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Revista de Investigacion Psicologica
Print version ISSN 2223-3032
Abstract
PARGAS LOPEZ, Luz Gisella. Fugacidade e perennidade simbólica no imaginário festivo andino. Revista de Psicologia [online]. 2025, n.33, pp.135-155. ISSN 2223-3032. https://doi.org/10.53287/xrty1758uf74p.
A partir dos resultados de uma pesquisa de campo em La Cordillera de Mérida, Venezuela, como antecedente, tenta-se interpretar algumas mudanças e singularidades nos imaginários da festa andina na trama feminina, a partir de três coordenadas:
a) Um contexto de anomia. A festa como transbordamento das paixões humanas dentro de um ambiente geográfico pacífico e de grande beleza natural de uma nação cuja população sofre condições de anomia social, entendida como o difícil trânsito de um tipo de sociedade que se degrada, a outra que lhe acontece com a mesma continuidade, mas que ainda não tomou forma.
b) A festa como um evento simbólico que permite fazer aparecer o inefável, por isso é preciso rever a função simbólica no processo de interpretação dos imaginários. De acordo com Cassirer, é próprio do homem interpretar a coisa assim que esta entra em relação com ele, e o faz de maneiras diferentes (através do sinal, da alegoria, do símbolo). E, por outro lado, mais do que do significado, devemos nos perguntar pelo sentido inatingível; o limite do humano; como uma dimensão do antrhropos no processo de organizar o mundo e produzir sua cultura.
c) A temporalidade. Se a festa é um evento simbólico, ela tem uma temporalidade própria que lhe permite subverter a ordem fazendo ruptura com o tempo histórico linear e com a oposição binária sagrado-profano da cultura. uma temporalidade de permanente oscilação e conversão em um presente contínuo.
Keywords : Imaginário; Festa; Simbólica; Tempo feminino; Filosofia plebeia.











