13-992 mg/dl; Grupo B - 128 mg/dl, M&iacute;n-M&aacute;x: 72-401 mg/dl; p = 0,01), n&atilde;o sendo observadas diferen&ccedil;as em outros exames laboratoriais realizados, nem na admiss&atilde;o e nem na evolu&ccedil;&atilde;o dos pacientes. As medianas dos n&iacute;veis de lactato, de acordo com os hor&aacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o demonstradas na <a href="#t4">Tabela 4</a>. </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t4"></a><img src="/img/revistas/rbp/v46n1/tabla_4_12.gif" width="354" height="200"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o aos diagn&oacute;sticos, nos 31 casos de infec&ccedil;&otilde;es, foram inclu&iacute;dos: sete (22,5%) casos de meningite, oito (25,8%) casos de sepse, nove (29%) casos de broncopneumonia, dois (6,4%) casos de gastroenterite e cinco (16%) casos de outras infec&ccedil;&otilde;es. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos pacientes internados para p&oacute;s-operat&oacute;rio de cirurgia card&iacute;aca, todos os 10 classi&#64257;cados no Grupo A foram submetidos &agrave; circula&ccedil;&atilde;o extracorp&oacute;rea. Esse procedimento n&atilde;o foi realizado nos quatro pacientes do Grupo B. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que diz respeito ao uso de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, os pacientes do grupo A foram mais freq&uuml;entemente submetidos &agrave; ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica do que os pacientes do grupo B (Grupo A - 32/50; Grupo B - 09/25; p = 0,02) e tamb&eacute;m utilizaram maior fra&ccedil;&atilde;o inspirada de oxig&ecirc;nio (Grupo A - 75,8&plusmn;32,1%; Grupo B -53,4&plusmn;38,2%; p = 0,01). </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &oacute;bito ocorreu em 18 pacientes (15 do Grupo A e 3 do grupo B), sendo que, em sete (38,9%), esse evento ocorreu nas primeiras 24 horas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mediana do n&iacute;vel de lactato no sangue na admiss&atilde;o, houve uma diferen&ccedil;a estatisticamente signi&#64257;cativa entre os pacientes que foram a &oacute;bito nas primeiras 24 horas (95 mg/dl, M&iacute;n-M&aacute;x: 19-191 mg/dl) e os que foram a &ecirc;xito letal ap&oacute;s 24 horas de evolu&ccedil;&atilde;o (28 mg/dl, M&iacute;n-M&aacute;x: 5-74 mg/dl). </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio de regress&atilde;o log&iacute;stica, foram analisadas as medidas de lactato do sangue de 0, 12, 24, 36 e 48 horas de interna&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de verificar a utilidade do lactato do sangue como marcador progn&oacute;stico no sentido de probabilidade de &oacute;bito. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A curva de probabilidade estimada com o lactato do sangue de admiss&atilde;o evidencia que s&atilde;o necess&aacute;rios n&iacute;veis extremamente elevados de lactato para determinar um risco de &oacute;bito maior que 50% (p = 0,03). </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Excluindo-se os casos com lactato do sangue &gt; 80 mg/dl (cinco casos), foi veri&#64257;cado que, com n&iacute;veis de lactato do sangue de at&eacute; 30 mg/dl, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a signi&#64257;cativa na probabilidade de &oacute;bito (p = 0,07). Foi observado que, especialmente nas avalia&ccedil;&otilde;es a partir de 24 horas, a normaliza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de lactato do sangue (&lt; 18 mg/dl) diminui signi&#64257;cativamente a probabilidade de &oacute;bito (p = 0,0009). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na admiss&atilde;o, o valor do n&iacute;vel de lactato que determinou os maiores &iacute;ndices de sensibilidade e especi&#64257;cidade foi de 25 mg/dl, sendo os &iacute;ndices de 70,6 e 63,2%, respectivamente. A &aacute;rea sob a curva ROC foi de 0,684 (IC = 0,566 a 0,787) (<a href="#t5">Tabela 5</a>). </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t5"></a><img src="/img/revistas/rbp/v46n1/tabla_5_12.gif" width="353" height="153"></font></P>     <P align="justify"> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na avalia&ccedil;&atilde;o de 12 horas, para valores de lactato do sangue maiores de 12 mg/dl, foram