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<journal-title><![CDATA[Revista de la Sociedad Boliviana de Pediatría]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uso antenatal de corticosteróide e evolução clínica de recém-nascidos pré-termo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Antenatal corticosteroid use and clinical evolution of preterm newborn infants]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To describe the use of antenatal corticosteroid and clinical evolution of preterm babies. Methods: An observational prospective cohort study was carried out. All 463 pregnant women and their 514 newborn babies with gestational age ranging from 23 to 34 weeks, born at the Brazilian Neonatal Research Network units, were evaluated from August 1 to December 31, 2001. The data were obtained through maternal interview, analysis of medical records, and follow-up of the newborn infants. Data analysis was performed with the use of chi-square, t Student, Mann-Whitney, and ANOVA tests and multiple logistic regression, with level of signifi cance set at 5%. Results: Treatment was directly associated with the number of prenatal visits, with maternal hypertension and with the antenatal use of tocolytic agents. Babies from treated pregnant women presented better Apgar scores at the 1st and 5th minute, reduced need for intervention in the delivery room and lower SNAPPE II. They were born with higher birth weight, longer gestational age and needed less surfactant use, ventilation, and oxygenation time. After multiple logistic regression, the use of antenatal corticosteroid independently improved birth conditions, decreased ventilation time, being related to increased occurrence of neonatal sepsis. Conclusions: The use of corticosteroid was associated with better prenatal care and birth conditions, better preterm evolution but higher risk of infection.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Corticosteróide antenatal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[prematuridade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ventilação mecânica]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[baixo peso]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Antenatal glucocorticoids]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[prematurity]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[low birth weight]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>ARTICULOS DEL CONO SUR - BRASIL  </strong></font></P>     <div align="justify"><strong><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uso antenatal de corticoster&oacute;ide e evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de rec&eacute;m-nascidos pr&eacute;-termo<Sup>1 </Sup>   </font> </strong></div>     <P align="justify"><strong><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Antenatal corticosteroid use and clinical evolution of preterm newborn infants </font></strong></P>     <p align="justify"><strong><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais* </font></strong></p> <table width="100%"  border="0">   <tr>     <td width="1%" valign="top"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">*</font></td>     <td width="99%"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram do estudo os seguintes pesquisadores, segundo local de coleta de dados:     <br> Hospital das Cl&iacute;nicas, Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto, Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), Ribeir&atilde;o Preto, SP: Francisco E. Martinez, Nelson J. Linhares e Maria L. S. Ferlin.     <br> Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de da Mulher, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP: S&eacute;rgio Marba e Abimael A. Netto.     <br> Hospital de Cl&iacute;nicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS: Renato S. Procianoy e Natacha T. Uchoa.    <br> Instituto Fernandes Figueira, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ: Jos&eacute; Maria A. Lopes e Olga Bom&#64257;m.     <br> Hospital S&atilde;o Paulo, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (UNIFESP), S&atilde;o Paulo, SP: Ruth Guinsburg, Maria Fernanda B. Almeida, Milton Miyoshi e Joice F. Meneguel.     <br> Ber&ccedil;&aacute;rio Anexo &agrave; Maternidade do Hospital das Cl&iacute;nicas de S&atilde;o Paulo, Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), S&atilde;o Paulo, SP: Cl&eacute;a R. Leone, L&iacute;lian S. R. Sadeck e fl&aacute;vio A. C. Vaz.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Hospital S&atilde;o Lucas, Pontif&iacute;cia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS: Renato M. Fiori, Humberto H. Fiori e Manuel R. Pereira.    <br> Hospital das Cl&iacute;nicas, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade do Estado de S&atilde;o Paulo (UNESP), Botucatu, SP: Cleide E. P. Trindade e Maria R. Betlin.    <br> Fonte &#64257;nanciadora: esse estudo obteve apoio do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.     <br> Artigo submetido em 10.03.04, aceito em 12.05.04. </font></td>   </tr> </table>     <p align="justify"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>(1) Art&iacute;culo original de Brasil. Publicado en el Journal de Pediatr&iacute;a (Rio J.): 2004;80:277-84 y que fue seleccionado para su reproducci&oacute;n en la X Reuni&oacute;n de Editores de Revistas Pedi&aacute;tricas del Cono Sur, Chile 2005. </strong></font></p> <hr> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Resumo</strong></font>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Objetivo:</strong> Descrever a freq&uuml;&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o de      corticoster&oacute;ide antenatal e a evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos rec&eacute;m-nascidos    pr&eacute;-termo.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>M&eacute;todos:</strong> Estudo observacional prospectivo tipo coorte de     todos os neonatos com idade gestacional entre 23 e 34 semanas     nascidos na Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais entre agosto     e dezembro de 2001. Os prontu&aacute;rios m&eacute;dicos foram revistos, as     m&atilde;es entrevistadas e os pr&eacute;-termos acompanhados. A an&aacute;lise dos     dados foi realizada com o teste do qui-quadrado, t de Student,     Mann-Whitney, ANOVA e regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla, com   n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Resultados:</strong> Avaliaram-se 463 gestantes e seus 514     rec&eacute;mnascidos. As gestantes tratadas tiveram mais gesta&ccedil;&otilde;es     pr&eacute;vias, consultas de pr&eacute;-natal, hipertens&atilde;o arterial e maior uso     de tocol&iacute;ticos. Suas crian&ccedil;as apresentaram melhores escores de     Apgar no 1&ordm; e 5&ordm; minutos, menor necessidade de interven&ccedil;&atilde;o     na sala de parto e menor <strong>SNAPPE II</strong>. Nasceram com maior     peso e idade gestacional, receberam menos surfatante ex&oacute;geno,     ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica e oxigenoterapia. Ap&oacute;s regress&atilde;o log&iacute;stica, o     uso pr&eacute;-natal de corticoster&oacute;ides manteve de forma independente     o efeito protetor para as condi&ccedil;&otilde;es de nascimento e para a     diminui&ccedil;&atilde;o do tempo de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica e esteve associado   com aumento na ocorr&ecirc;ncia de sepse neonatal.