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Vive Revista de Salud
versão impressa ISSN 2664-3243
Resumo
OCHOA YUMBLA, Cecibel del Carmen e ARTEAGA SARMIENTO, Sandra Denisse. Espécies bacterianas em superfícies de ambulâncias do serviço móvel de saúde, Azogues - Equador. Vive Rev. Salud [online]. 2024, vol.7, n.21, pp.658-669. Epub 27-Set-2024. ISSN 2664-3243. https://doi.org/10.33996/revistavive.v7i21.330.
Introdução: A presença de microrganismos causadores de doenças infecciosas em ambulâncias representa riscos à saúde pública, afetando pacientes, acompanhantes e pessoal paramédico. O objetivo desta pesquisa foi identificar as espécies bacterianas nas superfícies das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Saúde na cidade de Azogues. Materiais e Métodos: Estudo quantitativo, descritivo e transversal realizado no período de março a abril de 2024. Foram coletadas 100 amostras de superfícies de cinco ambulâncias após a desinfecção, seguindo protocolos estabelecidos: superfícies críticas foram esterilizadas, superfícies semicríticas foram desinfetadas em alto nível e superfícies não críticas foram limpas com álcool a 70%. As amostras foram coletadas em meio de enriquecimento tioglicolato, devidamente identificadas e levadas ao laboratório para análise microbiológica. Foram incubadas por 24 horas a 37ºC ± 1ºC. Os resultados foram analisados por estatística descritiva. Resultados: Foram identificadas 10 espécies bacterianas patogênicas potenciais e 90 espécies bacterianas não patogênicas isoladas na maca e no colar cervical (30%), que mostraram as maiores proporções de contaminação. Klebsiella pneumoniae (50%) foi o microrganismo isolado em maior porcentagem, seguido por Escherichia coli (20%), Enterobacter cloacae (20%) e Staphylococcus aureus (10%). As bactérias não patogênicas isoladas foram Bacillus spp (53,3%) e Staphylococcus coagulase negativa (46,7%). O Staphylococcus aureus foi resistente à meticilina (MRSA), e não foram encontradas enterobactérias produtoras de BLEE. As espécies bacterianas nas superfícies após a limpeza e antes da limpeza demonstraram uma correlação significativa p<0,01. Conclusões: O estudo revelou a presença de bactérias patogênicas potenciais nas superfícies das ambulâncias do SASM de Azogues, microrganismos associados a infecções hospitalares que poderiam colocar em risco a saúde e a vida dos pacientes.
Palavras-chave : Ambulâncias; Atendimento pré-hospitalar; Bactérias; Procedimento de desinfecção; Transporte de pacientes.