obtidos &iacute;ndices de 63,6% de sensibilidade e 60,7% de especi&#64257;cidade. A &aacute;rea sob a curva ROC foi de 0,623 (IC = 0,497 a 0,739). Com 24 horas, foram observados melhores &iacute;ndices de sensibilidade e especi&#64257;cidade para um n&iacute;vel de lactato de 27 mg/dl, com valores de 55,6 e 97,2%, respectivamente. A &aacute;rea sob a Curva ROC foi de 0,809 (IC = 0,664 a 0,910), (<a href="#f1">Figura 1</a>). </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rbp/v46n1/figura_1_12.gif" width="352" height="362"></font></P> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <P align="justify"><font size="2"> Desse modo, foi constatado por meio da curva ROC que, na admiss&atilde;o e com 12 horas de interna&ccedil;&atilde;o, os n&iacute;veis de <a href="#t5">Tabela 5</a> - Valores de maior sensibilidade e especi&#64257;cidade de acordo com n&iacute;veis de lactato (curva ROC) N&iacute;vel de Sensi- Especi- &Aacute;rea da lactato bilidade &#64257;cidade curva ROC 0h 25 mg/dl 70,6% 63,2% 0,684 12h 12 mg/dl 63,6% 60,7% 0,623 24h 27 mg/dl 55,6% 97,2% 0,809 lactato n&atilde;o foram &uacute;teis na discrimina&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bito entre os pacientes. Apenas com 24 horas de interna&ccedil;&atilde;o ela indicou que o n&iacute;vel de lactato &eacute; capaz de discriminar entre &oacute;bito e sobrevida. Nesse hor&aacute;rio, foram observadas melhor sensibilidade e especificidade (<a href="#f1">Figura 1</a>). </font></P> </font>     <div align="justify"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  <strong>Discuss&atilde;o </strong></font></div> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">     <P align="justify"> A medida do lactato do sangue nos pacientes critica-mente doentes vem sendo utilizada com signi&#64257;cado progn &oacute;stico em v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es, como em trauma, choque e outras doen&ccedil;as graves, tanto em adultos como em crian&ccedil;as, inclusive rec&eacute;m-nascidos prematuros<Sup>10</Sup>. Pacientes internados em UTI costumam apresentar n&iacute;veis mais elevados de lactato do sangue que os internados em outras unidades. Isso ocorre porque esses pacientes s&atilde;o os que manifestam mais freq&uuml;entemente dist&uacute;rbios de perfus&atilde;o com conseq&uuml;ente hip&oacute;xia tecidual<Sup>11</Sup>. </P>     <P align="justify">A maioria dos pacientes com mais de 50 mg/dl de lactato na interna&ccedil;&atilde;o apresentou acidose metab&oacute;lica l&aacute;ctica. A ocorr&ecirc;ncia de acidose metab&oacute;lica l&aacute;ctica nos estados de hipoperfus&atilde;o &eacute; um achado comum<Sup>12</Sup>, e essa associa&ccedil;&atilde;o provavelmente n&atilde;o depende diretamente do lactato aumentado, mas dos H+ originados da hidr&oacute;lise dos estoques de ATP como conseq&uuml;&ecirc;ncia de hip&oacute;xia tecidua<Sup>l5</Sup>. Por outro lado, haver&aacute; tamb&eacute;m acr&eacute;scimo de H+ pela diminui&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do lactato na neoglicog&ecirc;nese ou no ciclo de Krebs<Sup>13</Sup>. </P>     <P align="justify"> Nos estados de choque (cardiog&ecirc;nico, hipovol&ecirc;mico e s&eacute;ptico) com hip&oacute;xia tecidual, costuma ocorrer uma despropor &ccedil;&atilde;o entre a necessidade aumentada de energia e a s&iacute;ntese de ATP. Isso determina aumento do &#64258;uxo glicol&iacute;tico, resultando em produ&ccedil;&atilde;o aumentada de lactato. Na sepse, al&eacute;m da inibi&ccedil;&atilde;o de vias metab&oacute;licas que transportam H+ do citoplasma para a mitoc&ocirc;ndria, ocorre o aumento da oxida&ccedil;&atilde;o de amino&aacute;cidos de cadeia rami&#64257;cada e aumento do &#64258;uxo glicol&iacute;tico em fun&ccedil;&atilde;o do aumento da atividade da fosfofrutoquinase<Sup>14</Sup>. Tais altera&ccedil;&otilde;es ocorrem, na maior parte dos &oacute;rg&atilde;os, aparentemente em condi&ccedil;&otilde;es adequadas de transporte e oferta de oxig&ecirc;nio aos tecidos<Sup>4</Sup>. </P>     <P align="justify"> Em nossa casu&iacute;stica, a maior parte dos casos de sepse apresentava sinais de hipoperfus&atilde;o em todos os hor&aacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o. No entanto, &eacute; importante salientar que na sepse tamb&eacute;m pode haver perfus&atilde;o tecidual inadequada na aus &ecirc;ncia de sinais cl&iacute;nicos (hipoperfus&atilde;o oculta). O seu mecanismo n&atilde;o est&aacute; completamente esclarecido, por&eacute;m pode ser uma combina&ccedil;&atilde;o de fatores, como altera&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de &#64258;uxo sang&uuml;&iacute;neo pela vasodilata&ccedil;&atilde;o, bem como aumento da dist&acirc;ncia para difus&atilde;o entre o capilar e a c&eacute;lula, ocasionado pelo edema intersticial, associado &agrave; les&atilde;o do capilar<Sup>15</Sup>. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"> Dos oito casos de sepse, apenas um n&atilde;o apresentou aumento do lactato. Esse fato j&aacute; est&aacute; descrito e &eacute; explicado pelo aparecimento de uma resposta hemodin&acirc;mica compensat&oacute;ria<Sup>16</Sup>. Nos casos em que essa resposta n&atilde;o pode ser constatada, o n&iacute;vel de lactato permanece alto ou aumenta na evolu&ccedil;&atilde;o com 100% de mortalidade<Sup>15</Sup>. </P>     <P align="justify"> Esses achados levaram os cl&iacute;nicos de UTI a veri&#64257;car se a concentra&ccedil;&atilde;o de lactato, al&eacute;m de ser utilizada clinicamente como indicador de comprometimento circulat&oacute;rio e do estado de oxigena&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m poderia ser empregada como marcador progn&oacute;stico para a probabilidade de &oacute;bito nos pacientes gravemente doentes<Sup>5,16,17</Sup>. </P>     <P align="justify"> A hiperlactatemia tem sido encontrada em pacientes gravemente doentes, e numerosas investiga&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas t&ecirc;m demonstrado uma associa&ccedil;&atilde;o entre seus n&iacute;veis e o tipo de evolu&ccedil;&atilde;o, sendo mais elevados naqueles que evoluem para o &oacute;bito<Sup>18</Sup>. Em nossa casu&iacute;stica, a m&eacute;dia do lactato do sangue do grupo de pacientes que foi a &oacute;bito era mais elevada que a do grupo que sobreviveu. </P>     <P align="justify"> O aumento da mortalidade tem sido observado em pacientes que apresentam n&iacute;veis de lactato s&eacute;rico acima de 22 mg/dl<Sup>19</Sup>. Vincent et al. relataram que os pacientes com choque com melhor progn&oacute;stico eram aqueles nos quais havia uma redu&ccedil;&atilde;o signi&#64257;cativa dos n&iacute;veis de lactato no sangue dentro de 1 hora ap&oacute;s o in&iacute;cio de reanima&ccedil;&atilde;o<Sup>20</Sup>. </P> </font></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">     <P align="justify"> Husain et al. demonstraram que n&iacute;veis de lactato na admiss&atilde;o e com 24 horas de interna&ccedil;&atilde;o de pacientes cir&uacute;rgicos estavam correlacionados com a mortalidade<Sup>21</Sup>. Broder &amp; Weil observaram que s&oacute; 11% daqueles com lactato s&eacute;rico maior que 36 mg/dl sobreviveram5. Al&eacute;m disso, Smith et al. sugerem que a hiperlactatemia identi&#64257;ca pacientes com risco de mortalidade e tamb&eacute;m pode ser utilizada como indicador de interna&ccedil;&atilde;o em UTI<Sup>22</Sup>. </P>     <P align="justify"> Essa mesma rela&ccedil;&atilde;o foi observada em pacientes com choque s&eacute;ptico, pois, assim como o n&iacute;vel de lactato inicial, tamb&eacute;m a dura&ccedil;&atilde;o da hiperlactatemia apresentava valor progn&oacute;stico, sendo o melhor fator discriminante de sobrevida e de disfun&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os<Sup>23,24</Sup>. Quando correlacionado com outros marcadores, Marecaux et al. demonstraram que o lactato tem melhor valor progn&oacute;stico que n&iacute;veis de fator de necrose tumoral e IL-6<Sup>25</Sup>. Smith et al. conclu&iacute;ram que o lactato pode ser utilizado para prognosticar a evolu&ccedil;&atilde;o em pacientes (adultos) admitidos na UTI<Sup>22</Sup>. </P>     <P align="justify"> Al&eacute;m desses estudos realizados em adultos, observa&ccedil;&otilde;es em pacientes pedi&aacute;tricos para estabelecer par&acirc;metros laboratoriais, como preditor de &oacute;bito, t&ecirc;m demonstrado resultados controversos. Quando comparados com outros par&acirc;metros, foi evidenciado que o lactato do sangue n&atilde;o teve