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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores de risco para suspeita de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses de vida]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To investigate the prevalence of positive screening test for developmental delays in a cohort of children born in Pelotas, Brazil in 1993, and their risk factors. Methodology: A sample of 20% (1,363 children) of a cohort of children born in Pelotas, Brazil, was studied at 12 months of age regarding their development. The Denver II Test was used. The children who failed in two or more items of the test were suspected of having development delay. A set of independent variables was chosen taking into account the hierarchical relations between risk factors according to the conceptual framework (socioeconomic, reproductive and environmental, birth conditions, children&#8217;s care, nutrition and morbidity). Analyses were performed using Mantel-Haenszel X2 and multivariate technique through conditional logistic regression, to control for possible confounding. Results: At 12 months of age, 34% (463) of the total of 1,363 children failed in the screening test. After adjusting for possible confounding variables, failure was associated with family lower income children (OR= 1, 5), very low birth weight (OR= 4,0), gestational age less than 37 weeks (OR= 1,6), more than three siblings (OR= 1,9), and duration of breastfeeding less than three months (OR=1,6), or no breastfeeding (OR= 1,9). Children who presented weight/age at six months of age less or equal to -2 z score of the reference population presented a risk 10 times greater of having failure in the Denver II Test. Conclusions: This study reinforces the multiple etiology of development delays and the concept of cumulative risk effect. In this population those who are economically disadvantaged accumulate risk factors (social, economic and environmental) that may render to deficits in their development.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong>ART&Iacute;CULOS DEL CONO SUR -BRASIL</strong></font></P>     <P align="justify"><strong><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Fatores de risco para suspeita de atraso    no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses de vida</font></strong></P>     <P align="justify"><strong><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><em>Risk factors for suspicion of developmental delays at 12 months of age </em></font></strong></P>     <P align="justify"><strong><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ricardo Halpern<Sup>1</Sup>, Elsa R. J. Giugliani<Sup>2</Sup>, Cesar G. Victora<Sup>3</Sup>, Fernando C. Barros<Sup>4</Sup>, Bernardo L. Horta<Sup>5 </Sup></font></strong></P>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <font size="1">1. Professor Adjunto de Pediatria - Funda&ccedil;&atilde;o Faculdade Federal de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas de Porto Alegre.     <br> </font></font><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Professora Adjunta de Pediatria, Univ. Federal do Rio Grande do Sul.     <br> 3. Professor Titular de Medicina Social, Universidade Federal de Pelotas.     <br> 4. Professor Titular de Medicina Social, Universidade Federal de Pelotas.     <br> 5. Professor Assistente de Estat&iacute;stica, Universidade Cat&oacute;lica de Pelotas. </font></p>     <p><strong><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(1) Art&iacute;culo original de Brasil, publicado en el Jornal de Pediatr&iacute;a 2000; 76:421-8 y que fue seleccionado para su reproducci&oacute;n en el VI encuentro de Editores del Cono Sur, Bolivia 2001</font> </strong></p> <hr> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Resumo</strong></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong><em>Objetivo</em>:</strong> Verificar a preval&ecirc;ncia de suspeita de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses nas crian&ccedil;as nascidas em Pelotas, RS, em 1993, e seus poss&iacute;veis determinantes. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong><em>M&eacute;todos</em>: </strong>Uma amostra de 20% (1.363 crian&ccedil;as) de uma coorte de crian&ccedil;as nascidas nos hospitais de Pelotas, RS, durante o ano de 1993, foi avaliada aos 12 meses quanto ao desenvolvimento neuropsicomotor, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do teste de Denver II. As crian&ccedil;as que tiveram dois ou mais itens de falha no teste foram consideradas suspeitas de apresentarem atraso no desenvolvimento. As vari&aacute;veis independentes escolhidas pertenciam a diferentes n&iacute;veis de determina&ccedil;&atilde;o de atraso, conforme modelo te&oacute;rico hierarquizado (socioecon&ocirc;mico, reprodutivo e ambiental, condi&ccedil;&otilde;es ao nascer, aten&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a, nutri&ccedil;&atilde;o e morbidade). A an&aacute;lise foi realizada utilizando-se </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">o X2 de Mantel-Haenszel e t&eacute;cnica multivariada atrav&eacute;s de regress&atilde;o log&iacute;stica, com o objetivo de controlar poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong><em>Resultados</em>:</strong> Das 1.363 crian&ccedil;as avaliadas aos 12 meses, 463 (34%) apresentaram teste de Denver II suspeito de atraso no desenvolvimento. Na an&aacute;lise multivariada, ap&oacute;s controle de vari&aacute;veis de confus&atilde;o, verificou-se que as crian&ccedil;as que tinham maior risco de suspeita de atraso em seu desenvolvimento foram: as mais pobres (OR= 1,5), as que haviam nascido com mais baixo peso (OR= 4,0), as que apresentaram idade gestacional menor do que 37 semanas (OR= 1,6), as que tinham mais de tr&ecirc;s irm&atilde;os (OR= 1,9) e as que haviam recebido leite materno por menos de tr&ecirc;s meses (OR=1,6) ou n&atilde;o haviam sido amamentadas (OR= 1,9). As crian&ccedil;as que apresentaram um &iacute;ndice peso/idade aos seis meses menor ou igual a &ndash;2 desvios-padr&atilde;o da refer&ecirc;ncia tiveram um risco dez vezes maior de suspeita de atraso no desenvolvimento. