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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crescimento físico de crianças indígenas xavantes de 5 a 10 anos de idade em Mato Grosso]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Departamento de Endemias]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: This study investigated the physical growth of Xavante indian children 5-10 years of age living at the Sangradouro and São Marcos reservations, Mato Grosso, Central Brazil. Methods: A cross-sectional survey was carried out in February 1997 at two Indian schools. The following data were collected: birth date, sex, weight, stature, upper arm circumference and triceps skinfold thickness. Data on stature and weight were compared to the National Center for Health Statistics (NCHS) growth curves, following recommendations put forward by the World Health Organization. Results: The results show that 9% of the sample were below -2 S.D. for height for age. For boys, statistically significant differences (p<0.05) in height for age and weight for age z-score values were observed between the two communities. Similar differences were not observed for girls. Xavante children are shorter in stature than D.S. childrenoHowever, for some age groups, their average values of stature overlap with those ofBrazilian children investigated by the PesquisaNacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN). Conclusions: The physical growth of Xavante children present important differences when compared to the growth profile of a number of other SouthAmerican indigenous populations. It is argued that NorthAmerican curves might be appropriate to evaluate the nutritional status of the Xavante children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>ARTICULOS DEL CONO SUR -BRASIL</strong></font></p>     <p align="justify"><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Crescimento f&iacute;sico de crian&ccedil;as ind&iacute;genas xavantes de 5 a 10 anos de idade em Mato Grosso<sup>(1)</sup></strong></font></p>     <p align="justify"><em><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Physical growth of five to ten year old Xavante indian children in Mato Grosso </strong></font></em></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Silvia A. Gugelmin*, Ricardo V. Santos**, Maur&iacute;cio S. Leite*** </strong></font></p>     <p align="justify"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">* Professora do Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o Social, Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o, Universidade do Estado do Rio de Janeiro e doutoranda na Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz.     <br>   ** Pesquisador do Departamento de Endemias Samuel Pessoa, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz e Professor do Departamento de Antropologia, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.     <br>   *** Doutorando do Departamento de Endemias Samuel Pessoa, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Fonte financiadora: PAPES (Projeto de Apoio &agrave; Pesquisa Estrat&eacute;gica em Sa&uacute;de) -FIOCRUZ. </font></p>     <p align="justify"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>(1) Art&iacute;culo original de Brasil. Publicado en el Jornal do Pediatr&iacute;a (Rio J). 2001; 77 (1): 17-22 y que fue selecciona&aacute;o para su reproducci&oacute;n en la VII reuni&oacute;n de editores de revistas pediatricas del ConoSur. Uruguay 2001.</strong></font></p> <hr align="JUSTIFY"> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Resumo</strong></font>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Objetivo:</strong> Investigar o perfil de crescimento f&iacute;sico de crian&ccedil;as xavantes de 5 a 10 anos de idade, que vivem nas Terras Ind&iacute;genas Sangradouro-Volta Grande e S&atilde;o Marcos (Mato Grosso).     <br>     <strong> M&eacute;todos:</strong> O inqu&eacute;rito foi realizado em fevereiro de 1997 em duas escolas ind&iacute;genas administradas por mission&aacute;rios salesianos. A amostra incluiu 233 crian&ccedil;as entre 5 e 10 anos incompletos. Foram coletados dados referentes a data de nascimento, peso, estatura, per&iacute;metro braquial e dobra cut&acirc;nea tricipital. Para estatura e peso, as informa&ccedil;&otilde;es xavantes foram comparadas com as curvas do National Center for Health Statistics (NCHS), preconizadas pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <strong> Resultados: </strong>Os resultados demonstram que 9% das crian&ccedil;as xavantes apresentam valores de estatura/idade inferiores a -2 escores z. No caso dos meninos, h&aacute; diferen&ccedil;as estatisticamente significantes (p&lt;O,05) nas m&eacute;dias de escores z para os &iacute;ndices estatura/idade e peso/ idade entre as duas comunidades investigadas, o que n&atilde;o foi observado para as meninas. As crian&ccedil;as xavantes apresentam valores m&eacute;dios de estatura inferiores aos observados em crian&ccedil;as norteamericanas, contudo por vezes pr&oacute;ximos &agrave;s medianas das crian&ccedil;as brasileiras investigadas pela Pesquisa Nacional sobre Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o (PNSN).     <br>     <strong> Conclus&otilde;es:</strong> O perfil de crescimento f&iacute;sico das crian&ccedil;as xavantes distanciase, em certos aspectos, daquele comumente descrito para crian&ccedil;as de outras popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas da Am&eacute;rica do Sul. Com base nas evid&ecirc;ncias encontradas, parece-nos adequado sugerir que as curvas de refer&ecirc;ncia norte-americanas podem ser aplicadas para avaliar o estado nutricional das crian&ccedil;as xavantes. </font></P>     <P align="justify">   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Palabras Claves:</strong> J Pediatr (Rio J) 2001; 77(1): 17-22: nutri&ccedil;&atilde;o, antropometria, crescimento f&iacute;sico, sa&uacute;de da crian&ccedil;a, &iacute;ndios sul-americanos. </font></P> <hr align="JUSTIFY">     <div align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Abstract </strong>   </font> </div>     <P align="justify">   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Objective:</strong> This study investigated the physical growth of Xavante indian children 5-10 years of age living at the Sangradouro and S&atilde;o Marcos reservations, Mato Grosso, Central Brazil.     <br>   <strong> Methods: </strong>A cross-sectional survey was carried out in February 1997 at two Indian schools. The following data were collected: birth date, sex, weight, stature, upper arm circumference and triceps skinfold thickness. Data on stature and weight were compared to the National Center for Health Statistics (NCHS) growth curves, following recommendations put forward by the World Health Organization.     <br>   <strong> Results: </strong>The results show that 9% of the sample were below -2 S.D. for height for age. For boys, statistically significant differences (p&lt;0.05) in height for age and weight for age z-score values were observed between the two communities. Similar differences were not observed for girls. Xavante children are shorter in stature than D.S. childrenoHowever, for some age groups, their average values of stature overlap with those ofBrazilian children investigated by the PesquisaNacional sobre Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o (PNSN).     <br>   <strong> Conclusions:</strong> The physical growth of Xavante children present important differences when compared to the growth profile of a number of other SouthAmerican indigenous populations. It is argued that NorthAmerican curves might be appropriate to evaluate the nutritional status of the Xavante children. </font></P>     <P align="justify">   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Key words: </strong>J Pediatr (Rio J) 2001; 77(1): 17-22: nutrition, anthropometry, physical growth, children health, South American 1ndians. </font></P>   <hr align="JUSTIFY">     <p align="justify"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o </strong></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desde a d&eacute;cada de 1970, tr&ecirc;s inqu&eacute;ritos de abrang&ecirc;ncia nacional sobre o estado nutricional foram conduzidos no Brasil: o Estudo Nacional de Despesa Familiar (ENDEF)<sup>1</sup>, em 1975-76; a Pesquisa Nacional sobre Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o (PNSN)<sup>2,3</sup>, em 1989; e a Pesquisa Nacional sobre Demografia e Sa&uacute;de (PNDS)<sup>4</sup>, em 1996.Entre outros aspectos, essas pesquisas visaram caracterizar o perfil nutricional da popula&ccedil;&atilde;o brasileira segundo sexo, faixa et&aacute;ria, regi&atilde;o e renda. Nenhuma delas incluiu os povos ind&iacute;genas como segmento populacional espec&iacute;fico de an&aacute;lise. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> S&atilde;o poucos os estudos que procuraram caracterizar os padr&otilde;es de dieta, crescimento e desenvolvimento f&iacute;sico de popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas brasileiras<sup>5,6</sup>, Em sua maioria, os dados derivam de inqu&eacute;ritos transversais, dizem respeito sobretudo a grupos amaz&ocirc;nicos e empregam diversas metodologias de an&aacute;lise e apresenta&ccedil;&atilde;o de dados, o que dificulta enfoques comparativos<sup>6</sup>. Al&eacute;m disso, outro obst&aacute;culo metodol&oacute;gico nas pesquisas sobre crescimento f&iacute;sico de crian&ccedil;as ind&iacute;genas relacionase &agrave; freq&uuml;ente aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;essobre idade, o que inviabiliza o c&ocirc;mputo de &iacute;ndices fundamentais em rotinas de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional, tais como estatura para idade e peso para idade. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&atilde;o obstante, a partir dos estudos realizados, tem emergido um quadro que aponta para a ocorr&ecirc;ncia de importantes d&eacute;ficits de crescimento f&iacute;sico em crian&ccedil;as ind&iacute;genas, que em muitos casos se traduzem em freq&uuml;&ecirc;ncias de desnutri&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tico-prot&eacute;ica bastante superiores aos valores reportados para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira<sup>7-9</sup>. N&atilde;o raro, os d&eacute;ficits estaturais chegam &agrave; ordem de 50 a 60%. Padr&atilde;o similar tem sido observado por pesquisadores que conduziram investiga&ccedil;&otilde;es antropom&eacute;tricas em popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas em outras partes da Am&eacute;rica do Sul<sup>10-13</sup> Tal constata&ccedil;&atilde;o resulta de compara&ccedil;&otilde;es dos dados ind&iacute;genas com as curvas de refer&ecirc;ncia preconizadas pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, quais sejam, aquelas de crian&ccedil;as norteamericanas compiladas pelo National Center for Health Statistics (NCHS)<sup>14</sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Via de regra, as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas em intera&ccedil;&atilde;o com as sociedades nacionais envolventes est&atilde;o expostas a condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;rnicas e ambientais propiciadoras da manuten&ccedil;&atilde;o de quadros de desnutri&ccedil;&atilde;o<sup>6,15</sup>. Contudo, mesmo diante de tais circunst&acirc;ncias, do ponto de vista da avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional, a literatura sobre o tema traz &agrave; tona uma quest&atilde;o fundamental: os n&iacute;veis de desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as ind&iacute;genas s&atilde;o de fato elevados ou as curvas do NCHS n&atilde;o seriam as mais apropriadas para as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas?<sup>6,11,12</sup> Em outras palavras, est&aacute; em jogo discernir e hierarquizar a contribui&ccedil;&atilde;o de fatores gen&eacute;ticos e ambientais relacionados aos padr&otilde;es de crescimento f&iacute;sico das crian&ccedil;as ind&iacute;genas. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma das formas de resolver o impasse apontado acima envolve a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisasadicionais sobre o crescimento f&iacute;sico de crian&ccedil;as ind&iacute;genas. O presente trabalho encaixase nesta proposta. Ser&atilde;o apresentados dados relativos ao crescimento f&iacute;sico de escolares na faixa et&aacute;ria de 5 a 10 anos de duas comunidades xavantes. Os xavantes, povo ind&iacute;gena da fanu1ia ling&uuml;&iacute;stica J&ecirc;, compreendem hoje aproximadamente 8.000 indiv&iacute;duos, distribu&iacute;dos em cerca de setenta aldeias, em seis Terras Ind&iacute;genas (TI.) localizadas na regi&atilde;o leste de Mato GrOSS0<sup>16-19</sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>     <font size="3"><strong> M&eacute;todos </strong></font></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente estudo foi desenvolvido na T.I. Sangradouro-Volta Grande, localizada nos munic&iacute;pios de General Carneiro, Poxor&eacute;u e Novo S&atilde;o Joaquim, e na TI. S&atilde;o Marcos, situada no munic&iacute;pio de Barra do Gar&ccedil;as (MT). A coleta de dados foi efetuada em fevereiro de 1997 nas escolas das aldeias Sangradouro (TI. Sangradouro-Volta Grande) e S&atilde;o Marcos (TI. S&atilde;o Marcos). Anteriormente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa, o projeto foi encaminhado e aprovado pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio e pelos l&iacute;deres das comunidades ind&iacute;genas. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1997, a aldeia S&atilde;o Marcos contava com 914 habitantes, enquanto que em Sangradouro viviam 516 pessoas. A popula&ccedil;&atilde;o examinada consistiu de 233 escolares na faixa et&aacute;ria de 5 a 10 anos incompletos, que freq&uuml;entavam as Escolas Estaduais Ind&iacute;genas de 1&deg; e 2&deg; Graus sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o Salesiana de Mato Grosso. Este n&uacute;mero representa 90,2% do total de crian&ccedil;as da referidafaixaet&aacute;rianaaldeia Sangradouro,e 72,7% em S&atilde;oMarcos. Em fun&ccedil;&atilde;o do reduzido n&uacute;mero de habitantes das duas comunidades, procurouse incluir no estudo o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de crian&ccedil;as, n&atilde;o tendo sido utilizada nenhuma t&eacute;cnica espec&iacute;fica de amostragem. Uma vez que as medi&ccedil;&otilde;es foram realizadas nas escolas e o m&ecirc;s de fevereiro coincide com o in&iacute;cio do per&iacute;odo letivo, parte das perdas ocorreu devido ao n&atilde;o comparecimento de algumas crian&ccedil;as no in&iacute;cio das aulas. Houve recusa somente por parte de duas crian&ccedil;as. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram coletados dados referentes &agrave; data de nascimento, sexo, massa corporal ou peso, estatura, per&iacute;metro braquial e dobra cut&acirc;nea tricipital. Todas as medidas foram realizadas por um dos autores (SAG), seguindo as t&eacute;cnicas recomendadas por Lohman e colaboradores<sup>20</sup>. Para a medi&ccedil;&atilde;o da estatura foi utilizado um antrop&ocirc;metro decampo (marca GPM) com precis&atilde;o de 1 mm. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; massa corporal, as crian&ccedil;as foram medidas descal&ccedil;as e com roupas leves, empregando uma balan&ccedil;a digital Soehnle, com capacidade m&aacute;xima de 130kg e precis&atilde;o de 200g. Para o per&iacute;metro braquial, empregou-se uma fita m&eacute;trica comum com precis&atilde;o de 1 mm. Para a dobra cut&acirc;nea tricipital, foram feitas tr&ecirc;s medidas sucessivas com um paqu&iacute;metro Lange (precis&atilde;o de 1 mm), computando-se posteriormente a m&eacute;dia aritm&eacute;tica dos valores registrados. As datas de nascimento foram obtidas junto aos registros da FUNAI e das escolas salesianas, e as idades assim calculadas foram agrupadas em faixas et&aacute;rias. Por exemplo, a faixa et&aacute;ria de 5 a 6 anos compreende o intervalo de 5 anos completos at&eacute; 5,99 anos. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir dos dados antropom&eacute;tricos foram computados os &iacute;ndices estatura/idade, peso/idade e peso/estatura, empregando como pontos de corte &plusmn;2 escores z para a defini&ccedil;&atilde;o de desnutri&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tico-prot&eacute;i&ecirc;a, sobrepeso e baixa estatura para idade&quot;, Foram efetuadas compara&ccedil;&otilde;es com as curvas do NCHS<sup>14</sup>,atrav&eacute;s da rotina &quot;Measure&quot;do programaEPIINFo 6.01<Sup>22.</Sup>A an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva foi realizada no pacote estat&iacute;stico do EPHNFO 6.01. Foram calculadas as medidas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia e mediana) e de dispers&atilde;o (desvio-padr&atilde;o). As m&eacute;dias de estatura das crian&ccedil;as xavantes foram comparadas com dados das crian&ccedil;as norte-americanas<sup>14</sup>, brasileiras<sup>2</sup> e crian&ccedil;as ind&iacute;genas dos seguintes grupos -chachi do Equador<sup>10</sup>, curripaco da Venezuela<sup>23</sup> e tupimond&eacute; de Rond&ocirc;nia<sup>24</sup>, Infelizmente n&atilde;o foi poss&iacute;vel comparar com maior n&uacute;mero de estudos, pois s&atilde;o poucos aqueles que reportam os valores m&eacute;dios dos par&acirc;metros antropom&eacute;tricos segundo idade, o que dificulta a an&aacute;lise comparativa. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O teste do qui-quadrado (c<sup>2</sup>) foi empregado na compara&ccedil;&atilde;o de propor&ccedil;&otilde;es. A compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias foi realizada pelo teste t de Student. Aceitou-se como n&iacute;vel de signific&acirc;ncia um valor de p menor ou igual a 0,05. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>     <font size="3"><strong>Resultados </strong></font></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o percentual dos valores de escores z para os &iacute;ndices estatura/idade (E/I), peso/idade (P/I) e peso/estatura (PIE) por sexo e aldeia, segundo os pontos de corte recomendados pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de para a avalia&ccedil;&atilde;o nutricional nesta faixa et&aacute;ria. Do total de crian&ccedil;as estudadas, 9% apresentaram baixa estatura para aidade. As freq&uuml;&ecirc;ncias de baixo peso para idade e baixo peso para a estatura foram de 3,0% e 0,9%, respectivamente. O percentual de crian&ccedil;as com d&eacute;ficit estatural em S&atilde;o Marcos (11,3%) foi o dobro daquele observado em Sangradouro (5,4%). As diferen&ccedil;as entre as duas comunidades para os dois outros &iacute;ndices foram de menor magnitude. </font></P>     <P align="center">   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/rbp/v42n1/tabla09_1.gif" width="321" height="351"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#t2">Tabela 2</a> est&atilde;o registradas as m&eacute;dias de escores z para E/I, P/I e P/E, segundo sexo e aldeia. Os valores rnedios observados para os dois primeiros &iacute;ndices apontam para um menor tamanho corporal dos meninos residentes em S&atilde;o Marcos (t Student=4,17; 117g.1.; P =0,000 e t Student=2,OO; 117g.1.; P =0,048, respectivamente). Para as  meninas, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as entre as m&eacute;dias de escore z para quaisquer dos tr&ecirc;s &iacute;ndices antropom&eacute;tricos. </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/rbp/v42n1/tabla09_2.gif" width="318" height="261"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o