correla&ccedil;&atilde;o com a mortalidade26. Hatherill et al. constataram, em crian&ccedil;as submetidas &agrave; cirurgia card&iacute;aca, que a concentra&ccedil;&atilde;o inicial do lactato n&atilde;o tem valor preditivo para a mortalidade<Sup>27</Sup>. </P>     <P align="justify"> Por outro lado, Sanz et al. encontraram que o PIM (Pediatric Index Mortality) e o lactato t&ecirc;m valor progn&oacute;stico em crian&ccedil;as gravemente doentes<Sup>1</Sup>. Para Siegel et al., em crian&ccedil;as admitidas na UTI no p&oacute;soperat&oacute;rio de cirurgia card&iacute;aca, os n&iacute;veis elevados de lactato apresentaram valor preditivo de 100% e negativo de 97% para o &oacute;bito<Sup>28</Sup>. Utilizando regress&atilde;o log&iacute;stica univariada, Duke et al. constataram, em crian&ccedil;as com sepse, que o lactato discriminou os sobreviventes daqueles que foram a &oacute;bito com 12 e 24 horas de admiss&atilde;o<Sup>29</Sup>. Hatherill et al. sugere que a hiperlactatemia pode ser indicador de mortalidade na admiss&atilde;o e se persiste ap&oacute;s 24 horas de tratamento<Sup>30</Sup>. Em crian&ccedil;as ap&oacute;s cirurgia card&iacute;aca, a dura&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o extracorp&oacute;rea e o n&iacute;vel de lactato, medidos no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato, foram os melhores preditores para o risco de aparecimento de complica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nico-cir&uacute;rgicas nas primeiras 48 horas de p&oacute;s-operat&oacute;rio e tamb&eacute;m com rela&ccedil;&atilde;o ao &oacute;bito<Sup>29</Sup>. </P>     <P align="justify"> Em nossos casos, por ocasi&atilde;o da admiss&atilde;o na UTI, a curva de probabilidade evidenciou que um risco maior que 50% para &oacute;bito s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel com n&iacute;veis muito elevados de lactato. Com n&iacute;veis de at&eacute; 30 mg/ dl, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a expressiva na probabilidade de &oacute;bito. Nas dosagens de lactato de 0 e 12 horas, n&atilde;o foi poss&iacute;vel identi&#64257;car o grupo de risco para o &oacute;bito. Isso foi notado tanto na an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica quanto na curva ROC. Entretanto, na avalia&ccedil;&atilde;o evolutiva, a curva ROC demonstrou que h&aacute; melhor sensibilidade e especi&#64257;cidade para a sobre-vida quando h&aacute; diminui&ccedil;&atilde;o ou normaliza&ccedil;&atilde;o com 24 horas. </P>     <P align="justify"> Em conclus&atilde;o, este estudo evidenciou que a maioria dos pacientes que foi a &oacute;bito apresentou n&iacute;veis de lactato no sangue maiores do que os pacientes do grupo que sobreviveu, sendo que, para predizer o &oacute;bito, sua monitoriza&ccedil;&atilde;o seriada &eacute; superior &agrave; determina&ccedil;&atilde;o isolada. O n&iacute;vel de lactato do sangue no momento da admiss&atilde;o n&atilde;o apresentou sensibilidade nem especi&#64257;cidade como preditor de &oacute;bito. Entretanto, a diminui&ccedil;&atilde;o ou normaliza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de lactato a partir de 24 horas de interna&ccedil;&atilde;o esteve signi&#64257;cativamente relacionada com a maior probabilidade de sobrevida. Como par&acirc;metro preditor de &oacute;bito, o n&iacute;vel de lactato do sangue na avalia&ccedil;&atilde;o de 24 horas de UTI foi o que apresentou melhor sensibilidade e especi&#64257;cidade. O nosso estudo tem como limita&ccedil;&otilde;es o n&uacute;mero de pacientes estudados e a grande variedade de diagn&oacute;sticos, tornando a amostra muito heterog &ecirc;nea. Desse modo, a subdivis&atilde;o em grupos resulta em valores amostrais muito reduzidos. Portanto, mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para demonstrar o valor preditivo do lactato na popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica internada na UTI. At&eacute; que novos marcadores bioqu&iacute;micos sejam identificados, sugerimos que o lactato do sangue possa ser &uacute;til como marcador progn&oacute;stico. </P> </font></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Refer&ecirc;ncias</strong></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Sanz CG, Lucas MR, Cid JL, Escribano DV, Cantarero GG. Valor pron&oacute;stico de la puntuaci&oacute;n PIM (&iacute;ndice pedi&aacute;trico de mortalidad) y del &aacute;cido l&aacute;ctico en ni&ntilde;os cr&iacute;ticamente enfermos. An Esp Pediatr 2002;57:394-400.