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong><em>Conclus&otilde;es</em>:</strong> Este estudo refor&ccedil;a a caracter&iacute;stica multifatorial do desenvolvimento e o conceito de efeito cumulativo de risco. Na popula&ccedil;&atilde;o estudada, a parcela mais desfavorecida acumula os fato-res (sociais, econ&ocirc;micos e biol&oacute;gicos) que determinam uma maior chance de atraso no desenvolvimento das crian&ccedil;as. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> J. pediatr. (Rio J.). 2000; 76(6): 421-428: desenvolvimento infantil, fatores de risco, teste de triagem de Denver II, modelo hier&aacute;rquico. </font></P> <hr> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Abstract</strong></font>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong><em>Objective</em>:</strong> To investigate the prevalence of positive screening test for developmental delays in a cohort of children born in Pelotas, Brazil in 1993, and their risk factors. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong><em>Methodology</em>:</strong> A sample of 20% (1,363 children) of a cohort of children born in Pelotas, Brazil, was studied at 12 months of age regarding their development. The Denver II Test was used. The children who failed in two or more items of the test were suspected of having development delay. A set of independent variables was chosen taking into account the hierarchical relations between risk factors according to the conceptual framework (socioeconomic, reproductive and environmental, birth conditions, children&rsquo;s care, nutrition and morbidity). Analyses were performed using Mantel-Haenszel X2 and multivariate technique through conditional logistic regression, to control for possible confounding. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong><em>Results</em>:</strong> At 12 months of age, 34% (463) of the total of 1,363 children failed in the screening test. After adjusting for possible confounding variables, failure was associated with family lower income children (OR= 1, 5), very low birth weight (OR= 4,0), gestational age less than 37 weeks (OR= 1,6), more than three siblings (OR= 1,9), and duration of breastfeeding less than three months (OR=1,6), or no breastfeeding (OR= 1,9). Children who presented weight/age at six months of age less or equal to &ndash;2 z score of the reference population presented a risk 10 times greater of having failure in the Denver II Test. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <strong><em>Conclusions</em>:</strong> This study reinforces the multiple etiology of development delays and the concept of cumulative risk effect. In this population those who are economically disadvantaged accumulate risk factors (social, economic and environmental) that may render to deficits in their development. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> J. pediatr. (Rio J.). 2000; 76(6): 421-428: child development, risk factors, Denver II Test, hierarchical model. </font></P> <hr> <strong><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Introdu&ccedil;&atilde;o </font></strong>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As crian&ccedil;as que vivem em pa&iacute;ses em desenvolvimento est&atilde;o expostas a v&aacute;rios riscos, entre os quais o de apresentarem uma alta preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as, o de nascerem de   gesta&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis e/ou incompletas e o de viverem em condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas adversas<Sup>1,2</Sup>. Tal cadeia de eventos negativos faz com que essas crian&ccedil;as tenham maior chance de apresentar atrasos em seu potencial de crescimento e desenvolvimento. Por essa raz&atilde;o, o impacto de fatores biol&oacute;gicos, psicossociais (individuais e familiares) e ambientais no desenvolvimento infantil tem sido objeto de in&uacute;meros estudos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas<Sup>3-5</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Historicamente, os estudos sobre desenvolvimento t&ecirc;m colocado as caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas da popula&ccedil;&atilde;o infantil como determinante principal dos atrasos intelectuais da crian&ccedil;a. Isso pode ser verdadeiro para crian&ccedil;as gravemente comprometidas<Sup>6</Sup>, mas n&atilde;o para a maioria das que apresentam um atraso moderado ou leve no seu desenvolvimento<Sup>1,7,8</Sup>. Para uma melhor abordagem do desenvolvimento humano se faz necess&aacute;ria uma outra &oacute;tica, onde seja poss&iacute;vel uma an&aacute;lise coletiva das varia&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento, oferecendo uma perspectiva &ldquo;ecol&oacute;gica&rdquo; dos achados encontrados<Sup>5,9</Sup>. Sameroff e Chandler<Sup>10</Sup> descreveram o &ldquo;modelo transacional&rdquo; de desenvolvimento, que relaciona entre si os efeitos da fam&iacute;lia, do meio ambiente e da sociedade sobre o desenvolvimento humano. Esse modelo considera </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">o desenvolvimento como sendo &uacute;nico e peculiar, de tal forma que o resultado final seria o balan&ccedil;o entre os fatores de risco e os de prote&ccedil;&atilde;o. Segundo esse modelo, problemas biol&oacute;gicos podem ser modificados por fatores ambientais, e determinadas situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade podem ter etiologia relacionada com fatores sociais e do meio ambiente<Sup>11</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Devido &agrave; import&acirc;ncia e ao impacto dos atrasos no desenvolvimento no que se refere &agrave; morbidade infantil, &eacute; fundamental que se possa, o mais precocemente poss&iacute;vel, identificar as crian&ccedil;as de maior risco, a fim de minimizar os efeitos negativos da&iacute; decorrentes. Existem evid&ecirc;ncias suficientes de que quanto mais precoces forem o diagn&oacute;stico de atraso no desenvolvimento e a interven&ccedil;&atilde;o, menor ser&aacute; o impacto desses problemas na vida futura da crian&ccedil;a<Sup>12-14</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este estudo teve como objetivo verificar a preval&ecirc;ncia de suspeita de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses nas crian&ccedil;as nascidas em Pelotas, RS, em 1993, e seus poss&iacute;veis determinantes. </font></P>     <P align="justify"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>    <br> Metodologia </strong></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No ano de 1993, foram acompanhadas 5.304 crian&ccedil;as que nasceram nos hospitais de Pelotas e que residiam na zona urbana. Suas m&atilde;es foram entrevistadas e as crian&ccedil;as acompanhadas durante o primeiro ano de vida, tendo sido estudados diversos aspectos relacionados &agrave; sa&uacute;de infantil. Os resultados desses acompanhamentos est&atilde;o descritos em publica&ccedil;&atilde;o anterior<Sup>15</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para avaliar a suspeita de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor das crian&ccedil;as da coorte, 20% delas foram submetidas ao teste de triagem de Denver II<Sup>16</Sup> adaptado para a L&iacute;ngua Portuguesa. As 1.363 crian&ccedil;as selecionadas para serem avaliadas aos 12 meses de vida foram sorteadas do banco de dados original coletado na primeira fase do estudo, durante as visitas &agrave;s maternidades de Pelotas<Sup>15</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O teste de Denver II foi escolhido por ser o mais utilizado pelos profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de para triagem em popula&ccedil;&otilde;es assintom&aacute;ticas<Sup>17</Sup>, e por permitir f&aacute;cil treinamento e administra&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida (20 minutos). O teste, delineado para aplica&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as desde o nascimento at&eacute; a idade de 6 anos, consiste em 125 itens, divididos em quatro grupos:</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> a) pessoal/social &ndash; aspectos da socializa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a dentro e fora do ambiente familiar;     <br>   b) motricidade fina &ndash; coordena&ccedil;&atilde;o olho/m&atilde;o, manipula&ccedil;&atilde;o de pequenos objetos;     <br>   c) linguagem &ndash; produ&ccedil;&atilde;o de som, capacidade de reconhecer, entender e usar a linguagem; e     <br>   d) motricidade ampla &ndash; controle motor corporal, sentar, caminhar, pular e todos os demais movimentos realizados atrav&eacute;s da musculatura ampla.</font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses itens s&atilde;o registrados atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o direta da crian&ccedil;a e, para alguns deles, solicita-se que a m&atilde;e informe se o filho realiza ou n&atilde;o determinada tarefa. Foram considerados casos indicativos de suspeita de atraso aqueles em que a crian&ccedil;a apresentou dois ou mais itens de aten&ccedil;&atilde;o (a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa especificada quando 75% a 90% das crian&ccedil;as da faixa et&aacute;ria a realiza) e/ou dois ou mais itens de falha (n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o do item quando 90% ou mais das crian&ccedil;as da faixa et&aacute;ria o realiza), independente da &aacute;rea em que a falha ocorreu. Outra possibilidade de o teste ser considerado suspeito foi a combina&ccedil;&atilde;o de um item de aten&ccedil;&atilde;o somado a um item de falha<Sup>16</Sup>. Os entrevistadores eram universit&aacute;rios dos cursos de medicina e psicologia; e foram treinados na administra&ccedil;&atilde;o do teste atrav&eacute;s de metodologia previamente estabelecida no respectivo manual de treinamento e n&atilde;o foram informados das hip&oacute;teses da investiga&ccedil;&atilde;o. Foi realizado um estudo piloto, que permitiu reproduzir as condi&ccedil;&otilde;es nas quais o estudo seria desenvolvido e fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o do treinamento dos entrevistadores. Al&eacute;m disso, durante o estudo, uma amostra aleat&oacute;ria de 5% dos casos foi revisitada, com a finalidade de verificar a veracidade das informa&ccedil;&otilde;es e os crit&eacute;rios utilizados na pontua&ccedil;&atilde;o dos itens. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como a amostra continha indiv&iacute;duos nascidos pr&eacute;termo, a idade desse grupo foi ajustada, subtraindo-se da mesma o n&uacute;mero de semanas que faltavam para a crian&ccedil;a completar 37 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o. Assim, a avalia&ccedil;&atilde;o foi feita conforme a idade de desenvolvimento, impedindo uma superestima&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as com o teste de Denver II alterado. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A vari&aacute;vel de desfecho suspeita de atraso foi tratada como vari&aacute;vel dicot&ocirc;mica (Denver II, com suspeita de atraso ou normal). Para a an&aacute;lise dos dados, foi utilizado o m&eacute;todo de regress&atilde;o log&iacute;stica, cuja modelagem obedeceu um modelo hier&aacute;rquico de determina&ccedil;&atilde;o (<a href="#f1">Figura 1</a>). </font></P>     <P align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rbp/v41n2/figura_a12_1.gif" width="568" height="598"></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse modelo permite que possamos quantificar a contribui&ccedil;&atilde;o de cada n&iacute;vel hier&aacute;rquico e evitar uma subestima&ccedil;&atilde;o dos efeitos de determina&ccedil;&atilde;o distal de risco<Sup>18</Sup>. Em um primeiro momento, as vari&aacute;veis independentes foram isoladamente analisadas com o desfecho. Posteriormente, elas foram colocadas no modelo, permanecendo no mesmo apenas aquelas que contribu&iacute;am significativamente, em um n&iacute;vel de p &lt; 0,20. A an&aacute;lise multivariada foi conduzida seguindose o plano proposto no modelo te&oacute;rico, de acordo com os n&iacute;veis hier&aacute;rquicos. Considerou-se o primeiro n&iacute;vel como sobredeterminante, e a inclus&atilde;o de vari&aacute;veis seguiu-se na ordem crescente para os demais n&iacute;veis. Foram considerados poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o as vari&aacute;veis independentes do mesmo n&iacute;vel hier&aacute;rquico ou de um n&iacute;vel imediatamente superior. O pacote estat&iacute;stico utilizado para a an&aacute;lise foi o SPSS 6,0<Sup>19</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><strong><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Resultados </font></strong></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na popula&ccedil;&atilde;o estudada, 34% (N<Sup>o</Sup>=463) das crian&ccedil;as apresentaram teste de triagem de Denver II suspeito de atraso no desenvolvimento aos 12 meses de idade. Houve diferen&ccedil;as importantes nas quatros &aacute;reas avaliadas: a escala do desenvolvimento motor, por exemplo, mostrou o maior percentual de suspeita (15%), seguida pela escala pessoal/ social (5,5%) e, em propor&ccedil;&atilde;o bem menor, pelas escalas de motricidade fina (1,6%) e de linguagem (menos de 1%). </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os resultados apresentados a seguir descrevem os achados do teste de triagem de Denver II como um todo, sem a divis&atilde;o por &aacute;reas, uma vez que, devido &agrave; pequena propor&ccedil;&atilde;o de suspeita de atraso em algumas delas, n&atilde;o seria poss&iacute;vel uma avalia&ccedil;&atilde;o adequada caso houvesse a divis&atilde;o por &aacute;reas. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na an&aacute;lise bivariada entre o desfecho e as vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas, as crian&ccedil;as de mais baixa renda apresentaram duas vezes mais chance de apresentarem um teste de triagem suspeito de atraso no seu desenvolvimento neuropsicomotor, quando comparadas com as de melhor renda. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolaridade materna, o risco aumenta conforme diminui a escolaridade da m&atilde;e. As m&atilde;es analfabetas tiveram uma chance 2,2 vezes maior de gerarem um filho com suspeita de atraso no desenvolvimento, quando comparadas com as de maior escolaridade. </font></P>      <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No segundo n&iacute;vel hier&aacute;rquico, que concentra as vari&aacute;veis reprodutivas e socioambientais, a idade da m&atilde;e n&atilde;o mostrou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante com suspeita de atraso aos doze meses. Apesar desse resultado, essa vari&aacute;vel foi mantida para a modelagem multivariada, devido &agrave; sua plausibilidade e import&acirc;ncia, principalmente considerando a gesta&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia. O mesmo ocorreu com a vari&aacute;vel presen&ccedil;a de marido/companheiro. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas relacionadas com o nascimento, foram selecionadas as seguintes vari&aacute;veis: peso ao nascer, idade gestacional, per&iacute;metro cef&aacute;lico, comprimento ao nascer e morbidade, representada pela perman&ecirc;ncia da crian&ccedil;a na UTI ou ber&ccedil;&aacute;rio no per&iacute;odo neonatal. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Considerando que o peso ao nascer pode dever-se a uma gesta&ccedil;&atilde;o de menor dura&ccedil;&atilde;o, ao retardo intra-uterino ou ainda a uma combina&ccedil;&atilde;o de ambos, optou-se por criar algumas vari&aacute;veis que contemplassem essas diferen&ccedil;as, relacionando peso ao nascer, idade gestacional e comprimento ao nascimento. Os resultados est&atilde;o descritos na <a href="#t1">Tabela 1</a>. </font></P>     <P align="center"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/rbp/v41n2/tabla_a12_1.gif" width="512" height="325"></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora n&atilde;o mostrando a mesma intensidade de associa&ccedil;&atilde;o, mas sendo bastante significativa, a vari&aacute;vel que resultou da intera&ccedil;&atilde;o entre peso ao nascer e idade gestacional mostrou um risco maior de teste de Denver II suspeito entre as crian&ccedil;as que, al&eacute;m de apresentarem baixo peso, tamb&eacute;m eram pr&eacute;-termo. A vari&aacute;vel constru&iacute;da a partir da intera&ccedil;&atilde;o entre peso de nascimento e comprimento mostrou resultado semelhante: as crian&ccedil;as com baixo peso e com comprimento proporcional foram aquelas que apresentaram maior risco, seguidas pelas crian&ccedil;as de baixo peso e comprimento desproporcional. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No grupo das vari&aacute;veis relacionadas aos cuidados com a crian&ccedil;a, aquela que se mostrou mais importante foi o tempo de amamenta&ccedil;&atilde;o: houve um risco 2,5 vezes maior de encontrar um teste suspeito entre os filhos n&atilde;o amamentados pela m&atilde;e, seguidos por aqueles amamentados at&eacute; os 3 meses, com um risco quase duas vezes maior, quando comparados com os que receberam leite materno por mais de 6 meses. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis do &uacute;ltimo n&iacute;vel hier&aacute;rquico, ou seja, aquelas potencialmente mais relacionadas com o des-fecho &ndash; hospitaliza&ccedil;&atilde;o, preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o segundo altura/idade e peso/idade &ndash;, essas mostraram-se significativamente associadas ao atraso (<a href="#t2">Tabela 2</a>). </font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/rbp/v41n2/tabla_a12_2.gif" width="515" height="332"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s a inclus&atilde;o de todas as vari&aacute;veis, conforme o m&eacute;todo de regress&atilde;o log&iacute;stica <em>stepwise</em>, o modelo final foi definido com o conjunto de vari&aacute;veis que contribu&iacute;ram significativamente para explicar por que as crian&ccedil;as apresentaram um teste de triagem de Denver II suspeito de atraso. Os resultados desse modelo est&atilde;o apresentados na <a href="#t3">Tabela 3</a>.</font></P>     <P align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/rbp/v41n2/tabla_a12_3.gif" width="568" height="742"></font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As crian&ccedil;as de fam&iacute;lias de menor renda mostraram maior probabilidade (50%) de apresentar suspeita de atraso em seu desenvolvimento, mesmo ap&oacute;s o ajuste em rela&ccedil;&atilde;o ao dado da escolaridade materna. Essa rela&ccedil;&atilde;o aconteceu de forma linear, mantendo-se as diferen&ccedil;as por grupos de renda; assim, as crian&ccedil;as do grupo de renda entre tr&ecirc;s e seis sal&aacute;rios m&iacute;nimos mostraram maior probabilidade (20%) de suspeita do que as crian&ccedil;as do grupo mais favorecido, embora n&atilde;o houvesse signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s o ajuste para o primeiro n&iacute;vel hier&aacute;rquico, as vari&aacute;veis referentes ao apoio durante a gesta&ccedil;&atilde;o e h&aacute;bito do fumo n&atilde;o se mostraram significativamente associadas ao atraso, mostrando n&atilde;o ter efeito independente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; suspeita de atraso. J&aacute; as crian&ccedil;as com quatro ou mais irm&atilde;os apresentaram maior probabilidade (90%) de ter um teste de triagem suspeito. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os resultados da associa&ccedil;&atilde;o entre peso de nascimento, idade gestacional e suspeita de atraso confirmam a import&acirc;ncia dessas vari&aacute;veis na determina&ccedil;&atilde;o de um teste de desenvolvimento suspeito. Mesmo ap&oacute;s o ajuste para vari&aacute;veis importantes de n&iacute;veis superiores e de mesmo n&iacute;vel, as crian&ccedil;as com menor peso de nascimento tiveram quatro vezes mais chance de apresentar problemas no teste do que aquelas com maior peso; da mesma forma, as crian&ccedil;as com menor tempo de gesta&ccedil;&atilde;o tiveram 60% mais chance de apresentar problemas, mesmo ap&oacute;s o ajuste. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tempo durante o qual a crian&ccedil;a foi amamentada contribuiu significativamente para explicar os testes de Denver II suspeitos. As crian&ccedil;as que nunca mamaram tiveram um risco 88% maior do que as que mamaram mais de seis meses, mesmo ap&oacute;s o ajuste para poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o. Por sua vez, as crian&ccedil;as desnutridas, com um &iacute;ndice peso/idade &gt; a -2 desvios-padr&atilde;o, mostraram um risco dez vezes maior de apresentar um teste de Denver II suspeito, comparativamente &agrave;s crian&ccedil;as com melhor nutri&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <P align="justify"><strong><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <br> Discuss&atilde;o </font></strong></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em Pelotas, em 1993, 34% das crian&ccedil;as aos 12 meses de vida apresentaram um teste de triagem de Denver II com suspeita de atraso. Embora esse resultado seja de certa forma surpreendente pela sua magnitude, devemos interpret&aacute;-lo com cautela. Essa alta propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com suspeita de atraso apenas nos alerta para um risco potencial de atraso, o qual deve ser confirmado por testes diagn&oacute;sticos. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O perfil de desenvolvimento infantil das crian&ccedil;as da coorte foi coerente com estudos anteriores, que apontam para a caracter&iacute;stica multifatorial na determina&ccedil;&atilde;o de suspeita de atraso, segundo a qual o ac&uacute;mulo de fatores de risco determina um maior impacto no desenvolvimento da crianca<sup>9,20,21</sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste estudo, a renda familiar e a escolaridade dos pais representaram as caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o que sobredeterminaram as demais vari&aacute;veis independentes. Embora na an&aacute;lise bivariada ambas tenham apresentado uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com a suspeita de atraso, esse resultado n&atilde;o se manteve na an&aacute;lise multivariada escolhida para controlar o efeito de poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o. O efeito da renda familiar permaneceu associado com suspeita de atraso, mesmo quando ajustado para o item referente &agrave; escolaridade materna; assim, as crian&ccedil;as mais pobres apresentaram 50% mais risco de terem um teste de triagem de Denver II suspeito de atraso &ndash; resultado j&aacute; descrito em estudos anteriores<Sup>22</Sup>. Provavelmente as crian&ccedil;as mais ricas recebem uma maior estimula&ccedil;&atilde;o e variadas oportunidades no primeiro ano de vida. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre as vari&aacute;veis do segundo n&iacute;vel do modelo (reprodutivas e socioambientais), somente a referente ao n&uacute;mero de filhos manteve-se significativamente associada com o desfecho no modelo final de regress&atilde;o. Como a maioria das vari&aacute;veis deste n&iacute;vel hier&aacute;rquico tinha mostrado associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica significativa com o desfecho na an&aacute;lise bivariada, &eacute; poss&iacute;vel que elas estivessem confundidas pela renda familiar, conforme o modelo hier&aacute;rquico proposto. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As crian&ccedil;as com mais de tr&ecirc;s irm&atilde;os tiveram 90% mais chance de apresentar um teste de Denver II com suspeita de atraso. Embora tenha havido uma redu&ccedil;&atilde;o do risco ap&oacute;s o ajuste para fatores de confus&atilde;o, o efeito independente dessa vari&aacute;vel permaneceu estatisticamente associado com a suspeita de atraso, confirmando que nas fam&iacute;lias com maior n&uacute;mero de filhos, em geral, h&aacute; menos est&iacute;mulos para que as crian&ccedil;as possam explorar seu potencial de desenvolvimento. Esse menor est&iacute;mulo provavelmente est&aacute; associado &agrave; menor disponibilidade materna para oferecer aten&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a.</font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> J&aacute; &eacute; bem conhecido o fato de que o peso ao nascer &eacute; o   fator isolado mais importante na determina&ccedil;&atilde;o da mortalidade   infantil. Os resultados deste estudo mostram que h&aacute;   uma clara redu&ccedil;&atilde;o de suspeita de atraso, &agrave; medida que existe   um aumento do peso ao nascer; essa chance foi, na an&aacute;lise   bivariada, dez vezes maior nas crian&ccedil;as nascidas com menos de 2.000g, quando comparadas &agrave;s crian&ccedil;as de maior peso. Efeito semelhante, mas com menor magnitude, foi encontrado em todos os outros indicadores (idade gestacional, per&iacute;metro cef&aacute;lico e comprimento) e em suas intera&ccedil;&otilde;es com as rela&ccedil;&otilde;es peso/idade, peso/comprimento e ida-de gestacional. Embora todas essas vari&aacute;veis mostrassem uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa na an&aacute;lise bivariada, quando colocadas no modelo final de regress&atilde;o, apenas o peso ao nascer e a idade gestacional continuaram mantendo um efeito independente no modelo. As crian&ccedil;as que nasceram com menos de 2.000g tiveram um risco de apresentar um teste de triagem