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Conclus&atilde;o:</strong> O uso do corticoster&oacute;ide antenatal foi associado     a melhor atendimento pr&eacute;-natal. As crian&ccedil;as nasceram em     melhores condi&ccedil;&otilde;es e tiveram melhor evolu&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m com   maior risco de infec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  <strong>Palabras Claves:</strong>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   J Pediatr (Rio J). 2004;80(4):277-84: Corticoster&oacute;ide     antenatal, prematuridade, ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, infec&ccedil;&atilde;o, baixo   peso.</font></p> <hr> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Abstract</strong></font>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Objectives:</strong> To describe the use of antenatal corticosteroid    and clinical evolution of preterm babies.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  <strong>Methods:</strong> An observational prospective cohort study was     carried out. All 463 pregnant women and their 514 newborn     babies with gestational age ranging from 23 to 34 weeks, born at     the Brazilian Neonatal Research Network units, were evaluated     from August 1 to December 31, 2001. The data were obtained     through maternal interview, analysis of medical records, and     follow-up of the newborn infants. Data analysis was performed     with the use of chi-square, t Student, Mann-Whitney, and     ANOVA tests and multiple logistic regression, with level of   significance set at 5%.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>Results:</strong> Treatment was directly associated with the number     of prenatal visits, with maternal hypertension and with the     antenatal use of tocolytic agents. Babies from treated pregnant     women presented better Apgar scores at the 1st and 5th minute,     reduced need for intervention in the delivery room and lower     SNAPPE II. They were born with higher birth weight, longer     gestational age and needed less surfactant use, ventilation, and     oxygenation time. After multiple logistic regression, the use of     antenatal corticosteroid independently improved birth conditions,     decreased ventilation time, being related to increased occurrence   of neonatal sepsis.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  <strong>Conclusions:</strong> The use of corticosteroid was associated with     better prenatal care and birth conditions, better preterm evolution   but higher risk of infection.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  <strong>Key words:</strong>    <br>   J Pediatr (Rio J). 2004;80(4):277-84: Antenatal   glucocorticoids, prematurity, mechanical ventilation, infection,   low birth weight.</font></p> <hr> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o</strong> </font>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1972, Liggins &amp; Howie demonstraram que o uso antenatal de corticoster&oacute;ide reduz significativamente a incid&ecirc;ncia de s&iacute;ndrome da dificuldade respirat&oacute;ria e mortalidade entre os pr&eacute;-termos<Sup>1</Sup>. Numa metaan&aacute;lise de 18 estudos controlados realizados entre 1972 e 1995, Crowley foi capaz de demonstrar que o uso antenatal de corticoster &oacute;ide reduziu em 47% a incid&ecirc;ncia de s&iacute;ndrome da dificuldade respirat&oacute;ria e diminuiu em 40% a mortalidade entre as crian&ccedil;as nascidas pr&eacute;-termo, al&eacute;m de reduzir em 52% a ocorr&ecirc;ncia de hemorragia intracraniana<Sup>2</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A despeito dos benef&iacute;cios j&aacute; demonstrados, o uso do corticoster&oacute;ide antenatal, ainda hoje, parece n&atilde;o ser uma conduta terap&ecirc;utica adequadamente disseminada. Em 13 estudos internacionais sobre uso de surfatante para pr&eacute;termos publicados entre 1989 e 1994, ficou demonstrada claramente a irregularidade com que o corticoster&oacute;ide foi utilizado. A taxa de utiliza&ccedil;&atilde;o nesses artigos variou entre 0,8 e 81%<Sup>3</Sup>. Mais recentemente, em um levantamento de 11.440 partos ocorridos nos hospitais pertencentes &agrave; <em>Canadian Neonatal Network</em>, veri&#64257;cou-se seu uso em 59% dos partos pr&eacute;-termo entre 24 e 34 semanas<Sup>4</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No nosso pa&iacute;s, a figura parece n&atilde;o ser muito distinta. Como exemplo, pode-se citar o relato de administra&ccedil;&atilde;o de corticoster&oacute;ide em cerca de 50% das pacientes que vieram a ter seu filho prematuramente em uma maternidade-escola<Sup>5</Sup>, ou pior, a irris&oacute;ria taxa de 4% para os nascidos com menos de 34 semanas em sete maternidades p&uacute;blicas n&atilde;o-universit&aacute;rias da cidade do Rio de Janeiro<Sup>6</Sup>. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente estudo visa descrever de forma prospectiva a freq&uuml;&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o do corticoster&oacute;ide antenatal e a evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica das crian&ccedil;as nascidas com 34 semanas ou menos de idade gestacional nos hospitais pertencentes &agrave; Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais. </font></P>     <div align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>M&eacute;todos </strong></font> </div>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Participaram deste estudo observacional prospectivo tipo coorte todos os neonatos com idade gestacional acima de 23 semanas e abaixo de 35 semanas nascidos nas maternidades e internados nas oito unidades neonatais pertencentes &agrave; Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais no per&iacute;odo de 1 de agosto a 31 de dezembro de 2001 e suas m&atilde;es. Individualmente, cada institui&ccedil;&atilde;o teve o protocolo de estudo aprovado pelo respectivo Comit&ecirc; de &Eacute;tica. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram exclu&iacute;dos os rec&eacute;m-nascidos com anomalias cong&ecirc;nitas maiores<Sup>7</Sup> ou s&iacute;ndromes cromoss&ocirc;micas. Tamb&eacute;m n&atilde;o foram considerados para estudo os neonatos cujas m&atilde;es receberam corticoster&oacute;ide antenatal para outra &#64257;nalidade que n&atilde;o a indu&ccedil;&atilde;o da matura&ccedil;&atilde;o fetal por exemplo, para o tratamento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, como asma br&ocirc;nquica e colagenoses, entre outras. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para cada nascimento de crian&ccedil;a eleg&iacute;vel a participar da pesquisa foi preenchida uma &#64257;cha de protocolo enquanto a m&atilde;e estava internada. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As vari&aacute;veis maternas e neonatais foram obtidas por meio da revis&atilde;o dos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos, do cart&atilde;o de pr&eacute;-natal e, quando poss&iacute;vel, da pasta de pr&eacute;-natal, al&eacute;m de entrevista com a m&atilde;e. Os dados foram coletados ap&oacute;s a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido pela m&atilde;e. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram consideradas as seguintes caracter&iacute;sticas maternas: idade, gesta&ccedil;&otilde;es anteriores, filhos vivos, n&uacute;mero de consultas de pr&eacute;-natal, patologias durante a atual gesta&ccedil;&atilde;o, uso de tocol&iacute;ticos e de corticoster&oacute;ide antenatal, independente do n&uacute;mero de doses, do tipo de corticoster&oacute;ide (betametasona ou dexametasona) e do tempo de administra &ccedil;&atilde;o antes do parto. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o aos rec&eacute;m-nascidos, registraram-se os seguintes dados: idade gestacional, adequa&ccedil;&atilde;o para a idade gestacional, Apgar no 1&ordm; e 5&ordm; minuto, condutas na sala de parto, SNAPPE II, evolu&ccedil;&atilde;o neonatal, tempo de interna&ccedil;&atilde;o e &oacute;bito. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A idade gestacional foi registrada em semanas, determinada por estimativa obst&eacute;trica, de acordo com a data da &uacute;ltima menstrua&ccedil;&atilde;o materna, dados ultra-sonogr&aacute;&#64257;cos ou exame neonatal atrav&eacute;s do m&eacute;todo New Ballard<Sup>8</Sup>. A idade gestacional final foi considerada aquela calculada pela data da &uacute;ltima menstrua&ccedil;&atilde;o ou pela ultra-sonogra&#64257;a fetal precoce quando a diferen&ccedil;a entre esta data e a determinada pelo exame do rec&eacute;m-nascido era inferior a 1 semana. Quando a diferen&ccedil;a era maior que 1 semana, a idade gestacional calculada pelo m&eacute;todo de New Ballard era considerada. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A adequa&ccedil;&atilde;o do crescimento intra-uterino do rec&eacute;mnascido foi classi&#64257;cada por meio da curva de crescimento intra-uterino de Alexander et al.<Sup>9</Sup>. Considerou-se como sendo adequado para a idade gestacional (AIG) o rec&eacute;mnascido com peso de nascimento entre os percentis 10 e 90, como pequeno para a idade gestacional (PIG) aquele abaixo do percentil 10 e como grande (GIG) o neonato que se  encontrava acima do percentil 90. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando da necessidade de procedimentos de reanima&ccedil;&atilde;o ao nascer, todas as unidades aplicam as normas da Academia Americana de Pediatria, adotadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Desta forma, foi poss&iacute;vel a quanti&#64257;ca &ccedil;&atilde;o do uso de ventila&ccedil;&atilde;o com bal&atilde;o e m&aacute;scara, intuba-&ccedil;&atilde;o traqueal, massagem card&iacute;aca e medica&ccedil;&otilde;es<Sup>10</Sup>. Os escores de Apgar no 1&ordm; e no 5&ordm; minuto de vida foram registrados para todas as crian&ccedil;as<Sup>11</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O escore de gravidade da morbidade e do risco de mortalidade neonatal denominado <em>Score for Neonatal Acute Physiology</em>, Perinatal Extension, version II (SNAPPE-II), descrito por Richardson et al.12, foi aplicado a todas crian-&ccedil;as na 12&ordf; hora de vida. Quanto &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o neonatal intra-hospitalar, foram compilados os seguintes desfechos cl&iacute;nicos e necessidade de tratamento: </font></P> <ul>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" align="justify"> S&iacute;ndrome do desconforto respirat&oacute;rio: diagn&oacute;stico cl&iacute;nico e radiol&oacute;gico. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&iacute;ndrome de escape de ar: diagn&oacute;stico cl&iacute;nico e radiol&oacute;gico de pneumot&oacute;rax, pneumomediastino e/ou enfisema intersticial. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uso de surfatante ex&oacute;geno. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica convencional, press &atilde;o positiva cont&iacute;nua em via a&eacute;rea (<em>continuous positive airway pressure </em>- CPAP) ou outro modo de ventila&ccedil;&atilde;o. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Necessidade de oxigenoterapia. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Doen&ccedil;a pulmonar cr&ocirc;nica: necessidade de oxig&ecirc;nio com 28 dias de vida e com 36 semanas de idade corrigida. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Persist&ecirc;ncia do canal arterial (PCA), tratada com indometacina e/ou ligadura cir&uacute;rgica. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diagn&oacute;stico de sepse: de&#64257;nido como hemocultura positiva. </font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tratamento com antibioticoterapia por mais de 5 dias. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enterocolite necrosante: idade do diagn&oacute;stico cl&iacute;nicoradiol&oacute;gico ou cir&uacute;rgico, com classifica&ccedil;&atilde;o de I a III<Sup>13</Sup> (todos os graus foram considerados). </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hemorragia intraperiventricular (HIV), classi&#64257;cada segundo Papile et al.<Sup>14</Sup>. A classifica&ccedil;&atilde;o em graus I a IV foi feita por meio de ultrasonografia transfontanelar realizada entre o quinto e o 14&ordm; dia de vida ou ap&oacute;s a ocorr&ecirc;ncia de alguma instabilidade cl&iacute;nica que pudesse causar ou agravar a hemorragia. Os graus III e IV foram anotados. </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Oacute;bito intra-hospitalar: idade em horas ou dias calculada a partir do nascimento. </font></li>     </ul>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos dados foi realizada com o programa SPSS 10.0 para Windows. Foram utilizados os testes qui-quadrado ou exato de Fisher, t de Student e Mann-Whitney, ANOVA e regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla. Para todos os testes, adotouse o n&iacute;vel de signi&#64257;c&acirc;ncia de 5%. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla foi empregada para determinar as vari&aacute;veis mais fortemente associadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de nascimento, &agrave; necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, &agrave; ocorr&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o e ao &oacute;bito. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No caso das condi&ccedil;&otilde;es de nascimento, tomou-se o escore de Apgar de 1&ordm; minuto como vari&aacute;vel dependente, classificado como &lt; 3 ou &gt; 3. Na regress&atilde;o log&iacute;stica referente &agrave; necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, tomou-se como vari&aacute;vel dependente o uso ou n&atilde;o de ventilador mec&acirc;nico durante a interna&ccedil;&atilde;o. Para a avalia&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o, tomou-se como vari&aacute;vel dependente a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de hemocultura positiva durante a interna&ccedil;&atilde;o. No caso da regress&atilde;o referente ao &oacute;bito, teve-se como vari&aacute;vel dependente o &oacute;bito (sim ou n&atilde;o). </font></P>     <div align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Resultados  </strong></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></div> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <P align="justify"><font size="2"> Durante o per&iacute;odo de estudo, 463 gestantes conceberam 514 rec&eacute;m-nascidos pr&eacute;-termo com 34 semanas ou menos de idade gestacional. As principais caracter&iacute;sticas das gestantes estudadas, estratificadas segundo terem recebido ou n&atilde;o ao menos uma dose de corticoster&oacute;ide antenatal, est&atilde;o apresentadas na <a href="#t1">Tabela 1</a>. </font></P> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/rbp/v45n2/tabla_1_11.gif" width="478" height="260"></font></P> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <P align="justify"><font size="2"> As gestantes que utilizaram os servi&ccedil;os dos hospitais da Rede eram jovens: 58 (12,5%) delas tinham 18 anos ou menos. A maioria das pacientes era inexperiente, j&aacute; que, para 68 (14,7%), era a primeira gesta&ccedil;&atilde;o, e para 191, (41,3%), o primeiro &#64257;lho vivo; 109 (23,6%) n&atilde;o &#64257;zeram uma &uacute;nica consulta no pr&eacute;-natal. </font></P> </font>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas caracter&iacute;sticas das gestantes que receberam corticoster&oacute;ides diferiram significativamente das que n&atilde;o receberam. As gestantes tratadas tiveram mais gesta&ccedil;&otilde;es anteriores, mais consultas de pr&eacute;-natal, diagn&oacute;stico mais freq&uuml;ente de hipertens&atilde;o e maior uso de tocol&iacute;ticos.</font></P>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;s 514 crian&ccedil;as acompanhadas, algumas das caracter&iacute;sticas gerais do grupo como um todo e estratificadas segundo as m&atilde;es terem recebido ou n&atilde;o corticoster&oacute;ide antenatal est&atilde;o apresentadas na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</font></p>     <p align="center"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/rbp/v45n2/tabla_2_11.gif" width="495" height="202"></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se constatar que as crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam corticoster&oacute;ide antenatal apresentavam algumas caracter&iacute;sticas diferentes das que n&atilde;o receberam. Ao nascer, essas crian&ccedil;as eram significativamente mais maduras, tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade gestacional como ao peso, al&eacute;m do predom&iacute;nio do sexo feminino e do parto ces&aacute;reo quando comparadas &agrave;s que n&atilde;o receberam tratamento antenatal com corticoster&oacute;ides.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#t3">A Tabela 3</a> apresenta as condi&ccedil;&otilde;es de nascimento, necessidade de cuidados na sala de parto e escore de gravidade SNAPPE II das crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam ou n&atilde;o corticoster&oacute;ide antenatal.</font></p>     <P align="center"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/rbp/v45n2/tabla_3_11.gif" width="501" height="244"></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As crian&ccedil;as das gestantes que receberam corticoster&oacute;ide obtiveram escores de Apgar no 1&ordm; e no 5&ordm; minuto signi&#64257;cativamente melhores, com conseq&uuml;ente menor necessidade de interven&ccedil;&atilde;o na sala de parto. Com 12 horas de vida, a maior gravidade das crian&ccedil;as cujas m&atilde;es n&atilde;o foram tratadas p&ocirc;de ser constatada pelo maior valor encontrado do escore SNAPPE II. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com a &#64257;nalidade de veri&#64257;car quais vari&aacute;veis estariam associadas &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de nascimento, tomou-se o escore de Apgar de 1&ordm; minuto como vari&aacute;vel dependente, classi&#64257;cado como &lt; 3 ou &gt; 3, e efetuouse uma regress&atilde;o log&iacute;stica. Primeiramente, avaliou-se quais vari&aacute;veis estariam associadas individualmente ao escore de Apgar de 1&ordm; minuto. As vari&aacute;veis n&uacute;mero de consultas de pr&eacute;-natal, hipertens&atilde;o materna, uso de corticoster&oacute;ide, uso de tocol&iacute;ticos, tipo de parto, idade gestacional, peso de nascimento e g&ecirc;nero estavam associadas de maneira estatisticamente significativa e, assim, entraram no modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica. Destas, permaneceram como estatisticamente signi&#64257;cantes o uso antenatal de ao menos uma dose de corticoster&oacute;ide, a idade gestacional e o fato de ser pequeno para a idade gestacional. As tr&ecirc;s vari&aacute;veis apresentaram efeito protetor, ou seja, aumentaram a probabilidade do escore de Apgar ser maior que 3 no primeiro minuto. O efeito protetor pode ser constatado na <a href="#t4">Tabela 4</a>. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <a name="t4"></a><img src="/img/revistas/rbp/v45n2/tabla_4_11.gif" width="347" height="198"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Essas crian&ccedil;as foram acompanhadas, e a <a href="#t5">Tabela 5</a> apresenta algumas informa&ccedil;&otilde;es sobre sua evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Para efeito de an&aacute;lise, os rec&eacute;m-nascidos foram separados segundo a m&atilde;e ter recebido ou n&atilde;o ao menos uma dose de corticoster&oacute;ide antenatal. </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t5"></a><img src="/img/revistas/rbp/v45n2/tabla_5_11.gif" width="499" height="406"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O diagn&oacute;stico de membrana hialina foi compar&aacute;vel nos dois grupos, mas crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam corticoster &oacute;ide antenatal precisaram ser tratadas menos vezes com surfatante ex&oacute;geno e precisaram menos de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica e oxigenoterapia. Por outro lado, o tempo total de oxigenoterapia e a necessidade de oxig&ecirc;nio por tempo prolongado foram semelhantes entre os grupos. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A incid&ecirc;ncia de hemorragia intracraniana graus III e IV e a necessidade de tratamento medicamentoso ou cir&uacute;rgico do ducto arterioso patente n&atilde;o diferiu entre os dois grupos. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em termos dos par&acirc;metros relacionados &agrave; infec&ccedil;&atilde;o, as crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam corticoster&oacute;ide antenatal apresentaram maior incid&ecirc;ncia de hemoculturas positivas e maior uso de antibi&oacute;ticos, e uma maior porcentagem delas desenvolveu enterocolite necrosante de qualquer tipo, independentemente do n&uacute;mero de ciclos de corticoster &oacute;ides recebido. No entanto, a sobrevida foi maior entre essas crian&ccedil;as. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para avaliar a in&#64258;u&ecirc;ncia das m&uacute;ltiplas vari&aacute;veis associadas aos tr&ecirc;s principais desenlaces neonatais, ou seja, &agrave; necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, &agrave; presen&ccedil;a de hemocultura positiva e &agrave; sobrevida, realizou-se a regress&atilde;o log&iacute;stica. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No caso da necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, utilizou-se como vari&aacute;vel dependente o fato da crian&ccedil;a ter ou n&atilde;o recebido suporte de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, e como vari&aacute;veis independentes, aquelas que individualmente estiveram associadas com essa vari&aacute;vel. Foram inclu&iacute;das no modelo as vari&aacute;veis n&uacute;mero de consultas de pr&eacute;-natal, uso antenatal de tocol&iacute;ticos (sim ou n&atilde;o), uso antenatal de corticoster&oacute;ide (sim ou n&atilde;o), idade gestacional, Apgar de 1&ordm; minuto e SNAPPE II. A <a href="#t6">Tabela 6</a> apresenta as vari&aacute;veis que permaneceram no modelo ap&oacute;s a regress&atilde;o log&iacute;stica. </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <a name="t6"></a><img src="/img/revistas/rbp/v45n2/tabla_6_11.gif" width="339" height="196"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pode-se constatar que o uso antenatal de corticoster &oacute;ide, a idade gestacional ao nascimento e o escore de Apgar de 1&ordm; minuto, ap&oacute;s a regress&atilde;o log&iacute;stica, mostraram-se como vari&aacute;veis protetoras quanto &agrave; necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica. O SNAPPE II se apresentou como vari&aacute;vel de risco. Todas as demais vari&aacute;veis foram exclu&iacute;das durante a regress&atilde;o log&iacute;stica por n&atilde;o atingirem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto &agrave; regress&atilde;o log&iacute;stica das vari&aacute;veis associadas &agrave; hemocultura positiva, utilizou-se como vari&aacute;vel dependente o fato da crian&ccedil;a ter tido ou n&atilde;o pelo menos um exame de hemocultura positivo durante sua interna&ccedil;&atilde;o. Como vari&aacute;-veis independentes, avaliaram-se aquelas que individualmente estiveram associadas com a hemocultura. Foram inclu&iacute;das no modelo as seguintes vari&aacute;veis: infec&ccedil;&atilde;o materna (sim ou n&atilde;o), uso antenatal de corticoster&oacute;ide (sim ou n&atilde;o), bolsa rota h&aacute; mais de 18 horas (sim ou n&atilde;o), idade gestacional (em semanas), peso ao nascer (gramas), Apgar de 1&ordm; minuto e SNAPPE II, s&iacute;ndrome da di&#64257;culdade respirat &oacute;ria (sim ou n&atilde;o), necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica (sim ou n&atilde;o), ocorr&ecirc;ncia de pneumot&oacute;rax (sim ou n&atilde;o), persist&ecirc;ncia do canal arterial (sim ou n&atilde;o), presen&ccedil;a de enterocolite necrosante (sim ou n&atilde;o), hemorragia intraperiventricular graus III ou IV (sim ou n&atilde;o) e necessidade de oxig&ecirc;nio ap&oacute;s 36 semanas de idade corrigida (sim ou n&atilde;o). </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#t7">Tabela 7</a> apresenta aquelas vari&aacute;veis que permaneceram no modelo ap&oacute;s a regress&atilde;o. </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <a name="t7"></a><img src="/img/revistas/rbp/v45n2/tabla_7_11.gif" width="338" height="199"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pode-se constatar que a &uacute;nica vari&aacute;vel que permaneceu no modelo com efeito protetor foi o peso de nascimento. As vari&aacute;veis uso antenatal de corticoster&oacute;ide, ventila&ccedil;&atilde;o mec &acirc;nica e oxig&ecirc;nio com 36 semanas estiveram relacionadas com maior risco de hemocultura positiva. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na regress&atilde;o log&iacute;stica das vari&aacute;veis associadas com &oacute;bito, utilizou-se como vari&aacute;veis independentes aquelas que individualmente estiveram associadas de forma estatisticamente signi&#64257;cante com a ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito. Foram inclu&iacute;das no modelo as seguintes vari&aacute;veis: n&uacute;mero de consultas de pr&eacute;-natal, uso antenatal de tocol&iacute;ticos (sim ou n&atilde;o), uso antenatal de corticoster&oacute;ide (sim ou n&atilde;o), hipertens &atilde;o materna (sim ou n&atilde;o), idade gestacional (em semanas), Apgar de 1&ordm; minuto, SNAPPE II, necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica (sim ou n&atilde;o), ocorr&ecirc;ncia de pneumot &oacute;rax (sim ou n&atilde;o) e hemorragia intraperiventricular graus III ou IV (sim ou n&atilde;o). A <a href="#t8">Tabela 8</a> apresenta aquelas vari&aacute;veis que permaneceram no modelo ap&oacute;s a regress&atilde;o. </font></P>       <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <a name="t8"></a><img src="/img/revistas/rbp/v45n2/tabla_8_11.gif" width="343" height="216"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O uso antenatal de tocol&iacute;tico, a hipertens&atilde;o materna e a idade gestacional foram vari&aacute;veis que protegeram contra a ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito. O escore de gravidade SNAPPE II e a necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica foram fatores de risco de &oacute;bito. </font></P>      <div align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Discuss&atilde;o </strong></font> </div>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando se pretende realizar um estudo cujo objetivo &eacute; avaliar a e&#64257;c&aacute;cia de alguma droga, o melhor modelo &eacute; o ensaio cl&iacute;nico duplo-cego controlado. No presente estudo, analisamos as repercuss&otilde;es do uso antenatal de corticoster &oacute;ide por meio de um estudo de coorte observacional prospectivo, o que sem d&uacute;vida &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica. No entanto, tendo em vista </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> o conhecimento atual sobre o uso de corticoster&oacute;ide antenatal<Sup>2</Sup>, seria anti&eacute;tico utilizar outro desenho do estudo. </font></P>     <div align="justify">       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro ponto que se destaca &eacute; que, de uma maneira geral, mais de 60% das m&atilde;es avaliadas receberam corticoster &oacute;ide antenatal. Se, por um lado, </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> o conhecimento atual da e&#64257;c&aacute;cia dessa terap&ecirc;utica indica que todas as m&atilde;es em risco de parto prematuro deveriam ser tratadas<Sup>2</Sup>, por outro, isso nem sempre &eacute; poss&iacute;vel<Sup>15</Sup>. Mesmo em pa&iacute;ses desenvolvidos, os &iacute;ndices de utiliza&ccedil;&atilde;o do corticoster&oacute;ide antenatal ainda est&atilde;o muito aqu&eacute;m do desej&aacute;vel<Sup>4</Sup>. &Eacute; interessante que as m&atilde;es que receberam corticoster&oacute;ide antenatal apresentaram caracter&iacute;sticas distintas das que n&atilde;o receberam. Podese dizer que as m&atilde;es que receberam corticoster&oacute;ide antenatal eram mais experientes e foram mais bem acompanhadas durante a gesta&ccedil;&atilde;o. No entanto, tanto as caracter&iacute;sticas das m&atilde;es como a </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">evolu&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as n&atilde;o foram diferentes quando as m&atilde;es receberam ciclos completos ou incompletos de corticoster&oacute;ide antenatal. Desta forma, essas gestantes e suas crian&ccedil;as foram alocadas num &uacute;nico grupo de estudo. </font></p> </div>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O melhor acompanhamento pr&eacute;-natal das gestantes que terminaram por receber o corticoster&oacute;ide antenatal &eacute; um aspecto de grande import&acirc;ncia: traz a indica&ccedil;&atilde;o de que, quando existe maior oportunidade de contato com a paciente, melhoram as possibilidades de condutas preventivas. &Eacute; interessante que o fato de algumas m&atilde;es serem hipertensas n&atilde;o impediu que recebessem a droga. Desde que o uso de corticoster&oacute;ide antenatal foi sugerido como uma maneira de amadurecer a fun&ccedil;&atilde;o pulmonar dos rec&eacute;m-nascidos pr&eacute;-termo, sugeriu-se que a hipertens&atilde;o materna poderia vir a ser uma contra-indica&ccedil;&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica<Sup>1</Sup>. Ainda hoje, este &eacute; um motivo de discuss&atilde;o<Sup>15</Sup>, mas n&atilde;o se constituiu uma limita&ccedil;&atilde;o entre as m&atilde;es avaliadas. Ao contr&aacute;rio, a hipertens &atilde;o foi associada com maior n&uacute;mero de tratamentos. Isso nos sugere que, mais importante que o temor do uso do corticoster&oacute;ide na hipertens&atilde;o foi o acompanhamento mais estreito que essas pacientes receberam, aumentando a possibilidade da oferta do corticoster&oacute;ide. A associa&ccedil;&atilde;o entre o uso de tocol&iacute;ticos e do corticoster&oacute;ide vem a favor da hip&oacute;tese de que essas m&atilde;es tiveram um melhor atendimento de uma maneira geral. No caso de trabalho de parto prematuro, pode-se lan&ccedil;ar m&atilde;o do uso de tocol&iacute;ticos com a &#64257;nalidade de reverter o processo ou ganhar tempo para que o corticoster&oacute;ide possa desempenhar sua fun&ccedil;&atilde;o<Sup>2</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim como nas m&atilde;es, as caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam o corticoster&oacute;ide antenatal eram diferentes das que n&atilde;o foram tratadas. Eram crian&ccedil;as mais velhas e mais pesadas e que nasceram preferencialmente por parto ces&aacute;rea. O maior tempo de perman&ecirc;ncia intra-&uacute;tero dessas crian&ccedil;as, assim como a maior incid&ecirc;ncia de parto ces&aacute;reo, possivelmente s&atilde;o reflexos diretos do melhor acompanhamento pr&eacute;-natal dessas m&atilde;es, e n&atilde;o efeito direto da droga. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es de nascimento das crian&ccedil;as trouxe informa&ccedil;&otilde;es muito interessantes. De uma maneira geral, as crian&ccedil;as nascidas com menos de 34 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;ram um grupo de alto risco. Quase metade delas necessitou de suporte com bal&atilde;o e m&aacute;scara na sala de parto e cerca de 1/3 requereu intuba&ccedil;&atilde;o traqueal. Em outras palavras, essas crian&ccedil;as devem nascer em local preparado para suporte adequado na sala de parto. Nos servi&ccedil;os avaliados, esse suporte parece ter sido muito eficaz, j&aacute; que, com 5 minutos, mais de 80% das crian&ccedil;as estavam em excelentes condi&ccedil;&otilde;es de vitalidade. </font></P>       <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O grupo de neonatos expostos ao uso antenatal de corticoster&oacute;ide apresentou melhores condi&ccedil;&otilde;es de nascimento. Quando se avaliou a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o na sala de parto, &#64257;cou claro que as crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam corticoster&oacute;ide nasceram em melhores condi-&ccedil;&otilde;es. Elas necessitaram de menos condutas agressivas na sala de parto, tais como intuba&ccedil;&atilde;o traqueal, massagem card&iacute;aca ou uso de adrenalina. Deve-se ressaltar que o efeito protetor do corticoster&oacute;ide antenatal ainda p&ocirc;de ser detectado com 12 horas de vida por meio do escore de gravidade SNAPPE II. O efeito protetor do corticoster&oacute;ide, assim como o decorrente da idade gestacional e do retardo de crescimento intra-uterino sobre as condi&ccedil;&otilde;es de nascimento, permaneceram ap&oacute;s a regress&atilde;o log&iacute;stica. O fato de favorecer melhores condi&ccedil;&otilde;es de nascimento &eacute; um importante benef&iacute;cio da terapia antenatal com corticoster&oacute;ide que n&atilde;o tem sido mas deve ser mais amplamente divulgado<Sup>16</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A primeira a&ccedil;&atilde;o ben&eacute;&#64257;ca descrita no uso antenatal de corticoster&oacute;ide foi o amadurecimento pulmonar<Sup>1</Sup>. Pode-se dizer, pela an&aacute;lise individual das vari&aacute;veis feita no presente estudo, que as crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam corticoster &oacute;ide antenatal apresentaram melhor desempenho respirat &oacute;rio. Ao contr&aacute;rio do apregoado na literatura<Sup>17</Sup>, o diagn&oacute;stico de membrana hialina foi compar&aacute;vel nos dois grupos. No entanto, as crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam corticoster &oacute;ide antenatal precisaram de menos surfatante ex&oacute;geno, menos suporte por ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica e oxig&ecirc;nio e permaneceram por menos dias em ventila&ccedil;&atilde;o arti&#64257;cial mec&acirc;-nica. Por outro lado, o tempo total de oxigenoterapia e a necessidade de oxig&ecirc;nio por tempo prolongado foram semelhantes nos dois grupos. Ap&oacute;s a regress&atilde;o log&iacute;stica, o uso antenatal de corticoster&oacute;ide, a idade gestacional e o escore de Apgar de 1&ordm; minuto se mostraram como vari&aacute;veis protetoras quanto &agrave; necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica. Por outro lado, o SNAPPE II se apresentou como fator de risco, ou seja, quanto maior seu valor, maior a necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o. Evidentemente, isso era de se esperar, j&aacute; que se trata de um escore de gravidade<Sup>12</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso antenatal de corticoster&oacute;ide &eacute; descrito como fator protetor quanto &agrave; presen&ccedil;a de hemorragia intraperiventricular<Sup>2</Sup> e, possivelmente, fator de risco para infec&ccedil;&atilde;o neonatal<Sup>18</Sup>. Nos pacientes avaliados no presente estudo, o efeito protetor quanto &agrave; hemorragia n&atilde;o p&ocirc;de ser demonstrado. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As crian&ccedil;as cujas m&atilde;es foram tratadas com corticoster &oacute;ide antenatal apresentaram maior incid&ecirc;ncia de hemoculturas positivas e maior uso de antibi&oacute;ticos, e uma maior porcentagem delas desenvolveu enterocolite necrosante de qualquer tipo. Como as caracter&iacute;sticas iniciais das crian&ccedil;as eram muito diferentes, foi feita a regress&atilde;o log&iacute;stica visando depurar quais fatores estariam realmente associados ao risco de infec&ccedil;&atilde;o, sumarizado como presen&ccedil;a de hemocultura positiva. Ao final da an&aacute;lise, permaneceram o uso antenatal de corticoster&oacute;ide, o peso ao nascer, a ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica e a necessidade de oxig&ecirc;nio com 36 semanas como significantes. Destas, somente a vari&aacute;vel peso ao nascer se apresentou como fator protetor, e as demais, como era de se esperar, apresentaram-se como fatores de risco. Deve-se ressaltar que o uso de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica e de oxig&ecirc;nio com 36 semanas &eacute; associado &agrave; infec&ccedil;&atilde;o tardia, remetendo a fatores relacionados aos cuidados na unidade. A evid&ecirc;ncia apresentada pela literatura a respeito do tratamento antenatal com corticoster&oacute;ide e risco de infec&ccedil;&atilde;o &eacute; con&#64258;itante. Enquanto a metaan&aacute;lise de Crowley<Sup>2</Sup> n&atilde;o aponta para maior risco, outros autores sugerem que, como demonstrado aqui, o risco de infec&ccedil;&atilde;o est&aacute; aumentado<Sup>4,19</Sup>. Como a literatura aponta que os efeitos ben&eacute;ficos da terap&ecirc;utica s&atilde;o menores ap&oacute;s 34 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o, tem-se sugerido que a aplica&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica para as maiores de 34 semanas se limite a crian&ccedil;as com imaturidade pulmonar comprovada<Sup>20</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sem d&uacute;vida, a sobrevida &eacute; o desenlace mais importante da presente an&aacute;lise. A sobrevida &eacute; um par&acirc;metro que, de certa forma, sumariza o sucesso de todo o conjunto de a&ccedil;&otilde;es aplicadas ao paciente de risco. As crian&ccedil;as cujas m&atilde;es receberam corticoster&oacute;ide antenatal sobreviveram mais. Para a an&aacute;lise dos fatores associados &agrave; sobrevida, a realiza &ccedil;&atilde;o da regress&atilde;o log&iacute;stica &eacute; fundamental. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Muito interessante constatar que os fatores perinatais se mantiveram fortemente associados com a sobrevida. O uso antenatal de tocol&iacute;ticos, a presen&ccedil;a de hipertens&atilde;o materna e a maior idade gestacional se apresentaram como fatores que aumentaram a possibilidade de sobreviv &ecirc;ncia - todos fatores sobre os quais o pediatra tem pouca possibilidade de intervir. Nota-se que o uso antenatal de corticoster&oacute;ide n&atilde;o foi considerado signi&#64257;cante na an&aacute;lise. De qualquer forma, permanece a forte indica-&ccedil;&atilde;o de que os cuidados pr&eacute;-natais s&atilde;o fundamentais no progn&oacute;stico da crian&ccedil;a. </font></P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por outro lado, o escore SNAPPE II e a ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica foram associados a maior risco de &oacute;bito. O SNAPPE II registra as condi&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a nas primeiras 12 horas de vida12 e, como no caso dos outros par&acirc;metros, indica a forte influ&ecirc;ncia das condi&ccedil;&otilde;es perinatais no progn&oacute;stico da crian&ccedil;a. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica teve enorme peso no desenlace &#64257;nal da crian&ccedil;a. Apesar dos grandes avan&ccedil;os que se tem veri&#64257;cado no desenvolvimento de novos respiradores e t&eacute;cnicas de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, nossos dados indicam que a necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica &eacute; um forte risco para a sobrevida da crian&ccedil;a. Por outro lado, deve-se atentar para o fato de que s&atilde;o as crian&ccedil;as mais graves que necessitam de suporte ventilat&oacute;rio. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Concluindo, este estudo apresenta uma coorte de crian&ccedil;as atendidas nos hospitais universit&aacute;rios pertencentes &agrave; Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais e pode servir de base de compara&ccedil;&atilde;o para os demais servi&ccedil;os brasileiros. As m&atilde;es que receberam corticoster&oacute;ide antenatal apresentavam caracter&iacute;sticas que indicam melhor atendimento pr&eacute;natal, sendo que as suas crian&ccedil;as nasceram maiores e com maior idade gestacional. O uso antenatal de corticoster&oacute;ide foi diretamente associado a melhores condi&ccedil;&otilde;es de nascimento e a maior risco de infec&ccedil;&atilde;o. </font></P>      <p align="justify"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Refer&ecirc;ncias</strong> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Liggins GC, Howie RN. A controlled trial of antepartum glucocorticoid treatment for prevention of the respiratory distress syndrome in premature infants. Pediatrics.1972;50:515-25.