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413076&pid=S1024-0675200700010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Gotay-Cruz F, Aviles-Rivera DH, Fernandez-Sein A. Lactic acid levels as prognostic measure in acutely ill patients. Puerto Rico Health Sci J 1991;10:9-13.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413077&pid=S1024-0675200700010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Mizock BA. Signifi cance of hyperlactatemia without acidosis during hypermetabolic stress. Crit Care Med 1997;25:1780-1.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413078&pid=S1024-0675200700010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Kliegel A, Losert H, Sterz F, Holzer M, Zeiner A, Havel C, et al. Serial lactate for prediction of outcome after cardiac arrest. Medicine (Baltimore) 2004;83:274-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413079&pid=S1024-0675200700010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Meregalli A, Oliveira RP, Friedman G. Occult hypoperfusion is associated with increase mortality in hemodynamically stable, high-risk, surgical patients. Critical Care 2004;8: R60-64.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413080&pid=S1024-0675200700010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Mizock BA. Lactic acidosis. Dis Month 1989;35:2451-300.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413081&pid=S1024-0675200700010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Stacpoole PW. Lactic acidosis. Endocrinol Metabol Clin North Am 1993;22:221-45.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413082&pid=S1024-0675200700010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. American Academy of Pediatrics. The Pediatric Emergency Medicine Course. 3rd ed. Elk Grove Village (IL): AAP;1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413083&pid=S1024-0675200700010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Metz C. Basic principles of ROC analysis. Sem Nucl Med 1978;8: 283-98.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413084&pid=S1024-0675200700010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Deshpand S, Platt M. Association between blood lactate and acid-base status and mortality in ventilated babies. Arch Dis Child 1997;76:F15-F20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413085&pid=S1024-0675200700010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Mizock BA, Falk JL. Lactic acidosis in critical illness. Crit Care Med 1992;20:80-93.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413086&pid=S1024-0675200700010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Hatherill M, Waggie Z, Purves L, Reynolds L, Argent A. Mortality and the nature of metabolic acidosis in children with shock. Int Care Med 2003;29:286-91.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413087&pid=S1024-0675200700010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Zilva JF. The origin of the acidosis in hyperlactataemia. Ann Clin Biochem 1978;15:40-3.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413088&pid=S1024-0675200700010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Cohen R, Woods H. Clinical and biochemical aspects of lactic acidosis. London: William Cloves &amp; Sons Ltd;1976.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413089&pid=S1024-0675200700010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15 Nimmo GR, Mackenzie SJ, Walker SW, Catnach J, Nicol M, Armstrong IR, et al. The relationship of blood lactate concentrations, oxygen delivery and oxygen consumption in septic shock and adult respiratory distress syndrome. Anaesthesia 1992;47:1023-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413090&pid=S1024-0675200700010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Levraut J, Ichai C, Petit I, Ciebiera JP, Perus O, Grimaud D. Low exogenous lactate clearance as an early predictor of mortality in normolactatemic critically ill septic patients. Crit Care Med 2003;31:705-10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413091&pid=S1024-0675200700010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Hatherill M, McIntyre AG, Wattie M, Murdoch IA. Early hyperlactatemia in critically ill children. Int Care Med 2000;26: 314-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413092&pid=S1024-0675200700010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Nguyen HB, Rivers EP, Knoblich BP, Jacobsen G, Muzzin A, Ressler JA, et al. Early lactate clearance is associated with improved outcome in severe sepsis and septic shock. Crit Care Med 2004;32:1637-42.