de Denver II suspeito quatro vezes maior, quando comparadas com as mais pesadas. J&aacute; as crian&ccedil;as pr&eacute;-termo, embora com efeito menor, apresentaram uma chance 60% maior de teste suspeito de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, o que &eacute; consistente com achados anteriores, que ressaltam as repercuss&otilde;es negativas no desenvolvimento futuro e no desempenho escolar de rec&eacute;m-nascidos pr&eacute;-termo e de muito baixo peso<sup>7,23</sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ressaltar que, ao lado das complica&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas derivadas da prematuridade, a associa&ccedil;&atilde;o com as situa&ccedil;&otilde;es sociais desfavor&aacute;veis e o tipo de atendimento m&eacute;dico recebido por essas crian&ccedil;as determinam o progn&oacute;stico em rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento<Sup>24</Sup>. Al&eacute;m disso, parecem existir efeitos da prematuridade que ir&atilde;o aparecer mais tardiamente, quando tais crian&ccedil;as entrarem na escola, o que justifica o acompanhamento precoce desse grupo de risco<sup>25</sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O fato de as outras vari&aacute;veis do mesmo n&iacute;vel hier&aacute;rquico n&atilde;o se mostrarem estatisticamente significativas no modelo de regress&atilde;o final pode ser explicado por uma colinearidade entre elas, como &eacute; o caso, por exemplo, da utiliza&ccedil;&atilde;o da UTI neonatal. As crian&ccedil;as com menor peso e mais prematuras foram as que utilizaram com maior freq&uuml;&ecirc;ncia essa facilidade. Assim, diferentes vari&aacute;veis poderiam estar representando o mesmo evento. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel hier&aacute;rquico seguinte, somente o item aleitamento materno mostrou um efeito independente em rela&ccedil;&atilde;o ao status de desenvolvimento aos 12 meses de vida. As crian&ccedil;as que nunca mamaram tiveram uma chance 88% maior de apresentar um teste suspeito de atraso, quando comparadas &agrave;quelas que mamaram por mais de seis meses. Esse achado encontra resultados semelhantes na literatura, embora sejam estudos que usaram metodologias diferentes<Sup>26-28</Sup>. Um dos resultados importantes do presente estudo consiste no fato de que existe um efeito doseresposta em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de amamenta&ccedil;&atilde;o: quanto maior o tempo de amamenta&ccedil;&atilde;o, menor o risco de um teste de triagem de Denver II suspeito de atraso. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m das vantagens nutricionais, psicol&oacute;gicas e de prote&ccedil;&atilde;o contra infec&ccedil;&otilde;es j&aacute; comprovadas do leite materno<Sup>29,30</Sup>, existem evid&ecirc;ncias de que as crian&ccedil;as amamentadas apresentam um melhor desempenho no seu desenvolvimento cognitivo futuro, constituindo-se em um elemento adicional para que o aleitamento materno seja estimulado de forma mais consistente<Sup>27</Sup>. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao estado nutricional, os &iacute;ndices altura/ idade e peso/ idade aos 6 meses se mostraram fortemente associados ao desfecho na an&aacute;lise bivariada. Quando inclu&iacute;dos no modelo final de regress&atilde;o e ajustados para as demais vari&aacute;veis, o efeito independente do &iacute;ndice altura/ idade desapareceu; j&aacute; o &iacute;ndice peso/idade manteve-se significativo, embora com redu&ccedil;&atilde;o em sua magnitude. Ap&oacute;s o ajuste, as crian&ccedil;as com &gt;2 desvios-padr&atilde;o no &iacute;ndice peso/ idade mantiveram uma chance dez vezes maior de apresentar um teste de Denver II suspeito de atraso, quando comparadas com as crian&ccedil;as mais bem nutridas, havendo um efeito dose-resposta. Esse resultado &eacute; consistente com estudo anterior, em que foi utilizada metodologia semelhante<Sup>29</Sup>. O achado de que as crian&ccedil;as desnutridas tiveram uma maior chance de apresentar suspeita de atraso aos 12 meses de vida confirma que a nutri&ccedil;&atilde;o &eacute; um importante indicador de morbidade<Sup>30</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os resultados deste estudo mostraram algumas diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao que havia sido publicado previamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preval&ecirc;ncia de suspeita de atraso e &agrave; magnitude do efeito que algumas vari&aacute;veis apresentaram<Sup>17</Sup>. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para isso pode estar relacionada com a medida utilizada neste estudo, no caso, a Raz&atilde;o de Odds (RO), de dif&iacute;cil interpreta&ccedil;&atilde;o em estudos transversais. A discrep&acirc;ncia entre RO e Raz&atilde;o de Preval&ecirc;ncia (RP) depende da preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a e da exposi&ccedil;&atilde;o, sendo a primeira mais importante quantitativamente. Mas quando a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da doen&ccedil;a &eacute; igual em indiv&iacute;duos expostos e n&atilde;o expostos, a RO estima melhor a densidade de incid&ecirc;ncia do que a RP<Sup>31</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m dessas poss&iacute;veis limita&ccedil;&otilde;es de an&aacute;lise, a diferen&ccedil;a na preval&ecirc;ncia pode ser explicada pela dificuldade diagn&oacute;stica nos primeiros anos de vida. Mesmo em pa&iacute;ses desenvolvidos, n&atilde;o existem dados consistentes a respeito da preval&ecirc;ncia de atrasos no desenvolvimento em crian&ccedil;as abaixo dos 3 anos de idade<Sup>17</Sup>. Uma explica&ccedil;&atilde;o consistente com o que foi discutido at&eacute; o momento est&aacute; no conceito de <em>prevalence point</em> (ponto de preval&ecirc;ncia)<Sup>32</Sup> ou <em>Age Specific Manifestation </em>(idade de manifesta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica), segundo o qual a idade de manifesta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica pode mudar de um per&iacute;odo do desenvolvimento para o pr&oacute;ximo, mesmo que os indiv&iacute;duos permane&ccedil;am em risco<Sup>33</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora n&atilde;o exista uma uniformidade quanto &agrave; metodologia e aos crit&eacute;rios e instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o