de estatura, peso, per&iacute;metro braquial e dobra cut&acirc;nea tricipital s&atilde;o apresentadas segundo faixa et&aacute;ria e sexo, para o conjunto das crian&ccedil;as xavantes examinadas (<a href="#t3">Tabela 3</a>). </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/rbp/v42n1/tabla09_3.gif" width="322" height="315"></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As m&eacute;dias de estatura das crian&ccedil;as vantes mantiveram-se abaixo daquelas reportadas para a popula&ccedil;&atilde;o norte-americana na mesma faixa et&aacute;ria (vide <a href="#f1">Figura 1</a>). </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rbp/v42n1/figura09_1.gif" width="330" height="764"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os meninos apresentaram valores m&eacute;dios de estatura superiores aos encontrados para as meninas em praticamente todas as idades, o mesmo ocorrendo quanto ao peso. Os valores m&eacute;dios de per&iacute;metro braquial para os meninos xavantes foram semelhantes aos valores m&eacute;dios reportados por Frisancho e colaboradores<sup>25</sup> para crian&ccedil;as norteamericanas. Para as meninas, e as mais velhas em particular, as m&eacute;dias do per&iacute;metro braquial tendem a se aproximar dos valores reportados para crian&ccedil;as norteamericanas da mesma faixa et&aacute;ria. Tanto os meninos quanto as meninas apresentaram valores m&eacute;dios de dobra cut&acirc;nea tricipital inferiores &agrave;queles de crian&ccedil;as norte-americanas (3,7mm para os meninos e 5,1mm para as meninas), sugerindo menores reservas de tecido adiposo subcut&acirc;neo. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias de estatura do conjunto de crian&ccedil;as xavantes com as de outros grupos ind&iacute;genas sul-americanos e de crian&ccedil;as brasileiras e norte-americanas, segundo faixa et&aacute;ria e sexo. A partir do conjunto de dados comparativos dispon&iacute;veis, constatou-se que as crian&ccedil;as xavantes apresentaram maior estatura que as chachi do Equador, curripaco da Venezuela e tupimond&eacute; de Rond&ocirc;nia, e valores bastante pr&oacute;ximos, embora ligeiramente inferiores, &agrave;queles das crian&ccedil;as brasileiras analisadas pela PNSN. Mantiveram-se, no entanto, consistentemente abaixo das m&eacute;dias da popula&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia norte-americana. </font></P>     <P align="justify">   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   <font size="3"><strong> Discuss&atilde;o</strong></font></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos par&acirc;metros antropom&eacute;tricos indica diferen&ccedil;as entre as duas comunidades no que diz respeito ao perfil antropom&eacute;trico das crian&ccedil;as. Os meninos de Sangradouro apresentaram maior estatura e peso que aqueles de S&atilde;o Marcos, diferen&ccedil;as n&atilde;o evidenciadas nas meninas. Em decorr&ecirc;ncia disso, a freq&uuml;&ecirc;ncia de baixa estatura para idade &eacute; quase duas vezes maior em S&atilde;o Marcos. Em rela&ccedil;&atilde;o ao &iacute;ndice estatura/idade, 9,0% das crian&ccedil;as xavantes entre 5 e 10 anos examinadas situam-se abaixo de -2 escores z. Para os dois outros &iacute;ndices, peso/idade e peso/estatura, a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as abaixo do ponto de corte -2 escores z &eacute; menor, chegando a 3,0% e 0,9%, respectivamente. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Seguindo-se as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de<SUP>21</sup>, o quadro observado, de d&eacute;ficit estatural em associa&ccedil;&atilde;o com a manuten&ccedil;&atilde;o da proporcionalidade corporal (averiguada a partir do indicador peso/estatura), seria indicativo de uma popula&ccedil;&atilde;o com poucos casos de crian&ccedil;as desnutridas no momento da coleta dos dados, mas com uma hist&oacute;ria pregressa de desnutri&ccedil;&atilde;o. A ocorr&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tico-prot&eacute;ica em crian&ccedil;as xavantes &eacute; esperada ao se considerar as condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias prevalentes nas duas comunidades investigadas. Souza<SUP>16</sup> reporta uma mortalidade infantil de 87,1 mortes por mil nascidos vivos em Sangradouro entre 1993-1997, um valor mais elevado que a m&eacute;dia para o Brasil. As aldeias est&atilde;o situadas no mesmo local h&aacute; mais de quarenta anos e n&atilde;o existem sistemas adequados de tratamento de &aacute;gua, de lixo e de dejetos humanos. Gastroenterites e infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias s&atilde;o freq&uuml;entes e est&atilde;o entre as principais causas de morbi-mortalidade em crian&ccedil;as xavantes<SUP>26</sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, partindo da premissa de que o padr&atilde;o de crescimento f&iacute;sico de crian&ccedil;as saud&aacute;veis e bem nutridas