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413093&pid=S1024-0675200700010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Maillet JM, L&ecirc; Besnerais P, Cantoni M, Nataf P, Ruffenach A, Lessana A, et al. Frequency, risk factors, and outcome of hyperlactatemia after cardiac surgery. Chest 2003;123:1361-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413094&pid=S1024-0675200700010001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Vincent JL, Dufaye P, Berre J, Leeman M, Degaute JP, Kahn RJ. Serial lactate determinations during circulatory shock. Crit Care Med 1983;11:449-51.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413095&pid=S1024-0675200700010001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Husain FA, Martin MJ, Mullenix PS, Steele SR, Elliott DC. Serum lactate and base defi cit as predictors of mortality and morbidity. Am J Surg 2003;185:485-91.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413096&pid=S1024-0675200700010001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Smith I, Kumar P, Molloy S, Rhodes A, Newman PJ, Grounds RM, et al. Base excess and lactate as prognostic indicators for patients admitted to intensive care. Intensive Care Med 2001;27:74-83.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413097&pid=S1024-0675200700010001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Bernardin G, Pradier C, Tiger, F, Deloffre, P, Mattei, M. Blood pressure and arterial lactate level are early indicators of shortterm survival in human septic shock. Intensive Care Med 1996;22:17-25.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413098&pid=S1024-0675200700010001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Levy B, Sadoune LO, Gelot AM, Bollaert PR, Nabet P, Larcan A. Evolution of lactate/pyruvate and arterial ketone body ratios in the early course of catecholamine-treated septic shock. Crit Care Med 2000;28:114-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413099&pid=S1024-0675200700010001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Marecaux G, Pinsky MR, Dupont E, Kahn RJ, Vincent JL. Blood lactate levels are better prognostic indicators than TNF and IL - 6 levels in patient with septic shock. Intensive Care Med. 1996;22:404-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413100&pid=S1024-0675200700010001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Balasubramanyan N, Havens PL, Hoffman GM. Unmeasured anions identifi ed by the Fencl-Stewart method predict mortality better than base excess, anion gap, and lactate in patients in the pediatric intensive unit. Crit Care Med 1999;27:1577-81.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413101&pid=S1024-0675200700010001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Hatherill M, Sajjanhar T, Tibby SM, Champion MP, Anderson D, Marsh MJ, et al. Serum lactate as a predictor of mortality after paediatric cardiac surgery. 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Hatherill M, McIntyre AG, Wattie M, Murdoch IA. Neonatal and pediatric intensive care: early hyperlactatemia in critically ill children. Intensive Care Med 2000;26:314-18</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=413105&pid=S1024-0675200700010001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Correspond&ecirc;ncia:</strong> </font></p>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Adriana Koliski  Av. Paran&aacute;, 45/81, Cabral  CEP 80030-135 - Curitiba, PR  Tel.: (41) 254.5022  E-mail: <a href="mailto:akoliski@yahoo.com.br">akoliski@yahoo.com.br</a> </font></P>       ]]></body><back>
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