entre os in&uacute;meros estudos sobre fatores de risco no desenvolvimento infantil, existe uma certa converg&ecirc;ncia de resultados. Isso vem refor&ccedil;ar a id&eacute;ia de que os fatores de risco encontrados neste estudo est&atilde;o associados &agrave; morbidade futura, justificando um acompanhamento precoce e adequado das crian&ccedil;as expostas a estes riscos<Sup>34</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A identifica&ccedil;&atilde;o precoce de problemas do desenvolvimento &eacute; uma tarefa bastante dif&iacute;cil para o profissional que trabalha com cuidados prim&aacute;rios. Devido &agrave; grande maleabilidade do desenvolvimento neuropsicomotor da crian&ccedil;a, &eacute; necess&aacute;rio que a avalia&ccedil;&atilde;o seja repetida, principalmente durante os primeiros anos de vida, quando o desenvolvimento &eacute; mais din&acirc;mico e o impacto dos atrasos &eacute; mais importante<Sup>12</Sup>. Embora reconhecendo que as interven&ccedil;&otilde;es precoces em pa&iacute;ses em desenvolvimento possam ser mais dif&iacute;ceis de implementar, existem in&uacute;meras alternativas para promover programas de baixo custo e de abordagem comunit&aacute;ria envolvendo crian&ccedil;as com riscos de atraso, tais como visita domiciliar (ocasi&atilde;o em que a m&atilde;e &eacute; orientada a estimular seu filho), treinamento de cuidadores de crian&ccedil;as em creches e escolas infantis, bem como de professores de escolas de primeiro grau, e envolvimento da m&iacute;dia<Sup>35</Sup>. </font></P>     <P align="justify"><strong><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br> Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </font></strong></P>     <!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Escalona SK. Babies at double hazard: early development of   infants at biologic and social risk. Pediatrics 1982;70:670-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432124&pid=S1024-0675200200020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  2. Lipman EL, Offord DR, Boyle MH. Relation between economic   disadvantage and psychosocial morbidity in children. CMAJ   1994;151:431-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432125&pid=S1024-0675200200020001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  3. Werner EE. Vulnerable but invincible: high-risk children from   birth to adulthood. Acta Paediatr Suppl 1997;422:103-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432126&pid=S1024-0675200200020001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  4. Rutter M. Pathways from childhood to adult life. J Child Psychol   Psychiatry 1989;30:23-51.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432127&pid=S1024-0675200200020001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  5. Garbarino J. The human ecology of early risk. In: Meisels SJS,   Shonkoff JP, eds. Handbook of Early Childhood Intervention.   Melbourne, Australia: Cambridge Univ. Press; 1990. p. 78-96.</font></P>     <!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  6. Whitaker AH, Feldman JF, Van Rossem R, Schonfeld IS, Pinto-Martin JA, Torre C, et al. Neonatal cranial ultrasound abnormalities   in low birth weight infants: relation to cognitive outcomes   at six years of age. Pediatrics 1996;98(4 Pt 1):719-29.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432129&pid=S1024-0675200200020001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  7. Koller H, Lawson K, Rose SA, Wallace I, McCarton C. Patterns   of cognitive development in very low birth weight children   during the first six years of life. Pediatrics 1997;99:383-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432130&pid=S1024-0675200200020001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  8. Nelson KB, Ellenberg JH. Apgar scores as predictors of chronic   neurologic disability. Pediatrics 1981;68:36-44.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432131&pid=S1024-0675200200020001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Bronfenbrenner U. A ecologia do desenvolvimento humano:experimentos naturais e planejados. 1&ordf; ed. Porto Alegre: Artes   M&eacute;dicas; 1996.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432132&pid=S1024-0675200200020001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  10. Sameroff AJ, Chandler MJ. Reproductive risk and the continuum   of caretaking casualty. In: Horowitz FD, Scarr-Salapatek MH,   Siegel G, eds. Review of child development research. Chicago:   University of Chicago Press; 1975. p. 187-244.</font></P>     <P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  11. Shonkoff JP, Meisels SJ. Early childhood intervention: the   evolution of a concept. In: Meisels SJ, Shonkoff JP, eds. Handbook   of early childhood intervention. Melborne, Australia: Cambridge   University Press; 1990. p. 3-32.</font></P>     <!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  12. Dworkin PH. British and American recommendations for   developmental monitoring: the role of surveillance. Pediatrics 1989;84:1000-10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432135&pid=S1024-0675200200020001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  13. Aylward GP. Conceptual issues in developmental screening and   assessment. J Dev Behav Pediatr 1997;18:340-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432136&pid=S1024-0675200200020001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  14. Valman HB. Development surveillance at 6 weeks. Br Med J 1980;280:1000-2.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432137&pid=S1024-0675200200020001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Victora CG, Barros FC, Halpern R, Menezes AM, Horta BL,   Tomasi E, et al. Estudo longitudinal da popula&ccedil;&atilde;o maternoinfantil   de Pelotas, RS, 1993: aspectos metodol&oacute;gicos e resultados   preliminares. Rev Saude Publ 1996;30:34-45.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432138&pid=S1024-0675200200020001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  16. Frankenburg WK, Dodds J, Archer P, Shapiro H, Bresnick B.   