de diferentes etnias &eacute; similar<SUP>21,27</sup>, desde a d&eacute;cada de 70 recomenda a utiliza&ccedil;&atilde;o, como refer&ecirc;ncia e como padr&atilde;o, de um conjunto de curvas baseadas em dados antropom&eacute;tricos de crian&ccedil;as norte-americanas<SUP>21,28</sup>, Tal proposta instituiu &quot;uma &uacute;nica refer&ecirc;ncia para todos&quot; para a avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional de crian&ccedil;as at&eacute; dez anos de idade. N&atilde;o est&atilde;o ausentes, todavia, questionamentos quanto &agrave;s bases emp&iacute;ricas e te&oacute;ricas que sustentam esta proposi&ccedil;&atilde;o. Dados oriundos de segmentos populacionaisespec&iacute;ficos,emparticularcrian&ccedil;asde origem asi&aacute;tica, t&ecirc;m sido utilizados em indaga&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; validade de se utilizar as curvas norte-americanas em procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional para toda e qualquer popula&ccedil;&atilde;o<SUP>29-32</sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como j&aacute; apontado, &eacute; escassa a literatura sobre nutri&ccedil;&atilde;o e crescimento f&iacute;sico das popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas. N&atilde;o obstante, apesar do reduzido n&uacute;mero, emerge das pesquisas antropom&eacute;tricasj&aacute;realizadas umperfilrelativamenteconsistente, em que se observam elevad&iacute;ssimas freq&uuml;&ecirc;ncias de baixa estatura para idade, por vezes superiores a 50%, combinadas com a manuten&ccedil;&atilde;o da proporcionalidade corporal<Sup>7,8,10-13</Sup>. Holmes<SUP>12</sup>, ainda que reconhecendo a ocorr&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es ambientais adversas, argumenta que o pequeno tamanho corporal, em estatura e peso, das crian&ccedil;as yanomamis est&aacute; em parte relacionado a um potencial gen&eacute;tico diferenciado para crescimento f&iacute;sico. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os dados aqui apresentados evidenciam para os xavantes um perfil de crescimento que, sob certos aspectos, distancia-se daquele reportado para outras popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas no Brasil<SUP>6-9,24</sup>, Ainda que menores em estatura que as brasileiras e norteamericanas, as crian&ccedil;as xavantes com idades entre 5 e 10 anos apresentam m&eacute;dias de estatura bastante superiores &agrave;quelas de outras popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas. A prop&oacute;sito, por vezes quase que se sobrep&otilde;em &agrave;s m&eacute;dias brasileiras (<a href="#t2">Figura 1</a>). Com base nessas evid&ecirc;ncias, e sem pretender entrar na discuss&atilde;o quanto &agrave; aplicabilidade ou n&atilde;o de curvas internacionais para as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas em geral, parece-nos plaus&iacute;vel sugerir que, no caso espec&iacute;fico das crian&ccedil;as xavantes, as curvas do NCHS parecem ser apropriadas para fins da avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional. A magnitude de d&eacute;ficits de crescimento observada nas crian&ccedil;as xavantes &eacute; compat&iacute;vel com o que se espera face &agrave;s prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias presentes nas duas aldeias investigadas. j </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em conclus&atilde;o, os resultados deste estudo indican a ocorr&ecirc;ncia de d&eacute;ficit no crescimento f&iacute;sico das crian&ccedil;as xavantes de 5 a 10 anos de idade quando comparadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia norte-americana. Os valores m&eacute;dios de estatura registrados s&atilde;o, contudo, superiores &agrave;queles verificados para crian&ccedil;as ind&iacute;genas de outras etnias sulamericanas, aproximando-se dos valores reportados para crian&ccedil;as n&atilde;o-ind&iacute;genas brasileiras. &Eacute; plaus&iacute;vel assumir que, caso vivessem em condi&ccedil;&otilde;es menos adversas, as crian&ccedil;as xavantes apresentariam ainda menores d&eacute;ficits de estatura. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mediante os resultados deste trabalho toma-se claro que, no que se refere aos perfis de crescimento f&iacute;sico, os amer&iacute;ndios n&atilde;o devem ser considerados um conjunto homog&ecirc;neo. No caso espec&iacute;fico das crian&ccedil;as xavantes, as curvas do NCHS parecem ser apropriadas para avaliar o estado nutricional. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>     <font size="3"><strong>Agradecimentos </strong></font></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Gostar&iacute;amos de agradecer aos xavantes de S&atilde;o Jos&eacute; e de S&atilde;o Marcos pela permiss&atilde;o de realizar o trabalho em suas aldeias. Tamb&eacute;m &agrave; Luciene G. de Souza e &agrave; Miss&atilde;o Salesiana de Sangradouro e S&atilde;o Marcos, pelo apoio. O trabalho de campo foi financiado pelo PAPES-FIOCRUZ (Programa de Apoio &agrave; Pesquisa Estrat&eacute;gica em Sa&uacute;de). </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>     <font size="3"><strong> Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </strong></font></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. 	