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415210&pid=S1024-0675200600020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Crowley P. Prophylactic corticosteroids for preterm birth. Cochrane Database Syst Rev. 2002;(3):CD000065.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415211&pid=S1024-0675200600020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Ryan CA, Finer NN. Antenatal corticosteroid therapy to prevent respiratory distress syndrome. J Pediatr 1995;126:317-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415212&pid=S1024-0675200600020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Chien L, Ohlsson A, Seshia MMK, Boulton J, Sankaran K, Lee SK. Variations in antenatal corticosteroid therapy:a persistent problem despite 30 years of evidence. Obstet Gynecol 2002;99:401-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415213&pid=S1024-0675200600020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Albuquerque ICC, Amorim MMR, Meneses J, Katz L, Santos LC. Avalia&ccedil;&atilde;o do impacto da corticiterapia antenatal para a acelera&ccedil;&atilde;o da maturidade pulmonar fetal nos rec&eacute;m-nascidos em maternidade escola brasileira. RBGO. 2002;24:655-61.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415214&pid=S1024-0675200600020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Krauss-Silva L, Costa TP, Reis AF, Iamada NO, Azevedo AP, Albuquerque CP. Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da assist&ecirc;ncia hospitalar obst&eacute;trica: uso de cortic&oacute;ides no trabalho de parto prematuro. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;15:817-29.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415215&pid=S1024-0675200600020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Chung CS, Myrianthopoulos NC. Congenital anomalies:mortality and morbidity, burden and classification. Am J Med Genet 1987;27:505-23.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415216&pid=S1024-0675200600020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Ballard JL, Khoury JC, Wedig K, Wang L, Eilers-Walsman BL, Lipp R. New Ballard Score, expanded to include extremely premature infants. J Pediatr 1991;119:417-23.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415217&pid=S1024-0675200600020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Alexander GR, Himes JH, Kaufman RB, Mor J, Kogan M. A United States National Reference for fetal growth. Obstet Gynecol 1996;87:163-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415218&pid=S1024-0675200600020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Niermeyer S, Kattwinkel J, Van Reempts P, Nadkarni V, Phillips B, Zideman D, et al. International Guidelines for Neonatal Resuscitation: An excerpt from the Guidelines 2000 for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care: International Consensus on Science. Contributors and Reviewers for the Neonatal Resuscitation Guidelines. Pediatrics 2000;106(3):E29.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415219&pid=S1024-0675200600020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Apgar V. A proposal for a new method of evaluation of the newborn infant. Curr Res Anesth Analg 1953;32:260-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415220&pid=S1024-0675200600020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Richardson DK, Corcoran JD, Escobar GJ, Lee SK. SNAPII and SNAPPE-II: Simplified newborn illness severity and mortality risk scores J Pediatr 2001;138:92-100.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415221&pid=S1024-0675200600020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Walsh MC, Kliegman RM. Necrotizing enterocolitis:treatment based on staging criteria. Pediatr Clin North Am 1986;33: 179-201.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415222&pid=S1024-0675200600020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Papile LA, Burstein J, Burstein R, Koffler H. Incidence and evolution of subependymal and intraventricular hemorrhage:a study of infants with birth weights less than 1,500 gm. J Pediatr 1978;92:529-34.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415223&pid=S1024-0675200600020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Bloom SL, Leveno KJ. Corticosteroid use in special circumstances: preterm ruptured membranes, hypertension, fetal growth restriction, multiple fetuses. Clin Obstet Gynecol 2003;45: 150-60.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415224&pid=S1024-0675200600020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Gardner MO, Goldenberg RL, Gaudier fl, Dubard MB, Nelson KG, Hauth JC. Predicting low Apgar scores of infants weighing less than 1000 grams: the effect of corticosteroids. Obstet Gynecol 1995;85:170-4.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415225&pid=S1024-0675200600020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Banks BA, Macones G, Cnaan A, Merrill JD, Ballard JD, Ballard RA, et al. Multiple courses of antenatal corticosteroids are associated with early severe lung disease in preterm neonates. J Perinatol 2002;22:101-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415226&pid=S1024-0675200600020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Vermillion ST, Soper DE, Chasedunn-Roak J. Neonatal sepsis after betamethasone administration to patients with preterm premature rupture of membranes. Am J Obstet Gynecol 1999;181:320-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415227&pid=S1024-0675200600020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Gunkel JH, Mitchell BR. Observational evidence for the efficacy of antenatal steroids from randomized studies of surfactant replacement. Am J Obstet Gynecol. 1995;173:281-5. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415228&pid=S1024-0675200600020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. ACOG Committee Opinion. Antenatal corticosteroid therapy for fetal maturation. Obstet Gynecol 2002;99:871-3.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=415229&pid=S1024-0675200600020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia</b>:    Francisco Eul&oacute;gio Martinez   Departamento de Puericultura e Pediatria   Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto - USP   Av. Bandeirantes, 3900   CEP 14049-900 - Ribeir&atilde;o Preto, SP   Fone: (16) 602.2808 - Fax: (16) 602.2700 E-mail: <a href="mailto:femartin@fmrp.usp.br">femartin@fmrp.usp.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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