The Denver II: a major revision and restandardization of the   Denver Developmental Screening Test. Pediatrics 1992;89:91-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432139&pid=S1024-0675200200020001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  17. Meisels JS, Wasik BA. Who should be served? Identifying   children in need of early intervention. In: Shonkoff JP, Meisels   SJ, eds. Handbook of early childhood intervention. Melborne,   Australia: Cambridge University Press; 1990. p. 605-32.</font></P>     <!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  18. Victora CG, Huttly SR, Fuchs SC, Olinto MT. The role of   conceptual frameworks in epidemiological analysis: a hierarchical   approach. Int J Epidemiol 1997;26:224-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432141&pid=S1024-0675200200020001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  19. Norussis MJ. SPSS/PC 6.1. Statistical Package for Social   Science. 1994, Chicago: SPSS Inc.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432142&pid=S1024-0675200200020001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  20. King EH, Logsdon DA, Schroeder SR. Risk factors for developmental   delay among infants and toddlers. Child Health Care   1992;21:39-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432143&pid=S1024-0675200200020001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. de Andraca I, Pino P, de la Parra A, Rivera F, Castillo M. Risk   factors for psychomotor development among infants born under   optimal biological conditions. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;32:138-47.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432144&pid=S1024-0675200200020001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  22. Grantham-McGregor SM, Lira PI, Ashworth A, Morris SS,   Assuncao AM. The development of low birth weight term infants   and the effects of the environment in northeast Brazil. J Pediatr 1998;132:661-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432145&pid=S1024-0675200200020001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  23. McCormick MC, Brooks-Gunn J, Shorter T, Holmes JH, Heagarty   MC. Factors associated with maternal rating of infant health in   central Harlem. J Dev Behav Pediatr 1989;10:139-44.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432146&pid=S1024-0675200200020001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  24. Cohen S, Bromet E. Maternal predictors of behavioral disturbance   in preschool children: a research note. J Child Psychol   Psychiatry 1992;33:941-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432147&pid=S1024-0675200200020001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Goldson E. The developmental consequences of prematurity. In:   Wolraich ML, ed. Disorders of development &amp; learning: a   practical guide to assessment and management. 2&ordf; ed. St. Louis:Mosby-Year Book Inc; 1996. p.483-508.</font></P>     <!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  26. Florey CD, Leech AM, Blackhall A. Infant feeding and mental   and motor development at 18 months of age in first born singletons.   Int J Epidemiol 1995; 24:S21-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432149&pid=S1024-0675200200020001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  27. Pollitt E, Kariger P. Breastfeeding and child development. Food   Nutr Bull 1996; 17:401-18.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432150&pid=S1024-0675200200020001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  28. Anderson WJ, Bryan MJ, Remley TD. Breast-feeding and   cognitive development: a meta-analysis. Am J Clin Nutr 1999;   70:525-35.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432151&pid=S1024-0675200200020001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  29. Oberhelman RA, Guerrero ES, Fernandez ML, Silio M, Mercado   D, Comiskey N, et al. Correlations between intestinal parasitosis,   physical growth, and psychomotor development among   infants and children from rural Nicaragua. Am J Trop Med Hyg   1998; 58:470-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432152&pid=S1024-0675200200020001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  30. Cesar JA, Victora CG, Barros FC, Santos IS, Flores JA. Impact   of breast feeding on admission for pneumonia during postneonatal   period in Brazil: nested case-control study. BMJ 1999; 318:1316-20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432153&pid=S1024-0675200200020001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 31. Rothman KJ, Greenland S. Modern Epidemiology. 2&ordf; ed. Philadelphia:   Lippincott Raven; 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432154&pid=S1024-0675200200020001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  32. Eaton WW. The sociology of mental disorders. New York:   Praeger; 1980.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432155&pid=S1024-0675200200020001300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  33. Bell RQ. Age-specific manifestation in changing psychosocial   risk. In: Farran DC, McKinney JC, eds. Risk in intellectual and   psychosocial development. Orlando: Academic Press; 1986.p.169-207.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  34. Horwood LJ, Mogridge N, Darlow BA. Cognitive, educational,   and behavioural outcomes at 7 to 8 years in a national very low   birthweight cohort. Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed 1998;   79:F12-20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432157&pid=S1024-0675200200020001300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P align="justify"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 35. Thorburn JM. Practical aspects of programme development (1):   Prevention and early intervention at the community level. In:   Thorburn KM, Marfo J, eds. Practical Approaches to childhood   disability in developing countries: insights from experience and   research. St John&rsquo;s: Project Seredec Memorial University of   Newfoundland; 1990. p.31-54.</font></P>     <P align="justify"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia: Dr. Ricardo Halpern     <br> Departamento de Pediatria - FFFCMPA    <br>  Hospital da Crian&ccedil;a Santo Ant&ocirc;nio    <br>  Av. Cear&aacute;, 1549 - Porto Alegre - RS     <br> E-mail: <a href="mailto:rhalpern@zaz.com.br">rhalpern@zaz.com.br</a> </font></P>      ]]></body><back>
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