IBGE. Estudo Nacional de Despesa Familiar Endef: Consumo Alimentar; Antropometria. Rio de Janeiro: IBGE; 1977. t.1.(v.1:Dados preliminares, Regi&otilde;es I, II, III, IV e V). </font></P>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. INAN. Pesquisa Nacional sobre Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o. Resultados Preliminares. Bras&iacute;lia: INANI IBGE/IPEA; 1990a. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. INAN. Pesquisa Nacional sobre Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o. Perfil de Crescimento da Popula&ccedil;&atilde;o Brasileira de Oa 25 anos. Bras&iacute;lia: INAN/IBGE/IPEA; 1990b. </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. BENFAW/ DHS. Pesquisa Nacional sobre Demografia e Sa&uacute;de, 1996. Rio de Janeiro: BEMFAW/DHS/IBGE/USAID/MS/FNUAP/UNICEF; 1997. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=425992&pid=S1024-0675200300010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Dufour D. Diet and nutritional status of Amerindians: Areview of the literature. Cad Saude P&uacute;b 1991; 7:481-502. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=425993&pid=S1024-0675200300010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Santos RV. Crescimento f&iacute;sico e estado nutricional de popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas brasileiras. Cad Sa&uacute;de P&uacute;b 1993; 9:46-57. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=425994&pid=S1024-0675200300010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Coimbra Jr. CEA, Santos RV.Avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional num contexto de mudan&ccedil;a socioecon&ocirc;mica: O grupo ind&iacute;gena Suru&iacute; do Estado de Rond&ocirc;nia, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;b 1991; 7:538-62. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=425995&pid=S1024-0675200300010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Martins SJ, Menezes RC. Evolu&ccedil;&atilde;o do estado nutricional de menores de 5 anos em aldeias ind&iacute;genas da Tribo Parakan&atilde;, na Amaz&ocirc;nia Oriental Brasileira (1989-1991). Rev Sa&uacute;de P&uacute;b 1994; 28:1-8. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=425996&pid=S1024-0675200300010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   9. Mattos A, Morais MB, Rodrigues DA, Baruzzi RG. Nutritional status and dietary habits of lndian chi1dren from Alto Xingu (Central Brazi1) according to age. J Am CoIl Nutr 1999; 18:88-94. </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   10. Stinson S. Physical growth ofEcuadorian Chachi Arnerindians. Am J Hum Bio 1989; 1697-707. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=425998&pid=S1024-0675200300010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   11. Stinson S.Early childhood growth of Chachi Amerindians and Afro-Ecuadorians in Northwest Ecuador. Am J Hum Biol 1996; 8:43-53. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=425999&pid=S1024-0675200300010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   12. Holmes R. Smal1is adaptive. Nutritional anthropometry of Native Amazonians. In: Sponse1 LE, ed. Indigenous Peop1es and the Future of Amazonia. An Ecological Anthropology of an Endangered World. Tucson: University of Arizona Press; 1995. p.121-48. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   13. Hodge LG, Dufour DL. Cross-sectional growth of young Shipibo Indian children in eastem Peru. Am J Phys Anthr 1991; 84:35-41. </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   14. HamiIl PVV, Drizd TA, Johnson CL, Reed RB, Roche AF, Moore WM. Physical growth: National Center for Health Statistics. Am J Clin Nutr 1979; 32:607-29. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426002&pid=S1024-0675200300010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   15. Wirsing RL. The health of traditional societies and the effects of acculturation.Current Anthr 1985; 26:303-22. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426003&pid=S1024-0675200300010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Souza LG. Perfil Demogr&aacute;fico dos Xavante de Sangradouro-Volta Grande, Mato Grosso, 1993-1997 [tese]. Rio de Janeiro: ENSP/ FIOCRUZ&middot;; 1999. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426004&pid=S1024-0675200300010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Giaccaria B, Heide A. Xavante (Auwe Uptabi: Povo Aut&ecirc;ntico). S&atilde;o Paulo: Dom Bosco; 1972. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426005&pid=S1024-0675200300010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Lopes da Silva A. Nomes e amigos: da pr&aacute;tica Xavante a uma reflex&atilde;o sobre os J&ecirc;. S&atilde;o Paulo: FFLCH/USP; 1986. (Antropologia 6). </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426006&pid=S1024-0675200300010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   19. Maybury-Lewis D. A Sociedade Xavante. Rio de Janeiro: Francisco Alves; 1984. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426007&pid=S1024-0675200300010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   20. Lohman TG, Rache AF, Martorell R. Anthropometric Standardization Reference Manual. Champaign, Illinois: Human Kinetics; 1988. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426008&pid=S1024-0675200300010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   21. WHO-World Health Organization. Physical status: the use and interpretation of anthropometry. WHO Tech Report Ser 1995; 854. Geneva: WHO. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426009&pid=S1024-0675200300010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   22. Dean AG, Dean JA, Burton AH, Dicker RC. Epi-Info. Version 6.01: AWorld Processing, Database and Statistics Program for Epidemiology on Micro-Computer, Atlanta: Centers for Disease Contrai; 1995. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Holmes R. Estado nutricional en cuatro aldeas de la selva amazonica, Venezuela: un estudio de adptaci&oacute;n y aculturacion [Master's Thesis]. Caracas: Instituto Venezolano de Investigaciones Cientificas; 1981. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426011&pid=S1024-0675200300010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Santos RV. Coping with change in native amazonia: a bioanthropological study ofthe Gavi&atilde;o, Suru&iacute; and Zor&oacute;, Tupi-Mond&eacute; speaking societies from Brazil [PhD Dissertation]. Bloomington: Indiana University; 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426012&pid=S1024-0675200300010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   25. Frisancho AR. New norms of upper limb fat and muscle areas for assessment of nutritional status. Am J Clin Nutr 1981; 34:2540-5. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426013&pid=S1024-0675200300010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Coimbra Jr. CEA, Santos RV.Epidemiologic profile of amazonian amerindians from Brazi1,with special emphasis on the Xavante from Mato Grosso and on groups from Rond&ocirc;nia. A report to the World Bank. Rio de Janeiro: World Bank; 1994. (mimeo.) </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   27. Habicht JP,Martorell R, Yarbrough C, Malina RM, Klein RE. Height and weight standards for preschool children. How reevant are ethnic differences in growth potential?. Lancet 1974; 1:611-5. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   28. Waterlow JC, Buzina R, Keller W, Lane JM, Nichaman MZ, Tanner IM. The presentation and use of height and weight for comparing nutritional status of groups of children under the age of 10 years. BulI WHO 1977; 55:489-98. </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   29. Bveleth P, Tanner JM. Worldwide variation in human growth. Cambridge: Cambridge University; 1976. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426017&pid=S1024-0675200300010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   30. Martorell R, Habicht JP. Growth in early childhood in developing countries. ln: Falkner F, Tanner IM, eds. Human growth: a comprehensivetreatise. vol.3. New York: Plenum Press; 1986. p.241-62. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 31. Davies DP. The importance of genetic influences on growth in early childhood with particular reference to children of Asiatic originoln: Waterlow JC, ed. Linear growth retardation in less developed countries.NewYork:RavenPress; 1988.p.75-90. (Nestl&eacute;NutritionWorkshop.Series, 14). </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 32. Kac G, Santos RV. Crescimento f&iacute;sico em estatura de escolares de    ascend&ecirc;ncia japonesa na cidade de S&atilde;o Paulo, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;bl 1996; 12:253-7. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426020&pid=S1024-0675200300010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>    <br> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia: </strong></font></p>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dra. Silvia Gugelmin    <br> Universidade do Estado do Rio de Janeiro    <br> Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o    <br> Rua S&atilde;o Francisco Xavier, 524 -12&ordm; andar, BI. O, sala 12001 -Maracan&atilde; -Rio de Janeiro -RJ -CEP 20550-013     <br> Fone: 21 587.7131 -E-mail: <a href="mailto:gugelmin%20@uerj.br">gugelmin @uerj.br</a> </font></P>      ]]></body><back>
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